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Interrompemos a programação internacional para falar de uma viagem super bacana pelo Brasil: Bento Gonçalves. Estive lá no último feriado e adorei o local. Além de ser um lugar lindo, é um passeio delicioso para fazer em casal, em família, com crianças…

Fui com uma missão especial: ser madrinha de um casamento. Mas já que estava lá, mal não faria em dar uma voltinha, conhecer a região, as vinícolas, restaurantes e claro, anotar tudo para passar pra vocês.

A cidade

Bento Gonçalves é um município do estado do Rio Grande do Sul, na Região Sul do Brasil. Ao longo de sua história, já foi conhecida como Cruzinha e Colônia Dona Isabel. A cidade foi erguida onde antigamente era um distrito da cidade de Montenegro. A área era habitada por índios caigangues desde tempos imemoriais, mas estes foram desalojados violentamente pelos chamados “bugreiros”, abrindo espaço, no final do século XIX, para que o governo do Império do Brasil decidisse colonizar a região com uma população europeia. Desta forma, milhares de imigrantes, em sua maioria italianos da região do Vêneto, mas com alguns integrantes de outras origens como alemães, franceses, espanhóis e polacos, cruzaram o mar e subiram a Serra Gaúcha, desbravando uma área ainda quase inteiramente virgem.

Depois de um início cheio de dificuldades e privações, os imigrantes conseguiram estabelecer uma próspera cidade, com uma economia baseada inicialmente na exploração de produtos agropecuários, com destaque para a uva e o vinho, cujo sucesso se mede na rápida expansão do comércio e da indústria na primeira metade do século XX. Ao mesmo tempo, as raízes rurais e étnicas da comunidade começaram a perder importância relativa no panorama econômico e cultural, à medida que a urbanização avançava, formava-se uma elite urbana ilustrada e a cidade se abria para uma maior integração com o resto do Brasil. Durante o primeiro governo de Getúlio Vargas houve uma séria crise entre os imigrantes e seus primeiros descendentes e o meio brasileiro, quando o nacionalismo foi enfatizado e as manifestações culturais e políticas de raiz étnica estrangeira foram severamente reprimidas. Depois da Segunda Guerra Mundial a situação foi apaziguada, e brasileiros e estrangeiros passaram a trabalhar concordes para o bem comum. Em 2016 o município adotou o talian como língua co-oficial, ao lado da língua portuguesa.

Atualmente, a cidade é o 18º município mais populoso do Rio Grande do Sul e o 264º município mais populoso do Brasil. Sua economia se baseia na produção de uva e vinho, no turismo e no setor moveleiro, sendo o maior polo moveleiro e um dos maiores polos industriais e turísticos do Brasil. Fonte: Wikipedia.

Como chegar

Se você estiver em outro estado ou país, pode ir até Porto Alegre ou Caxias do Sul de avião e seguir viagem de carro ou ônibus. O aeroporto mais próximo de Bento Gonçalves fica em Caxias do Sul, a 45km. O aeroporto de Porto Alegre fica a 124km e tem vôos internacionais, além dos nacionais como Latam, Gol, Avianca e Azul.

As empresas Itapemirim e Penha têm ônibus partindo de diversas capitais do país com destino a Porto Alegre. A viação Unesul faz a linha Porto Alegre x Bento Gonçalves.

A nossa opção foi avião + carro alugado. Saímos do Rio de avião e chegando no aeroporto de Porto Alegre alugarmos um carro. A estrada é boa e com um GPS/GoogleMaps/Waze em mãos o caminho é bem fácil de achar. A viagem dura em média 1h45. Como de costume, alugamos o carro com a RentCars, que é parceria do blog e costuma ter o melhor preço no comparativos das empresas de aluguel.

Clima

Sou suspeita para falar pois sou apaixonada pelo friozinho da região Sul do país. Bento Gonçalves é assim, sempre friozinho. No verão as temperaturas sobem bastante, na primavera e no outono fica aquele frio gostoso e no inverno as temperaturas despencam. Por isso, prepare-se bem para o período da sua visita.

No verão, as temperaturas máximas chegam a 27ºC enquanto as mínimas não passam de 15ºC. Já no inverno, a temperatura máxima é de 18ºC e as mínima de 6ºC.

Onde ficar

Optamos por conhecer e nos hospedar no Spa do Vinho, um hotel da Autograph Collection, e um dos melhores (se não o melhor) da região. Gostamos bastante de ficar lá, além de ser do lado do local do casamento, era um ótimo hotel, com boa estrutura, super bem localizado na região e claro, um spa de cair o queixo.

Os quartos eram simples, principalmente os banheiros que deixavam a desejar um pouco já que é um hotel 5 estrelas. Mas ainda assim, gostamos muito. O café da manhã era delicioso e muito farto. O spa, maravilhoso. Fiz uma das melhores massagens da vida por lá. Valeu muito a pena.

Além disso, o hotel fica bem em frente a Miolo, no alto de uma colininha, então, tem uma vista lindíssima. Curtimos!

Como estávamos em um grupo grande que foi para o casamento, meus amigos tiveram a oportunidade de experimentar outros hotéis da região. Vou aproveitar para colocar aqui outras opções pra vocês. Alguns são ainda na região das vinícolas, outros ficam mais perto da cidade. Os preços mudam também. É bom pra todos os gostos, bolsos e estilos. Vamos lá: Hotel LaghettoDall Onder Grand Hotel, Pousada Terragnolo e Hotel Villa Michelon.

Vinícolas

Como vocês sabem, eu viajei grávida, mas nem por isso perdi a oportunidade de visitar as vinícolas e conhecer melhor a região. Sobre os vinhos, dessa vez, não vou dar minha opinião, mas sobre os lugares que foram bacanas de serem visitados isso sim vocês vão ver por aqui.

  • Miolo: Não tinha como não ir. Além de ser bem em frente ao nosso hotel, é uma das vinícolas mais famosas da região. Fizemos o tour por lá e foi super bacana conhecer mais do processo de produção, engarrafamento e estoque de todos os vinhos da Miolo. Essa degustação tem um custo, mas como éramos hospedes do Spa do Vinho, tínhamos um voucher que dava direito a gratuidade.Outro ponto positivo da visita, é o jardim aberto que eles tem do lado de fora onde você pode sentar, fazer um picnic, ver os patinhos no lago e comer por ali. Os noivos do nosso casamento organizaram um almoço nessa área externa e foi delicioso. Vários lounges baixinhos, almofadas no chão pra sentar, ambiente super lindinho. Gostei muito.

  • Lidio Carraro: Uma das vinícolas mais indicadas na região para degustação de vinhos. Nós também fomos nela. Ela fica coladinha na Miolo e também é bem perto do Spa do Vinho. O esquema lá é diferente. Você não conhece a vinícola em si, eles te mostram tudo através de um video enquanto você vai degustando alguns dos vinhos deles. Eles tem uma bela seleção de vinhos premiados e comprando na vinícola os preços costumam ser melhores, né!? Essa degustação tem um custo, mas como éramos hospedes do Spa do Vinho, tínhamos um voucher que dava direito a gratuidade.
  • Casa Valduga: Outra vinícola com vinhos bem legais. Sou suspeita para falar pois escolhi um espumante deles para servir no meu casamento. O esquema lá é diferente. Ou você faz um super tour demorado, com muitas explicações e passeios pela vinícola ou entra na lojinha e prova os vinhos que possam te interessar para comprar. Foi isso que nós fizemos. Como não tínhamos tanto tempo assim para fazer o super tour, acabamos optando por esse esquema. Pra fazer isso você não precisa pagar nada. Uma dica aqui é: Suba até o topo do prédio onde fica a lojinha, a vista lá de cima é bem bonita e vale umas fotos.

  • Pizzato: Uma vinícola bem pequenininha mas com ótimos vinhos (foi o que me disseram!). Visitamos ela exatamente pelo excesso de elogios que ouvimos aos vinhos. Fizemos o mini tour e depois a degustação. Nela pudemos ver o pequeno parreiral que fica atrás da vinícola e tivemos uma ótima aula sobre vinhos, degustação, produção e etc. Cada pessoa pagou R$20 pelo tour + degustação.

  • Almaúnica: Infelizmente nas duas vezes que fomos estava fechada. Queríamos muito ter feito o tour e a degustação por lá. Já conheço alguns vinhos deles e assumo que era uma das que eu estava com mais vontade de conhecer. Como ela fica bem pertinho de todas essas outras, acho que vale colocar na sua listinhas de lugares para visitar por lá.
  • Cave de Pedra: Essa não conseguimos fazer tour ou degustação em si, mas como o casamento aconteceu por lá, tive a oportunidade de ver o espaço e provar os vinhos durante o casamento. O lugar é lindíssimo e já vale a visita por isso. Parece um castelinho de pedras mesmo, cercados pelos parreirais. Lindo demais. Fomos no fim da tarde e recomendo esse horário. O sol se pondo ali é lindíssimo.


As que eu não fui, mas queria ter ido…

  • Cristofoli: Não tivemos tempo de conhecer, mas sei que eles oferecem um picnic no meio das parreiras. Acho que deve ser uma experiência muito legal. Queria muito ter tido a oportunidade de conhecer.
  • Cave Geisse: Além de ter o espumante mais premiado do Brasil, eles tem um passeio de 4×4 pela vinícola que parece ser super interessante. Infelizmente era longe demais pra gente, e balançante demais pra uma grávida. Mas tá na minha lista para a próxima visita a região.
  • Salton: Além de ser uma das mais conhecidas da região, oferece um menu harmonizado com seus espumantes que deve ser uma delicia.
  • Chandon: Não fica em Bento, mas fica no caminho para lá. Não seria nada mal para para degustar alguns espumantes né?!

DICAS: É importante lembrar que quase todas as degustações precisam de reserva. É possível sim conseguir fazê-las sem reservar, mas na alta temporada recomendo que vocês reservem pela internet. | Esses passeios diferentes como o da Cave Geisse e o da Cristofoli só são feitos com reserva, por isso, não pense duas vezes e reserve tudo pela internet com antecedência. Eles costumam esgotar bem rápido. | Se você está grávida ou não bebe, não se preocupe. Quase toda as vinícolas oferecem suco de uva para quem não quer degustar os vinhos. | Se você vai com crianças, não precisa pensar duas vezes, a região apesar de focada em vinhos, tem muitos atrativos para os pequenos. Inclusive um tour de suco de uva na Aurora. Muito interessante.

Onde comer:

Como falei aqui ficamos super em função do casamento então não tive a oportunidade de comer em muitos restaurantes diferentes, mas consegui experimentar alguns que gostei muito e faço questão de recomendar.

Valle Rústico: Sem dúvidas o melhor restaurante da viagem. Comemos muitíssimo bem. A ideia do restaurante é fazer um menu degustação de 11 pratos com o melhor que a região oferece. Então, o cardápio não é pronto pensado com antecedência, ele muda diariamente com o que tem de mais fresco para você comer. Todos os produtos são orgânicos, frequíssimos e o cardápio é todo pensado para que os pratos estejam alinhados entre si e claro, com o ambiente natural do restaurante. Foi uma experiência incrível de jantar e eu recomendo muito. Ah! Lembrem-se de fazer reserva.


Spa do Vinho: Jantamos no restaurante do Spa do Vinho uma das noites em que estivemos por lá e gostamos muito dos pratos. O restaurante em si não é nada demais, porém, a comida estava bem gostosa e a comodidade de não precisar sair do hotel em um dia cansativo valeu o jantar.

Miolo: Como comentei acima, na Miolo eles tem um espaço aberto em que você pode comer, fazer um picnic e curtir o ambiente. As comidas são carinhas, mas bem saborosas. Gostei da ideia do lugar e do ambiente. Acho que vale para um lanche no fim da tarde ou para beliscar alguma coisa caso bata uma fominha. Como fomos no esquema do almoço de casamento, acho que a estrutura era diferente, mas ainda assim recomendo o espaço para um passeio e um lanchinho/almoço.

Acho que com esse post vocês conseguem ter uma ideia bacana sobre Bento Gonçalves, seus vinhos, vinícolas, programas e passeios né? Certamente preciso voltar a cidade para conhecer um pouco mais da região, para experimentar os vinhos e claro, para conhecer a cidade em si, que eu não tive a oportunidade de conhecer.

coisas que amamos diário de viagem chile santiago vinicola concha y toro santa rita 5Essa minha viagem para o Atacama me permitiu passar um diazinho em Santiago. Assumo, que desde o primeiro momento, fazer turismo em Santiago não era minha primeira opção. Então, me organizei para conhecer algumas vinícolas nesse dia e fazer enoturismo que eu amo. Pesquisei bastante, agendei minhas visitas e acabei escolhendo visitar a Concha y Toro e a Santa Rita.

A primeira dica que eu posso dar para vocês é: contratem um motorista. Foi a melhor coisa que fizemos. Pedimos indicação no hotel e eles organizaram um motorista para ficar a nossa disposição o dia inteiro. Sim, essa opção é um pouco mais cara que as outras, mas realmente nada que seja tão mais caro assim (fica uns R$100 mais caro que o ônibus de turismo). Você pode ir de taxi e ficar a disposição da possibilidade de ter ou não taxis disponíveis para te levar de uma pra outra e pra te buscar depois.  Você pode ir de ônibus de turismo, e ai vai visitar as vinícolas que eles tem parceria, e não as que você quer. Ou ainda, pode alugar um carro. Mas honestamente, acho a pior opção. O custo x benefício é quase idêntico a de contratar um motorista.

Concha y Toro

coisas que amamos diário de viagem chile santiago vinicola concha y toro santa rita 1Começo dizendo que eu adorei a visita. Apesar de ter lido MUITA gente falando mal, falando que só tem brasileiro, que é turístico demais… eu adorei mesmo assim. Tudo isso tá certo, mas nem por isso a visita é ruim. O vinho é gostoso, o lugar é lindo e a visita é “super Disney”, coisa que eu adoro. Então, eu digo, valeu muito a pena. Recomendo demais.

Se vocês preferirem, o local é tão visitado por brasileiros que existem tours em português. O esquema é bem tranquilo, mas você precisa agendar antes. Ligue ou peça para o concierge do hotel ligar e reservar sua visita.

coisas que amamos diário de viagem chile santiago vinicola concha y toro santa rita 3Se você quiser almoçar, é possível fazer isso ai. O restaurante não é o mais famoso da região, mas é super bonitinho e um ótimo quebra-galho na hora da fome. Se você quiser um tour harmonizado, também dá pra fazer. Basta ligar e agendar com antecedência.

Na minha opinião, a parte mais legal foi conhecer a história e as lendas da marca “Casilero del Diablo”. Um vinho que nem é tão bom assim, mas que ficou muito famoso por suas histórias, que eu não vou contar aqui pra não fazer spoiler e não perder a graça. Mas já adianto que essa é a parte “Disney” do tour. hahahahaahcoisas que amamos diário de viagem chile santiago vinicola concha y toro santa rita 4Além das três degustações, você leva a taça de presente para casa. Uma recordação bacana da vinícola. Ah! Se tiver a oportunidade, passe na lojinha. Ela tem coisas super legais para casa e valem a compra. Veja como chegar na Concha y Toro aqui.

Santa Rita

coisas que amamos diário de viagem chile santiago vinicola concha y toro santa rita 8Essa foi a outra vinícola que visitei. Muito legal também. Aqui a coisa é mais real sabe? Você realmente vê todo o processo, o lugar onde o vinho é feito, onde é embalado, empacotado… de verdade mesmo. Pra mim essa é a grande diferença entre as duas vinícolas. Sem falar, que a Santa Rita é também enorme e lindíssima.

A Santa Rita, diferente, da Concha y Toro oferece muito mais opções de tours para os visitantes. Fiz o tour tradicional, mas assumo que os que me chamaram mais atenção foram os de bicicleta. Tem o Bike and Wine, em que você passeia por várias vinas e vai degustando alguns vinhos. Tem também o pedal bar, em que você senta com mais 9 pessoas em um bar com pedais e vai bebendo e pedalando… conhecendo a vinícola. Muito bacana! Queria muito ter feito esse, mas não consegui me encaixar no horário que tinha disponível.

coisas que amamos diário de viagem chile santiago vinicola concha y toro santa rita 6 coisas que amamos diário de viagem chile santiago vinicola concha y toro santa rita 7A grande dica aqui é: se você pretende almoçar por essa região, faça reserva no restaurante da Santa Rita. Dizem ser um dos melhores da região. Faça isso com antecedência porque ele fica lotado. Agende umas 2h antes ou depois do seu tour. Veja como chegar na Santa Rita aqui.

Dicas:

– Analise o preço dos vinhos no Brasil antes de ir para lá. Pra mim acabou não valendo a pena pois a diferença de comprar lá e aqui não passava de R$5. Por isso, é sempre bom saber os preços e ver se vale a pena comprar lá.

coisas que amamos diário de viagem chile santiago vinicola concha y toro santa rita 2– Veja o limite de bagagem para não ultrapassar o permitido. Saiba que se for necessário, você pode despachar uma caixa de vinhos como uma mala extra.

– Os preços da lojinha da Concha y Toro estavam melhores que os da Santa Rita. Acho que quanto maior a vinícola, menores os preços. Não sei se isso é bem assim, mas foi o que eu percebi.

– Reserve e agende tudo com antecedência para garantir que você vai conseguir as coisas que você realmente quer.

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A região de Napa Valley fica há mais ou menos uma hora de São Francisco e é lá que são produzidos alguns dos melhores vinhos dos Estados Unidos. Aproveitei que estava por ali para conhecer um pouquinho da região. A área, apesar e ser conhecida como Napa Valley, é dívida em várias cidades como Sonoma, Carneros, Yountville e Napa em si. As vinículas ficam espalhadas por essas cidades.

Onde ficar

Achei a região de Yountville bem central e a melhor opção, na minha opinião, para se hospedar. Fiquei no Napa Valley Lodge e gostei muito. Mas anotei alguns outros hotéis bem pertinho do “bafafá” que me pareceram bons também. Como não me hospedei nestes não tenho ideia dos valores e da qualidade de hospedagem, mas realmente pareceram ser muito bons: Vintage InnVillagio Inn Spa e Bardesono (esse eu sei que é bom e caro porque eu adoraria ter me hospedado nele! hehehheh)

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Como se locomover

Bom, eu aluguei um carro quando sai de São Francisco e foi dessa forma que me locomovi por lá. Achei tranquilo porque bebíamos muita água nas degustações e a velocidade média lá é super baixa então você vai passeando mesmo, sem correria e sem pressa. Entendam, não recomendo que ninguém beba e dirija, mas achei a forma mais prática e barata.

Outra opção é contratar um motorista para te ajudar e te guiar pelas vinícolas. No meu hotel, o motorista custava $65/hora e o mínimo eram 6 horas/dia. Oucth! Mas vocês podem procurar opções mais em conta. Sei que a Maryanne do Blog Hotel Califórnia faz o passeio bate e volta de SF e todo mundo elogia muito.

Tem também o Wine Train. O trem vai parando em diversas vinícolas e você vai experimentando as degustações desses pontos. Achei carinho, mas bem confortável pra quem quer só relaxar sem fazer nenhum esforço. Se eu ficasse mais tempo por lá acho que experimentaria essa opção combinada com jantar.

Onde comer

coisas que amamos diário de viagem napa valley california eua 3Se tem uma coisa que você vai fazer bem em Napa é comer. Como amo programas de culinária estava animadíssima pra comer por lá e conhecer de perto os restaurantes do Chef Thomas Keller. Fiz reserva com meses de antecedência só pra garantir que eu realmente ia conseguir fazer minhas refeições por lá e amei minhas escolhas.

Conheci o R+D que é bem em frente ao meu hotel. O Bistrô Jeanty que foi minha escolha de almoço para um dos dias e também dois dos quarto restaurantes do Keller na cidade: Bouchon (amor eterno) e Redd.

Além desses, me indicaram também o French Laundry, que é super premiado com estrelas Michelin e caríssimo (não fui por que achei caro demais. Mas se você acha que vale o investimento, faça reserva com pelo menos 3 meses de antecedência) e o Ad Roc, outro restaurante do chef que é um pouco mais informal e acessível.

Especifiquei tudo (com muitos detalhes e fotos) sobre comer bem em Napa aqui.

Vinícolas

Antes de falar pra vocês sobre as vinícolas que visitei quero explicar uma coisa: não entendo absolutamente nada de vinho. Escolhi as vinícolas que fui apenas por indicação e por que eram locais bonitos e fotogênicos. Então, se você é um entendedor de vinhos, talvez não encontre informações muito úteis, aqui. Já você que gosta de qualquer vinho e quer tirar fotos bonitas, esse item é seu! hahahahahaha

Dia 1: Chateau Montelena + Sterling + VSattui (almoço na deli) + Robert Mondavi
Dia 2: Domaine Carneros + Opus One + Domaine Chandon + Inglenook

  • Sterlling: É a vinícula do teleférico. Tem dois tipos de tour e foi lá que pude pisar nas uvas e marcar minha camisa.
  • Chateau Montelena: Vinícula gracinha e um pouquinho mais distante de Yountville. Tem que reservar pelo site para fazer o tasting, que é ótimo e super bem servido.
  • VSattui: não conheci a vinícola mas almocei na deli de la e é maravilhosa. Recomendo a visita.
  • Robert Mondavi: É lindíssima e fica bem pertinho de Yountville. Não precisa de reserva.

 

  • Domaine Carneros: Também é bem bonita. Fica uns 40 minutos de distância de Yountville e precisa de reserva.
  • Opus One: Só tem uma opção de vinho que custa U$40 a taça. Sem agendamento não é possível degustar.
  • Domine Chandon: fica praticamente dentro de Yountville e é bem focado em espumantes. O cellar tour é bem completo, mas precisa ser agendado.
  • Inglenook: a antiga vinícola de Coppola. Apesar de ser bonita, achei fraca. Não recomendo a visita.

Fiquei dois dias inteiros na cidade e acho que valeria ter ficado pelo menos mais um pra conhecer vinícolas menores e talvez experimentar mais um restaurante do Keller. Então, se você tiver tempo, calcule três dias inteiros para fazer tudo com calma e sem corre-corre. Tenho certeza de que você não vai se arrepender.

Dicas e coisas que eu queria muito que tivessem me dito antes de eu ir:

– beba muita água nas degustações (especialmente se estiver dirigindo)
– não dirija feito um louco, a polícia pode te parar e se você tiver bebido o bicho vai pegar
– leve saquinhos de plástico bolha daqui para enrrolar as garrafas que você for trazer. Lá, cada embalagem dessas custa U$3 + taxa.
– se você quiser trazer muitas garrafas, as vinculas vendem uma mala própria pra transportar vinho e você despacha-la no aeroporto com mais segurança.
– todas as vinícolas vendem as mesmas coisas nas lojinhas. Fique atento porque os preços mudam drasticamente de uma para outra
– não fique de barriga vazia em nenhum momento, o vinho “bate mais rápido” assim.
– organize suas visitas de acordo com a distância das vinícolas (as mais distantes primeiro e depois as mais próximas!)
– faça reserva para garantir que você vai visitar aquela vinícula ou restaurante
– se não quiser conhecer a produção ou experimentar os vinhos específicos oferecidos por eles, você pode apenas chegar na vinícola e procurar um tasting room, ou um bar, e comprar os vinhos por taça para provar. Normalmente, para isso, você não precisa de agendamento e só paga o que consumir.

Quer saber mais sobre Napa Valley? Então olha os outros posts que rolam aqui no blog:

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