(Mais de 15 minutos parada no mesmo lugar esperando esvaziar para conseguir essa foto!)

Se tem um coisa que sempre me perguntam é como eu consegui a foto X ou Y sem ninguém no fundo, ou com aquela angulação… normalmente a minha resposta é: paciência, muita paciência. Para cada uma foto boa, tem uns 20 fotos ruins por trás. E não estou exagerando. É por ai mesmo o número.

Pensando nisso, resolvi fazer um post com as 10 melhores dicas que eu tenho para você tirar aquela foto perfeita na sua viagem. Vamos lá?

Paciência: Ter paciência (e tempo) é a coisa mais importante de todas. Turistas e pessoas, chegam e vão embora em levas. Por isso, ficar ali e esperar o momento ideal é fundamental. Tenha paciência e aguarde o momento certo para a sua foto.

Acorde cedo: Eu sei que quando estamos de férias as vezes isso é bem chato, mas pode acreditar 90% das vezes isso faz toda a diferença. Os lugares (principalmente os super turísticos) estão mais vazios, as excursões ainda não chegaram…

(Foto tirada as 7 da manhã, quando o parque ainda não estava aberta para os turistas)

Tenha um tripé: Sim, é um trambolho, é um saco de carregar mas vai mudar a sua vida, ou melhor, as suas fotos. Pedir para alguém fotografar você é garantia de foto cagada. Desculpem o vocabulário, mas é isso ai. Tripés podem ser pequenininhos para máquinas pequenas ou grandões para máquinas grandes.

O bom e velho pau de selfie: Eu sei que munda gente tem preconceito com ele, mas ele pode ser um ótimo aliado para boas fotos. Alguns tem ainda um benefício que é o espelhinho, com ele você consegue não usar a câmera frontal do celular e se o seu celular tiver aqueles efeitos de foto profissional vai ser perfeito.

Novos ângulos: Procure outros ângulos para a mesma foto. Olhe de cima para baixo, de baixo para cima, vá mais para um lado ou para o outro… as vezes é nessa tentativa que você consegue a foto perfeita.

(Johnny Island, em San Andres, do avião. Um ângulo inusitado, e maravilhoso!)

Abuse de técnicas: Molduras naturais, reflexos, enquadramento… tudo isso faz com que você consiga uma linda foto sem muito esforço. Você só precisa reunir tudo (ou pelo menos lembrar desses itens) na hora de fotografar.

Estude: Isso mesmo, estude o lugar que você vai. Procure por fotos bacanas na internet, crie uma pastinha de inspirações, siga as #s mais legais, procure fotos profissionais. Dessa forma, você vai conseguir no mínimo abrir sua cabeça para ângulos novos, lugares diferentes, poses, enquadramentos…

Não economize imagens: Aperte o botão de tirar fotos e não economize. Como eu di sse no início do texto para cada uma foto boa tem 20 ou mais por trás. E é isso… em tempos de máquina digital não tem porque economizar foto.

Máquina boa: Sei que essa dica parece idiota, mas acredite não é. Se o seu celular não tem uma câmera incrível ele não vai fazer fotos incríveis. Se a sua máquina é velha e a qualidade da imagem dela não é das melhores, não exija dela fotos sensacionais. Se quer fotos boas, capriche na máquina que vai usar para tirar essas fotos.

(Uma boa máquina faz toda diferença nas fotos! Pense nisso e faça seu investimento.)

Vários equipamentos: Essa é uma técnica que eu pessoalmente uso e gosto muito. Faço a mesma foto com vários equipamentos diferentes. Gopro, celular, câmera… as vezes uma dessas máquinas capta melhor a luz ou o ângulo da foto e faz aquela foto sensacional. Gopro, por exemplo, tira excelentes fotos contra a luz, a máquina DSLR desfoca o fundo e dá aquele ar profissional, o celular faz a selfie perfeita…

Com essas dicas você com certeza vai conseguir a sua foto perfeita. Lembre-se disso e claro, compartilhe o post com seus amigos de viagem, afinal, todo mundo quer a foto ideal né?!

Quem é leitor das antigas aqui o blog talvez já saiba dessa história. Talvez já tenha lido meu breve relato sobre esse “causo”. Mas nunca fui mais a fundo com isso. Até hoje.

Senti vontade de falar mais sobre o que me aconteceu, porque não é todo dia que temos uma história dessas pra contar. E também porque por mais incomum que isso seja, esse relato pode ajudar algum de vcs em uma situação parecida. (Espero que não, mas…)

o que fazer quando picada por um escorpiãoNa ambulância, a caminho do hospital. A cidade não tem táxis e esse foi o único transporte que conseguimos para ir para o hospital. Nessa hora já estava um pouco mais tranquila apesar da dor.

Há 3 anos atrás resolvi passar o carnaval na Amazônia com um grupo de amigos. Escolhemos um hotel bem legal, mais chiquezinho porque apesar de estar na Amazônia ninguém ali queria passar perrengue. Chegamos lá e o quarto era um sonho… lindo, super bem decorado, charmoso… tudo que tínhamos imaginado e mais um pouco.

O encantamento começou a acabar no primeiro banho. O chuveiro, que fica no meio do quarto (sem porta ou cortina), tinha um piso por onde escorria a água. Por esse mesmo piso, subiam varias mini pererecas. Era um inferno na hora de dormir. Colocamos varias toalhas molhadas no chão pra elas não subirem e entrarem no quarto.

Depois de 2 noite e muitos bichos no quarto (apesar da tela), fomos dormir cedo pois no dia seguinte tínhamos um passeio na hora do nascer do sol. No meio da noite eu senti a picada. Na verdade, estava dormindo e senti alguma coisa andando em mim e dei um tapa imediatamente. Foi nessa hora que ele me picou, bem mão entre o dedão e o indicador. A dor na hora foi beeem grande, mas assumo que o susto de ver que tinha sido picada por um escorpião foi ainda maior.

Fiquei muito nervosa, mas consegui sair do quarto pra chamar um funcionário do hotel enquanto meu marido ficava de olho no escorpião. Depois de matar o bicho é que a situação começou a complicar pois a dor da mordida começou a se tornar uma fornecia muito forte que foi tomando conta de todo o meu braço. Colocamos ele num pote pra levar pro hospital e ligamos pra uma amiga médica que estava viajando com a gente.

o que fazer quando picada por um escorpiãoNo dia seguinte de manhã logo após a minha alta, pensando em como ir para o hotel.

Na mesma hora fomos pro hospital público da cidade. Estávamos em Novo Airão, uma micro cidade na Amazônia. Chegando lá, achei que seria uma coisa corriqueira e todos soubessem lidar com a situação, só que não! Para o meu espanto eu virei atração turística do hospital e uma enfermeira chamava a outra e a outra pra ver “uma menina que foi picada por um escorpião”.

O plantonista cubano, por sua vez, deixou claro que nunca tinha tratado um caso de picada de animal peçonhento pois isso não acontecia muito em seu país e ele estava a pouco tempo no Brasil. Dado esse cenário comecei a entrar levemente em pânico.

Nesse meio tempo meu marido e a amiga médica (que foram comigo para o hospital), acharam um cartaz igual aqueles de trabalho de escola, feito na cartolina com as indicações do que fazer em caso de picada de escorpião, cobra, aranha… analisamos o bicho que eu levei com o cartaz e identificamos o tipo de escopião e como proceder. Graças a Deus minha picada foi leve e eu não precisei de soro/antídoto pra mordida. Mas tive que ficar em observação até as 7h da manhã no hospital, e nesse horário só fui liberada porque eu disse que a minha amiga médica ia tomar conta de mim! Hahahahahaha

Ou seja, tenso! Com relação a picada e dor, passei quase 1 semana sem sentir a mão e 3 dias sem conseguir mexer o dedão e o indicador. Foi bem ruim.

o que fazer quando picada por um escorpiãoO “bichinho”. Ele devia ter uns 12cm de ponta a ponta. Nojento e assustador.

Achei que o hotel fez pouco caso e não deu muita assistência, tampouco se desculpou oficialmente. A noite seguinte foi horrível pois não consegui dormir nada com medo de outro escorpião e pra piorar apareceu uma aranha gigante na parede. Ok que ela ficou na mesma posição toda a noite, mas mesmo assim foi bem ruim.

O que eu aprendi com isso? 1. Seguro viagem é fundamental em qualquer circunstância, em qualquer viagem e para qualquer destino. 2. Shit happens. Por isso é bom estar preparado e não deixar que isso acabe com a viagem. 3. Em caso de picada de animais peçonhentos, leve o bicho para o hospital e vá o mais rápido possível.

E esse foi o caso do dia em que fui mordida por um escorpião. Na melhor das hipóteses, que foi o meu caso, você vai ter história para contar, relembrar e compartilhar. Espero que nunca aconteça com vocês, mas se acontecer… já sabem o que fazer!

Terminando os posts sobre a viagem para o Uruguai, chegamos ao ápice: Carmelo, mais especificamente Carmelo Resort & Spa, the Unbound Collection by Hyatt. Sabíamos que o hotel seria o fim perfeito para a viagem, o ponto alto. Por isso mesmo ele ficou para o final. Queríamos descansar, curtir o hotel, relaxar… e não poderíamos ter acertado mais na nossa escolha.

Sabe aqueles lugares que você passa um tempão namorando pelas redes sociais? Você vê fotos, videos, vlogs, imagina como deve ser… o Carmelo Resort & Spa era assim pra mim. Já estava de olho nele desde a época em que ele fazia parte da rede Four Seasons (ele foi comprado pela rede americana em 2015), e finalmente agora consegui me organizar para conhece-lo.

Como Chegar

O Hotel fica em Carmelo a mais ou menos 3h de Montevidéu ou 1h de Colônia del Sacramento, se você estiver de carro. Nós voamos do Brasil para Montevidéu começamos a viagem por lá. Depois seguimos para Colônia, onde passamos uma noite e então fomos para Carmelo. A estrada é ótima e a viagem é super tranquila, bem melhor do que imaginávamos.

Você consegue chegar rapidinho voando do Brasil para Buenos Aires também. Basta pegar um barco até Colônia del Sacramento e de lá 1h de carro até Carmelo.

Claro que se você não quiser dirigir ou organizar esse processo o hotel oferece transfer e motoristas para te levar e buscar no aeroporto.

O Hotel

Acho que pra começar a descrever a experiência de se hospedar no Carmelo Resort & Spa, the Unbound Collection by Hyatt, eu preciso explicar pra vocês como é o hotel em si. Ele fica instalado no meio de um bosque lindíssimo, as margens do Rio da Prata, em uma propriedade de mais de 100 mil metros quadrados.

Quando você chega de carro, vai passeando pelo bosque, no meio das árvores altíssimas até chegar na entrada do hotel, onde um funcionário te recebe com água geladinha, uma toalhinha pra você se refrescar e pronto para cuidar do seu carro e das suas malas.

O lobby, onde você faz seu check in, é lindo. Um ambiente chique, confortável, com vários sofás e poltronas que estão ali só esperando você sentar e relaxar. Bem na frente, você tem uma varanda que dá para a piscina (que eu diria que é um dos “cartões postais” do hotel), para as parreiras de uva que decoram uma parte do terreno e lá no fundo, consegue ver o Rio da Prata.

Não preciso nem dizer que o atendimento condiz totalmente com o que se espera de um hotel 5 estrelas né? Todos os funcionários são super prestativos e atenciosos. E posso falar com propriedade, porque eu estava com um bebe de colo que as vezes dá o maior trabalho e exige paciência. Em todos os momentos que precisei os funcionários nos atenderam prontamente e da forma mais amistosa possível.

No meio do bosque de pinhos e eucaliptos o hotel acomodou 20 bangalôs, 20 suítes e 4 suítes premium (perfeitas para casamentos e lua de mel), fazendo com que o hospede se sinta super especial e exclusivo e claro, sem fazer o hotel ficar super lotado. Alguns quartos tem vista para as parreiras de uva, com vista para o rio e outros, como o meu, para o bosque.

Outra coisa muito legal desse hotel é que ele tem uma praia particular na beirinha do Rio para os hospedes. Aliás, um ótimo spot para ver o lindíssimo por do sol da região.

Quarto

Nos hospedamos em um Bangalô King maravilhoso. Uma casinha linda e super confortável. O bangalô ficava no meio do bosque, com uma varada bem mobiliada com um sofazão, mesa e cadeiras com vista para as árvores.

Dentro, lembramos da nossa lua de mel. Cama king enoooorme com vista para o bosque, aqueles edredons macios que praticamente te engolem, um banheiro delicioso com banheira e o melhor: um chuveiro em uma área externa, mas privativa do bangalô. Amamos tanto que Vic não tomou banho na banheirinha dela nenhum dia (e nem nós, que nos esbaldamos naquele chuveirão ao ar livre).

Assim que entramos no quarto já percebemos o cuidado que o hotel tem com os hóspedes e seus “pedidos especiais”. O bercinho da Vic estava todo arrumadinho e tinha uma tolhinha já separada pra ela. Achei de uma delicadeza sem tamanho isso.

Os amenities da Loccitane são um charme extra né? E já adianto, sem miséria. hahahaha Tinha shampoo, condicionador, sabonete, hidratante e shower gel, tanto na pia quanto na banheira e no chuveiro interno. E eles trocavam TODOS os dias. Ou seja, se você é dos meus e adora levar essas coisas pra casa, você vai adorar esse hotel! hahahahahah #rossfellings #friendsmaniaca

O quarto era realmente muito gostoso. Tinha um sofazão, frigobar com gostosuras, uma mesa e cadeiras, uma escrivaninha e até uma lareira. Na área do banheiro, além do que eu já falei, tinha também um closet super espaçoso para as malas e roupas não ficarem espalhadas pelo quarto. Um luxo!

Atividades e Lazer

Um das coisas que queríamos quando escolhemos o hotel era a possibilidade de não sairmos de lá para nada. Estávamos com Victoria, queríamos descansar, relaxar e saber que o hotel tem tinha tudo que a gente precisava, era exatamente o que estávamos procurando.

Acho que um dos destaques é aquela piscina enoooorme de 3 andares que fica no centro do hotel, no meio das parreiras de uvas… ela é deliciosa e é linda de morrer exatamente como vemos nas fotos. Bem do jeito que a gente precisa quando quer descansar, pegar uma corzinha ou levar a bebezinha pra curtir um pouco.

Os dois andares de cima, são bem rasinhos e a criançada adora. Já o andar de baixo, o maior de todos, começa bem raso chega a 3m de profundidade. Delicioso para relaxar e para dar uma nadadinha também.

Outra coisa que eu achei muito legal foi o serviço de piscina. Eles deixam a disposição do hospede protetores solar, chapéu e diversos jornais e revistas. O pessoal do bar da piscina vira e mexe passa com uns drinks sem alcool, sorvetinhos ou frutas que são cortesia do hotel. Além de disponibilizarem águas saborizadas pra quem quiser. Um mimo pro hospede.

Além da piscina principal, o hotel dispõe de uma piscina coberta e aquecida que fica na área do spa. Essa piscina é aberta para crianças até as 17h (depois desse horário só adultos podem frequenta-la) e ela fica encrustada no meio do bosque, com janelões enormes e vista praquelas árvores que parecem saídas de um filme. Nesse mesmo ambiente você tem uma jacuzzi quentinha e saunas a sua disposição.

O Chandra Spa, eu não preciso nem comentar né? É de cair o queixo. Eles oferecem diversos tratamentos de beleza além das tradicionais massagens relaxantes. Nesse mesmo “edifício” tem uma lojinha com aqueles itens básicos que você pode precisar em uma emergência e uma academia de ginástica. Tudo isso com vista para o bosque. Mais relaxante impossível.

Se você pensa que acabou, o hotel ainda tem uma praia privativa. Uma praia de rio, mais precisamente. Ela fica a poucos passos da piscina principal e tem uma estrutura legal para quem curte pegar um solzinho na areia. Além de tendas cobertas com vista para o Rio, eles disponibilizam espreguiçadeiras, um lava-pé e até uma quadra de vôlei para os mais animados.

O hotel ainda oferece gratuitamente bicicletas para quem quiser passear por lá, conhecer o terreno e explorar as vinícolas queimando umas calorias, uma coleção de carros antigos (do atual dono do hotel, mas que pode ser visitada com agendamento prévio), cavalgadas, caiaque pelo rio, kids club, tênis, golf, passeios de barco no pôr do sol, de helicóptero e até excursão de pesca. Realmente o hotel tem entretenimento para todos os gostos e bolsos.

Nós fizemos o passeio de barco no pôr do sol e foi incrível! Lindo demais. Com a Vic pequenininha não tivemos a oportunidade de fazer muitas outras coisas, mas queríamos muito ter feito a cavalgada, pois dizem que é incrível. Todo mundo que faz ama e recomenda.

Restaurantes

O hotel conta com três restaurantes para os hospedes. Pura é o maior deles, onde é servido o café da manhã e onde você uma boa comida uruguaia e internacional/mediterrânea. Almoçamos lá no primeiro dia e gostamos muito de tudo que comemos.

Outra opção é o Mandara Bar, um restaurante que só funciona a noite e foi onde comemos em 2 das 3 noites que passamos lá. Eles são focados em tapas e carnes. Cada dia pedíamos algumas coisas diferentes e ficávamos comendo ali, do lado de fora, na beira da piscina, vendo o sol se pôr, aproveitando o quentinho da lareira ao ar livre que tem nessa área. Uma delicia.

A última opção é o bar da piscina, chamado de Rio Bar. Eles servem pratos similares aos do Pura, mas um pouco mais leves para comidos na beira da piscina mesmo. O foco são os peixes e comidas mais leves como sanduiches e saladas.

Outra opção, que não é exatamente dentro do hotel, mas faz parte do terreno (e é do mesmo dono, assim como a vinícola Narbona) é o Basta Pedro. Ele fica em Puerto Camacho, um pequeno porto ao lado do hotel (de onde saem os passeios de barco para o pôr do sol, inclusive). Almoçamos lá um dia e adoramos. Nós dois pedimos peixe estava delicioso. O lugar é simples, mas a comida é uma delicia. Os peixes estavam fresquinhos e a os acompanhamentos deliciosos. Vale a pena incluir ele no roteiro de quem está passeando pela cidade.

As vinícolas de Carmelo

Nosso objetivo em Carmelo era curtir o hotel mesmo e relaxar, mas já que estávamos ali, porque não conhecer um pouco da cidade e das tão faladas vinícolas da região. Aproveitamos dois dias na hora do almoço para conhecer o que Carmelo tem a oferece no quesito vinhos.

Antes de começar a contar sobre as nossas visitas, acho importante deixar claro, que pelo que percebemos o Uruguai ainda é muito “cru” no sentido de formar um enoturismo potente. As vinícolas de Carmelos são bem simplórias, porém, com vinhos muito gostosos. Então, se você já visitou Napa Valley ou as vinícolas do Chile, por exemplo. Apague essa imagem da sua cabeça e vá conhecer Carmelo de coração aberto pronto para beber ótimos vinhos e se surpreender com a simplicidade do que você vai ver por lá.

Nossa primeira parada foi na Irurtia, uma das maiores vinícolas do Uruguai. Resolvemos ir nesse porque bebemos um vinho de lá em Colonia del Sacramento e adoramos. Como já fizemos várias viagens de vinho e já conhecemos todo o esquema de produção de vinhos, optamos por não fazer o tour, mas curtir a degustação. E adoramos. Saímos de lá com duas garrafas de vinho.

O esquema lá era assim: o tour era de graça e a degustação custava U$20 por 4 taças variadas + tábua de queijos e frios. Uma delicia! Nós fizemos essa opção e foi ótimo. Valeu a pena. Dividimos a degustação (por que estávamos indo almoçar e a taça deles é suuuper bem servida).

No outro dia optamos por visitar a Narbona. Ela é um pouco mais vistosa e arrumadinha que a outra e tem um restaurante que já vale a sua parada por lá. Assim como na Irurtia, não fizemos o tour. Almoçamos e depois fizemos a degustação. Aliás, fica a dica. O almoço lá é delicioso e vale MUITO a pena. Foi uma das melhores refeições que fizemos nessa viagem.

O esquema lá é bem parecido, você prova os vinhos e junto com as taças vem uma tábua de frios. Não me recordo o valor agora, mas também gostamos MUITO dos vinhos da Narbona e saímos dela com 3 garrafas para trazer pro Brasil.

Além dessas, eu queria muito ter visitado algumas outras. Cheguei a passar na porta, olhar mas acabei não entrando. Ao mesmo tempo que queria conhecer outras vinícolas, queria poder curtir o hotel. Então, usei minha hora do almoço para visitar essas duas e ter um gostinho do que o vinho uruguaio tem a oferecer.


Quando estive lá, conversei com o pessoal do hotel e eles me falaram muito que tem interesse em ampliar o alcance ao mercado brasileiro, e por isso, esse ano, iam fazer umas promoções bem legais. Já estava valendo a promoção dos feriados prolongados. Você paga 2 noites e fica 3. Ou seja, uma noite é de graça. Essa promoção é ótima e vale super a pena pra gente aqui do Brasil. Sai mais barato ir pra lá do que pra muuuuito resorts no nordeste, por exemplo.

Obaaaa! Eu já quero voltar agora mesmo e aproveitar esses benefícios que eu consegui pra vocês.

Acho que apesar do texto ter ficado enorme, eu consegui passar pra vocês o sentimento delicioso que foi nos hospedar no Carmelo Resort & Spa. Sem dúvidas um hotel que marcou e que já queremos voltar.

Espero que vocês tenham gostado desse post e que ele consiga transmitir cada minutinho delicioso que passamos por lá, pela cidade, experimentando vinhos, curtindo em família, comendo gostosuras e admirando o pôr do sol.

Se quiserem saber mais sobre  a minha viagem pelo país:
– Leia aqui sobre Colonia del Sacramento;
– Leia aqui sobre Montevidéu.

Viajamos no Carnaval de 2018. Victoria tinha 7 meses.

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Ok, talvez esse post devesse ser entitulado de “Alimentação do meu bebe nessa viagem”, por que vou falar específicamente de como fizemos com a comidinha da Victoria nessa ida ao Uruguai. Choveram perguntas sobre como a Vic comeu, o que ela comeu, como fizemos… Postei no stories o video dela comendo uma bananinha e muita gente ficou curiosa sobre como eu fiz. Pra vocês entenderem como funcionou pra mim nessa viagem, tenho que começar do início.

(Mamãe comendo and bebendo e a Vic olhando, porque já estava almoçada!)

Victoria tinha 7 meses e estava no início da introdução alimentar quando viajamos. A introdução dela foi lenta e gradual, como eu escolhi que seria. Ela se adaptou super bem as frutas e comeu todas que experimentou numa boa. Mas estava um pouco resistente as comidas salgadas. Ou seja, chorava, virava a cara, cuspia tudo, fazia escândalo e a grande maioria das vezes acabava não comendo. #hajapaciência

Seguindo a orientação da nutricionista e do pediatra, a comida da Victoria é feita no vapor, amassadinha no garfo e sem sal. Os temperos são naturais e de verdade como cebola, alho everdinhos. No momento da viagem, a Victoria ainda não jantava (atrasamos a introdução do jantar por causa da viagem) então a rotina alimentar dela estava assim:

7h30 – acorda e mama
9h30 – fruta
12h – almoça
15h – fruta
17h30 – mama
19h30 – mama e dorme

Bom, dado isso eu tinha que me organizar para ela comer 2 frutas por dia e almoçar. As frutas eram fáceis de resolver. Todo café da manhã de hotel tem frutas, então, ainda no Brasil, dei pra ela experimentar as frutas mais comuns de achar em hotel: banana, mamão, maçã, pera, melão e melancia.

As comidas sim eram uma questão pra mim. Eu pensei em trazer papinhas prontas dos EUA para ela comer, pensei em ficar em hotéis com cozinha ou alugar apartamentos para poder fazer alguma coisa para ela lá, mas tudo me parecia ou muito desconfortável ou muito nada a ver com o que a gente pretendia. Até que pensei no Empório da Papinha. (Não, isso não é publi)

Eles fazem papinhas fresquinhas, orgânicas, sem conservantes e com comida de verdade. Pra 6/7 meses eles vendem cremes e sopas, como a Vic começou a introdução já com alimentos amassadinhos, optei por comprar as sopas com pedacinhos para 8+.

Quando liguei para fazer a compra, informei que estava indo viajar para o Uruguai e eles foram super eficientes na embalagem das papinhas. Colocaram tudo em um isopor com gelo seco (para ficarem congeladas por até 24h), lacraram o isopor e pelo lado de fora colocaram um aviso em espanhol que aquilo era comida de bebe, liberado pela Anvisa… Esse isopor foi dentro da mala, despachado junto com ela. Chegando lá só precisamos colocar pra congelar novamente.

Todo dia de manhã nós escolhíamos uma papinha, pedíamos para alguém na cozinha do hotel esquentar e colocávamos no potinho térmico. Quando era hora do almoço dela, era só preparar ela pra comer e pronto. No dia seguinte, a mesma coisa.

“Mas Nathalia, que coisa pouco prática. No Uruguai também tem bebês em fase de introdução alimentar, era mais fácil comprar alguma coisa por lá.” Verdade, talvez fosse mesmo, mas eu optei por fazer uma coisa que eu acredito que era o melhor pra ela. Ela estava com dificuldade no início da introdução, não queria comer, já tinha provado as papinhas e tinha gostado. Sem falar no fato de serem orgânicas, fresquinhas, sem conservantes… seguindo a linha que eu aplico e casa. Eu podia comprar alguma coisa lá, provavelmente ia ser mais prático sim, mas não era o que eu considerava a melhor opção pra ela naquele momento. Ponto final.

(Lanchando uma batatinha doce no dia que chegamos do Brasil. #musafitness)

Então, foi basicamente assim que funcionamos durante os 8 dias de viagem. Levei 9 papinhas + 2 papinhas de manga (fruta que eu sabia que não seria fácil de encontrar lá e que ela ama) no isopor, despachamos dentro da mala, mantivemos congelado mesmo mudando de hotel (levamos de um pro outro dentro do isopor com gelo normal).

DICAS:

  • Vale levar um pouco de detergente e uma esponjinha pra lavar os itens da comidinha deles no hotel;
  • Leve mais de um potinho térmico, as vezes a frutinha precisa ficar geladinha também;
  • Não esqueça o pratinho e talheres próprios;
  • Nos usávamos uma pastilha de esterilização ou pedíamos pro pessoal da cozinha do hotel jogar o uma água fervendo nas coisas de vez em quando, para dar aquela limpada mais profunda;
  • Uma lancheirinha térmica também é bem vinda pra carregar as coisas;
  • Eu levei um babador lavável e vários babadores descartáveis que são ótimos pra dar comidinha na rua, porque eles ficam imundos ai você joga fora e pronto. (Achei pra vender aqui)

Como falei, foi assim que eu fiz. Que funcionou pra mim. Não significa que seja a melhor forma, a forma mais prática ou a melhor forma pra você. É apenas a minha experiência que eu resolvi compartilhar depois de receber algumas perguntas sobre o assunto.