Terminando os posts sobre a viagem para o Uruguai, chegamos ao ápice: Carmelo, mais especificamente Carmelo Resort & Spa, the Unbound Collection by Hyatt. Sabíamos que o hotel seria o fim perfeito para a viagem, o ponto alto. Por isso mesmo ele ficou para o final. Queríamos descansar, curtir o hotel, relaxar… e não poderíamos ter acertado mais na nossa escolha.

Sabe aqueles lugares que você passa um tempão namorando pelas redes sociais? Você vê fotos, videos, vlogs, imagina como deve ser… o Carmelo Resort & Spa era assim pra mim. Já estava de olho nele desde a época em que ele fazia parte da rede Four Seasons (ele foi comprado pela rede americana em 2015), e finalmente agora consegui me organizar para conhece-lo.

Como Chegar

O Hotel fica em Carmelo a mais ou menos 3h de Montevidéu ou 1h de Colônia del Sacramento, se você estiver de carro. Nós voamos do Brasil para Montevidéu começamos a viagem por lá. Depois seguimos para Colônia, onde passamos uma noite e então fomos para Carmelo. A estrada é ótima e a viagem é super tranquila, bem melhor do que imaginávamos.

Você consegue chegar rapidinho voando do Brasil para Buenos Aires também. Basta pegar um barco até Colônia del Sacramento e de lá 1h de carro até Carmelo.

Claro que se você não quiser dirigir ou organizar esse processo o hotel oferece transfer e motoristas para te levar e buscar no aeroporto.

O Hotel

Acho que pra começar a descrever a experiência de se hospedar no Carmelo Resort & Spa, the Unbound Collection by Hyatt, eu preciso explicar pra vocês como é o hotel em si. Ele fica instalado no meio de um bosque lindíssimo, as margens do Rio da Prata, em uma propriedade de mais de 100 mil metros quadrados.

Quando você chega de carro, vai passeando pelo bosque, no meio das árvores altíssimas até chegar na entrada do hotel, onde um funcionário te recebe com água geladinha, uma toalhinha pra você se refrescar e pronto para cuidar do seu carro e das suas malas.

O lobby, onde você faz seu check in, é lindo. Um ambiente chique, confortável, com vários sofás e poltronas que estão ali só esperando você sentar e relaxar. Bem na frente, você tem uma varanda que dá para a piscina (que eu diria que é um dos “cartões postais” do hotel), para as parreiras de uva que decoram uma parte do terreno e lá no fundo, consegue ver o Rio da Prata.

Não preciso nem dizer que o atendimento condiz totalmente com o que se espera de um hotel 5 estrelas né? Todos os funcionários são super prestativos e atenciosos. E posso falar com propriedade, porque eu estava com um bebe de colo que as vezes dá o maior trabalho e exige paciência. Em todos os momentos que precisei os funcionários nos atenderam prontamente e da forma mais amistosa possível.

No meio do bosque de pinhos e eucaliptos o hotel acomodou 20 bangalôs, 20 suítes e 4 suítes premium (perfeitas para casamentos e lua de mel), fazendo com que o hospede se sinta super especial e exclusivo e claro, sem fazer o hotel ficar super lotado. Alguns quartos tem vista para as parreiras de uva, com vista para o rio e outros, como o meu, para o bosque.

Outra coisa muito legal desse hotel é que ele tem uma praia particular na beirinha do Rio para os hospedes. Aliás, um ótimo spot para ver o lindíssimo por do sol da região.

Quarto

Nos hospedamos em um Bangalô King maravilhoso. Uma casinha linda e super confortável. O bangalô ficava no meio do bosque, com uma varada bem mobiliada com um sofazão, mesa e cadeiras com vista para as árvores.

Dentro, lembramos da nossa lua de mel. Cama king enoooorme com vista para o bosque, aqueles edredons macios que praticamente te engolem, um banheiro delicioso com banheira e o melhor: um chuveiro em uma área externa, mas privativa do bangalô. Amamos tanto que Vic não tomou banho na banheirinha dela nenhum dia (e nem nós, que nos esbaldamos naquele chuveirão ao ar livre).

Assim que entramos no quarto já percebemos o cuidado que o hotel tem com os hóspedes e seus “pedidos especiais”. O bercinho da Vic estava todo arrumadinho e tinha uma tolhinha já separada pra ela. Achei de uma delicadeza sem tamanho isso.

Os amenities da Loccitane são um charme extra né? E já adianto, sem miséria. hahahaha Tinha shampoo, condicionador, sabonete, hidratante e shower gel, tanto na pia quanto na banheira e no chuveiro interno. E eles trocavam TODOS os dias. Ou seja, se você é dos meus e adora levar essas coisas pra casa, você vai adorar esse hotel! hahahahahah #rossfellings #friendsmaniaca

O quarto era realmente muito gostoso. Tinha um sofazão, frigobar com gostosuras, uma mesa e cadeiras, uma escrivaninha e até uma lareira. Na área do banheiro, além do que eu já falei, tinha também um closet super espaçoso para as malas e roupas não ficarem espalhadas pelo quarto. Um luxo!

Atividades e Lazer

Um das coisas que queríamos quando escolhemos o hotel era a possibilidade de não sairmos de lá para nada. Estávamos com Victoria, queríamos descansar, relaxar e saber que o hotel tem tinha tudo que a gente precisava, era exatamente o que estávamos procurando.

Acho que um dos destaques é aquela piscina enoooorme de 3 andares que fica no centro do hotel, no meio das parreiras de uvas… ela é deliciosa e é linda de morrer exatamente como vemos nas fotos. Bem do jeito que a gente precisa quando quer descansar, pegar uma corzinha ou levar a bebezinha pra curtir um pouco.

Os dois andares de cima, são bem rasinhos e a criançada adora. Já o andar de baixo, o maior de todos, começa bem raso chega a 3m de profundidade. Delicioso para relaxar e para dar uma nadadinha também.

Outra coisa que eu achei muito legal foi o serviço de piscina. Eles deixam a disposição do hospede protetores solar, chapéu e diversos jornais e revistas. O pessoal do bar da piscina vira e mexe passa com uns drinks sem alcool, sorvetinhos ou frutas que são cortesia do hotel. Além de disponibilizarem águas saborizadas pra quem quiser. Um mimo pro hospede.

Além da piscina principal, o hotel dispõe de uma piscina coberta e aquecida que fica na área do spa. Essa piscina é aberta para crianças até as 17h (depois desse horário só adultos podem frequenta-la) e ela fica encrustada no meio do bosque, com janelões enormes e vista praquelas árvores que parecem saídas de um filme. Nesse mesmo ambiente você tem uma jacuzzi quentinha e saunas a sua disposição.

O Chandra Spa, eu não preciso nem comentar né? É de cair o queixo. Eles oferecem diversos tratamentos de beleza além das tradicionais massagens relaxantes. Nesse mesmo “edifício” tem uma lojinha com aqueles itens básicos que você pode precisar em uma emergência e uma academia de ginástica. Tudo isso com vista para o bosque. Mais relaxante impossível.

Se você pensa que acabou, o hotel ainda tem uma praia privativa. Uma praia de rio, mais precisamente. Ela fica a poucos passos da piscina principal e tem uma estrutura legal para quem curte pegar um solzinho na areia. Além de tendas cobertas com vista para o Rio, eles disponibilizam espreguiçadeiras, um lava-pé e até uma quadra de vôlei para os mais animados.

O hotel ainda oferece gratuitamente bicicletas para quem quiser passear por lá, conhecer o terreno e explorar as vinícolas queimando umas calorias, uma coleção de carros antigos (do atual dono do hotel, mas que pode ser visitada com agendamento prévio), cavalgadas, caiaque pelo rio, kids club, tênis, golf, passeios de barco no pôr do sol, de helicóptero e até excursão de pesca. Realmente o hotel tem entretenimento para todos os gostos e bolsos.

Nós fizemos o passeio de barco no pôr do sol e foi incrível! Lindo demais. Com a Vic pequenininha não tivemos a oportunidade de fazer muitas outras coisas, mas queríamos muito ter feito a cavalgada, pois dizem que é incrível. Todo mundo que faz ama e recomenda.

Restaurantes

O hotel conta com três restaurantes para os hospedes. Pura é o maior deles, onde é servido o café da manhã e onde você uma boa comida uruguaia e internacional/mediterrânea. Almoçamos lá no primeiro dia e gostamos muito de tudo que comemos.

Outra opção é o Mandara Bar, um restaurante que só funciona a noite e foi onde comemos em 2 das 3 noites que passamos lá. Eles são focados em tapas e carnes. Cada dia pedíamos algumas coisas diferentes e ficávamos comendo ali, do lado de fora, na beira da piscina, vendo o sol se pôr, aproveitando o quentinho da lareira ao ar livre que tem nessa área. Uma delicia.

A última opção é o bar da piscina, chamado de Rio Bar. Eles servem pratos similares aos do Pura, mas um pouco mais leves para comidos na beira da piscina mesmo. O foco são os peixes e comidas mais leves como sanduiches e saladas.

Outra opção, que não é exatamente dentro do hotel, mas faz parte do terreno (e é do mesmo dono, assim como a vinícola Narbona) é o Basta Pedro. Ele fica em Puerto Camacho, um pequeno porto ao lado do hotel (de onde saem os passeios de barco para o pôr do sol, inclusive). Almoçamos lá um dia e adoramos. Nós dois pedimos peixe estava delicioso. O lugar é simples, mas a comida é uma delicia. Os peixes estavam fresquinhos e a os acompanhamentos deliciosos. Vale a pena incluir ele no roteiro de quem está passeando pela cidade.

As vinícolas de Carmelo

Nosso objetivo em Carmelo era curtir o hotel mesmo e relaxar, mas já que estávamos ali, porque não conhecer um pouco da cidade e das tão faladas vinícolas da região. Aproveitamos dois dias na hora do almoço para conhecer o que Carmelo tem a oferece no quesito vinhos.

Antes de começar a contar sobre as nossas visitas, acho importante deixar claro, que pelo que percebemos o Uruguai ainda é muito “cru” no sentido de formar um enoturismo potente. As vinícolas de Carmelos são bem simplórias, porém, com vinhos muito gostosos. Então, se você já visitou Napa Valley ou as vinícolas do Chile, por exemplo. Apague essa imagem da sua cabeça e vá conhecer Carmelo de coração aberto pronto para beber ótimos vinhos e se surpreender com a simplicidade do que você vai ver por lá.

Nossa primeira parada foi na Irurtia, uma das maiores vinícolas do Uruguai. Resolvemos ir nesse porque bebemos um vinho de lá em Colonia del Sacramento e adoramos. Como já fizemos várias viagens de vinho e já conhecemos todo o esquema de produção de vinhos, optamos por não fazer o tour, mas curtir a degustação. E adoramos. Saímos de lá com duas garrafas de vinho.

O esquema lá era assim: o tour era de graça e a degustação custava U$20 por 4 taças variadas + tábua de queijos e frios. Uma delicia! Nós fizemos essa opção e foi ótimo. Valeu a pena. Dividimos a degustação (por que estávamos indo almoçar e a taça deles é suuuper bem servida).

No outro dia optamos por visitar a Narbona. Ela é um pouco mais vistosa e arrumadinha que a outra e tem um restaurante que já vale a sua parada por lá. Assim como na Irurtia, não fizemos o tour. Almoçamos e depois fizemos a degustação. Aliás, fica a dica. O almoço lá é delicioso e vale MUITO a pena. Foi uma das melhores refeições que fizemos nessa viagem.

O esquema lá é bem parecido, você prova os vinhos e junto com as taças vem uma tábua de frios. Não me recordo o valor agora, mas também gostamos MUITO dos vinhos da Narbona e saímos dela com 3 garrafas para trazer pro Brasil.

Além dessas, eu queria muito ter visitado algumas outras. Cheguei a passar na porta, olhar mas acabei não entrando. Ao mesmo tempo que queria conhecer outras vinícolas, queria poder curtir o hotel. Então, usei minha hora do almoço para visitar essas duas e ter um gostinho do que o vinho uruguaio tem a oferecer.


Quando estive lá, conversei com o pessoal do hotel e eles me falaram muito que tem interesse em ampliar o alcance ao mercado brasileiro, e por isso, esse ano, iam fazer umas promoções bem legais. Já estava valendo a promoção dos feriados prolongados. Você paga 2 noites e fica 3. Ou seja, uma noite é de graça. Essa promoção é ótima e vale super a pena pra gente aqui do Brasil. Sai mais barato ir pra lá do que pra muuuuito resorts no nordeste, por exemplo.

Obaaaa! Eu já quero voltar agora mesmo e aproveitar esses benefícios que eu consegui pra vocês.

Acho que apesar do texto ter ficado enorme, eu consegui passar pra vocês o sentimento delicioso que foi nos hospedar no Carmelo Resort & Spa. Sem dúvidas um hotel que marcou e que já queremos voltar.

Espero que vocês tenham gostado desse post e que ele consiga transmitir cada minutinho delicioso que passamos por lá, pela cidade, experimentando vinhos, curtindo em família, comendo gostosuras e admirando o pôr do sol.

Se quiserem saber mais sobre  a minha viagem pelo país:
– Leia aqui sobre Colonia del Sacramento;
– Leia aqui sobre Montevidéu.

Viajamos no Carnaval de 2018. Victoria tinha 7 meses.

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Ok, talvez esse post devesse ser entitulado de “Alimentação do meu bebe nessa viagem”, por que vou falar específicamente de como fizemos com a comidinha da Victoria nessa ida ao Uruguai. Choveram perguntas sobre como a Vic comeu, o que ela comeu, como fizemos… Postei no stories o video dela comendo uma bananinha e muita gente ficou curiosa sobre como eu fiz. Pra vocês entenderem como funcionou pra mim nessa viagem, tenho que começar do início.

(Mamãe comendo and bebendo e a Vic olhando, porque já estava almoçada!)

Victoria tinha 7 meses e estava no início da introdução alimentar quando viajamos. A introdução dela foi lenta e gradual, como eu escolhi que seria. Ela se adaptou super bem as frutas e comeu todas que experimentou numa boa. Mas estava um pouco resistente as comidas salgadas. Ou seja, chorava, virava a cara, cuspia tudo, fazia escândalo e a grande maioria das vezes acabava não comendo. #hajapaciência

Seguindo a orientação da nutricionista e do pediatra, a comida da Victoria é feita no vapor, amassadinha no garfo e sem sal. Os temperos são naturais e de verdade como cebola, alho everdinhos. No momento da viagem, a Victoria ainda não jantava (atrasamos a introdução do jantar por causa da viagem) então a rotina alimentar dela estava assim:

7h30 – acorda e mama
9h30 – fruta
12h – almoça
15h – fruta
17h30 – mama
19h30 – mama e dorme

Bom, dado isso eu tinha que me organizar para ela comer 2 frutas por dia e almoçar. As frutas eram fáceis de resolver. Todo café da manhã de hotel tem frutas, então, ainda no Brasil, dei pra ela experimentar as frutas mais comuns de achar em hotel: banana, mamão, maçã, pera, melão e melancia.

As comidas sim eram uma questão pra mim. Eu pensei em trazer papinhas prontas dos EUA para ela comer, pensei em ficar em hotéis com cozinha ou alugar apartamentos para poder fazer alguma coisa para ela lá, mas tudo me parecia ou muito desconfortável ou muito nada a ver com o que a gente pretendia. Até que pensei no Empório da Papinha. (Não, isso não é publi)

Eles fazem papinhas fresquinhas, orgânicas, sem conservantes e com comida de verdade. Pra 6/7 meses eles vendem cremes e sopas, como a Vic começou a introdução já com alimentos amassadinhos, optei por comprar as sopas com pedacinhos para 8+.

Quando liguei para fazer a compra, informei que estava indo viajar para o Uruguai e eles foram super eficientes na embalagem das papinhas. Colocaram tudo em um isopor com gelo seco (para ficarem congeladas por até 24h), lacraram o isopor e pelo lado de fora colocaram um aviso em espanhol que aquilo era comida de bebe, liberado pela Anvisa… Esse isopor foi dentro da mala, despachado junto com ela. Chegando lá só precisamos colocar pra congelar novamente.

Todo dia de manhã nós escolhíamos uma papinha, pedíamos para alguém na cozinha do hotel esquentar e colocávamos no potinho térmico. Quando era hora do almoço dela, era só preparar ela pra comer e pronto. No dia seguinte, a mesma coisa.

“Mas Nathalia, que coisa pouco prática. No Uruguai também tem bebês em fase de introdução alimentar, era mais fácil comprar alguma coisa por lá.” Verdade, talvez fosse mesmo, mas eu optei por fazer uma coisa que eu acredito que era o melhor pra ela. Ela estava com dificuldade no início da introdução, não queria comer, já tinha provado as papinhas e tinha gostado. Sem falar no fato de serem orgânicas, fresquinhas, sem conservantes… seguindo a linha que eu aplico e casa. Eu podia comprar alguma coisa lá, provavelmente ia ser mais prático sim, mas não era o que eu considerava a melhor opção pra ela naquele momento. Ponto final.

(Lanchando uma batatinha doce no dia que chegamos do Brasil. #musafitness)

Então, foi basicamente assim que funcionamos durante os 8 dias de viagem. Levei 9 papinhas + 2 papinhas de manga (fruta que eu sabia que não seria fácil de encontrar lá e que ela ama) no isopor, despachamos dentro da mala, mantivemos congelado mesmo mudando de hotel (levamos de um pro outro dentro do isopor com gelo normal).

DICAS:

  • Vale levar um pouco de detergente e uma esponjinha pra lavar os itens da comidinha deles no hotel;
  • Leve mais de um potinho térmico, as vezes a frutinha precisa ficar geladinha também;
  • Não esqueça o pratinho e talheres próprios;
  • Nos usávamos uma pastilha de esterilização ou pedíamos pro pessoal da cozinha do hotel jogar o uma água fervendo nas coisas de vez em quando, para dar aquela limpada mais profunda;
  • Uma lancheirinha térmica também é bem vinda pra carregar as coisas;
  • Eu levei um babador lavável e vários babadores descartáveis que são ótimos pra dar comidinha na rua, porque eles ficam imundos ai você joga fora e pronto. (Achei pra vender aqui)

Como falei, foi assim que eu fiz. Que funcionou pra mim. Não significa que seja a melhor forma, a forma mais prática ou a melhor forma pra você. É apenas a minha experiência que eu resolvi compartilhar depois de receber algumas perguntas sobre o assunto.

Acho que 99% das pessoas só conta o lado bom das viagens, mas vocês já pararam pra pensar que muitas vezes as coisas podem dar errado? Podem ser coisas pequenas, podem ser coisas grandes… não temos controle sobre tudo que pode acontecer, o importante é estarmos preparados para toda situação, inclusive as que não são esperadas.

Já passei alguns perrengues em viagem e acho que posso compartilhar com vocês algumas formas de amenizar a frustração, raiva e todos os sentimentos ruins que passam pela gente quando alguma coisa não dá certo nas nossas viagens.

  1. Perder um vôo: Seja culpa sua ou não, perder um vôo é sempre um saco. Você perde horas (ou dias) no seu destino, as vezes perde diárias de hotel, programas e passeios já pagos e muitas vezes ainda tem que arcar com as despesas de um novo vôo, acomodação no lugar que está e etc. Pra resolver isso, você precisa em primeiro lugar se alocar em um novo vôo, o mais rápido possível. Fale com a companhia aérea e veja o que é possível fazer no seu caso. Se a culpa foi um atraso da mesma cia aérea fica tudo mais fácil. Exija seus direitos. Se perdeu o vôo por causa do mal tempo ou alguma coisa do tipo, as companhias aéreas não costumam fazer nada nesses casos. Em seguida entre em contato com o hotel do destino para ver o que pode fazer, se consegue um reembolso da diária perdida, ou pelo menos, se consegue um voucher para gastar aquele valor em outro momento. O mesmo serve para os seus fornecedores de passeios. Caso tenha comprado um pacote de viagens, deve entrar em contato com a agencia para que ela faça esses contatos e acertos para você.
    Como evitar: Saia sempre com muita antecedência par ao aeroporto (o recomendado é chegar 3h antes em vôos internacionais e 2h antes em vôos nacionais). Sim, parece muito, e é. Mas é sempre melhor prevenir do que remediar. Nunca marque escalas com menos de 3h, principalmente em grandes aeroportos como Londres, Paris, Amsterdam… Tenha em mãos os todos os contatos que você pode precisar em “caso de emergência”.
  2. Malas extraviadas: Outra grande chateação comum em viagens. Chegou no seu destino (ou em casa) e as suas malas não. Se for em casa, menos mal… mas se for no seu destino, é um saco. Tem que dar queixa no aeroporto, falar com a cia aérea e contar com a boa vontade dos atendentes e com a sorte. E se acontecer? Tenha sempre uma (ou mais) muda de roupa na mala de mão e leve com você itens de valor. Contate seu seguro viagem que, normalmente, cobre extravio de bagagem também. Se quiser pode colocar um gps dentro da mala, hoje em dia pequenos dispositivos com rastreamento são vendidos para identificar aonde a mala está.
    Como evitar: Confira sempre o ticket colocado na sua mala e veja se o destino está correto. Retire tickets de viagens anteriores para não confundir o envio. Não deixe para despachar a sua mala no último segundo. Pesquisas indicam que malas despachadas nos últimos minutos tem mais chances de serem perdidas.
  3. Ser roubado: Por mais cuidados que sejamos, os bandidos estão cada vez mais espertos e conseguem driblar todas os nossos cuidados. Furtos são muito comuns em viagens e pra não surtar caso isso aconteça é importante que você sempre tenha seus documentos escaneados no seu email, cópias físicas em sua mala e os telefones importantes com você. (Seguro saúde, cartão de créditos, consulados…)
    Como evitar: Nunca deixe seu dinheiro todo num único lugar, fique atento a sua bolsa/carteira em locais de muito movimento, pesquise sobre as áreas de (in)segurança das cidades que você vai visitar, verifique se o cofre do hotel não abre com a senha default 0000, deixe seus pertences de valor sempre em local seguro e trancados e esteja sempre de olho nas suas coisas e no ambiente ao seu redor.
  4. Overbooking: Essa é uma situação cada vez mais recorrente nos aeroportos, e por incrível que pareça, nos hotéis também. Mas, infelizmente isso é algo que está completamente fora do nosso controle.
    Como evitar: Apesar de estar fora do nosso controle, existem algumas coisas que podemos fazer para talvez evitar isso. Por exemplo: faça sempre que possível seu check in online e chegue cedo no aeroporto. Pode até ser que seu vôo tenha overbooking, mas chegando cedo você consegue garantir o seu lugar. No caso dos hotéis, o overbooking é bem menos comum. Mas se você quiser ter certeza absoluta de que está tudo ok com a sua reserva, envie um email para o hotel uma semana antes da sua reserva e garanta que está tudo certo.
  5. Falta de documentos: Vocês podem até pensar que isso quase não acontece, mas acreditem, cada lugar do mundo exige uma documentação diferente para você entrar e sair dele e esquecer ou errar a documentação necessária para acessar um país é um dos erros mais comuns dos viajantes.
    Como evitar: Confira várias vezes toda a documentação necessária para entrar no país que você está visitando, tenha cópias de todos os seus documentos com você, acesse o site do consulado do país que você vai, verifique se é necessário algum tipo de visto especial, tenha em mãos o comprovante internacional de febre amarela (sou dessas que leva em todas as viagens, por que nunca se sabe!), veja se é necessário pagar alguma taxa na entrada e se precisa ter a moeda local… o ideal é você verificar isso sempre próximo a sua viagem pois as regras podem mudar.

Acho que esses são alguns dos perrengues de viagem mais comuns. Espero que as dicas ajudem vocês a evitar passar por eles e claro, deixem vocês preparados para o que der e vier.

Fotos da Internet

Não sei se já contei por aqui, mas Victoria mal nasceu e já tem sua primeira viagem internacional marcada #vicpelomundo Adoro! Vamos para os EUA no réveillon e para isso, comecei todo aquele processo de tirar passaporte, fazer cidadania, visto e etc.

Espero que ela curta ser uma pequena viajante como os pais são né… porque vai começar desde cedo! =)

O processo, no todo, foi bem mais simples do que eu esperava. Para tirar o passaporte dela foi bem tranquilo. Só precisei acessar o site da Polícia Federal e marcar a opção “Requerer Passaporte”. Nesse momento você vai preencher todas as informações necessárias e dados da criança, estar com a GRU paga (aquela taxa de R$257,25) e marcar a opção se a criança pode viajar apenas com um dos pais ou precisa dos dois juntos para realizar as viagens. Marquei “autorizando o menor a viajar com apenas um dos genitores, indistintamente”, assim ela pode ir só comigo ou só com o Alexandre sem precisar de toda aquela burocracia de autorização de viagem e etc.

Uma informação que eu não sabia é que a duração do passaporte para bebês e crianças pequenas é completamente diferente dos adultos. Até 1 ano de idade ele é válido por 1 ano, de 1 a 2 por 2 anos, 2 a 3 por 3 anos, 3 a 4 por 4 anos e acima de 5 ele já vale pelos 5 anos, como é o padrão. Ou seja: só vale tirar se você tiver uma viagem planejada mesmo.

Agora é a hora de separar a documentação e mandar ver. Você vai precisar de:

  • Certidão de nascimento original;
  • Identidade e CPF dos pais (ou passaporte);
  • Uma foto 5×7 com fundo branco, recente, colorida, sem data e sem nada que cubra o rosto do bebê (adultos têm a foto feita na hora, crianças menores de 3 anos precisam levar);
  • Protocolo e comprovante do pagamento da GRU;
  • Caso um dos pais não esteja presente no dia, uma autorização do pai ausente para a emissão do passaporte com firma reconhecida.
  • Caso já tenha feito, é importante levar o passaporte anterior.

(Foto do meu pacotinho para o passaporte | Nanda Castelo Fotografia)

É imprescindível que no dia do agendamento os pais estejam juntos com o bebê no ato da solicitação. Já para buscar o documento pronto, basta o menor de idade com um dos responsáveis.

Depois é só aguardar a emissão que costuma ser rápida (aqui no Rio leva no máximo 15 dias corridos) e buscar o documento pronto.