Ok, talvez esse post devesse ser entitulado de “Alimentação do meu bebe nessa viagem”, por que vou falar específicamente de como fizemos com a comidinha da Victoria nessa ida ao Uruguai. Choveram perguntas sobre como a Vic comeu, o que ela comeu, como fizemos… Postei no stories o video dela comendo uma bananinha e muita gente ficou curiosa sobre como eu fiz. Pra vocês entenderem como funcionou pra mim nessa viagem, tenho que começar do início.

(Mamãe comendo and bebendo e a Vic olhando, porque já estava almoçada!)

Victoria tinha 7 meses e estava no início da introdução alimentar quando viajamos. A introdução dela foi lenta e gradual, como eu escolhi que seria. Ela se adaptou super bem as frutas e comeu todas que experimentou numa boa. Mas estava um pouco resistente as comidas salgadas. Ou seja, chorava, virava a cara, cuspia tudo, fazia escândalo e a grande maioria das vezes acabava não comendo. #hajapaciência

Seguindo a orientação da nutricionista e do pediatra, a comida da Victoria é feita no vapor, amassadinha no garfo e sem sal. Os temperos são naturais e de verdade como cebola, alho everdinhos. No momento da viagem, a Victoria ainda não jantava (atrasamos a introdução do jantar por causa da viagem) então a rotina alimentar dela estava assim:

7h30 – acorda e mama
9h30 – fruta
12h – almoça
15h – fruta
17h30 – mama
19h30 – mama e dorme

Bom, dado isso eu tinha que me organizar para ela comer 2 frutas por dia e almoçar. As frutas eram fáceis de resolver. Todo café da manhã de hotel tem frutas, então, ainda no Brasil, dei pra ela experimentar as frutas mais comuns de achar em hotel: banana, mamão, maçã, pera, melão e melancia.

As comidas sim eram uma questão pra mim. Eu pensei em trazer papinhas prontas dos EUA para ela comer, pensei em ficar em hotéis com cozinha ou alugar apartamentos para poder fazer alguma coisa para ela lá, mas tudo me parecia ou muito desconfortável ou muito nada a ver com o que a gente pretendia. Até que pensei no Empório da Papinha. (Não, isso não é publi)

Eles fazem papinhas fresquinhas, orgânicas, sem conservantes e com comida de verdade. Pra 6/7 meses eles vendem cremes e sopas, como a Vic começou a introdução já com alimentos amassadinhos, optei por comprar as sopas com pedacinhos para 8+.

Quando liguei para fazer a compra, informei que estava indo viajar para o Uruguai e eles foram super eficientes na embalagem das papinhas. Colocaram tudo em um isopor com gelo seco (para ficarem congeladas por até 24h), lacraram o isopor e pelo lado de fora colocaram um aviso em espanhol que aquilo era comida de bebe, liberado pela Anvisa… Esse isopor foi dentro da mala, despachado junto com ela. Chegando lá só precisamos colocar pra congelar novamente.

Todo dia de manhã nós escolhíamos uma papinha, pedíamos para alguém na cozinha do hotel esquentar e colocávamos no potinho térmico. Quando era hora do almoço dela, era só preparar ela pra comer e pronto. No dia seguinte, a mesma coisa.

“Mas Nathalia, que coisa pouco prática. No Uruguai também tem bebês em fase de introdução alimentar, era mais fácil comprar alguma coisa por lá.” Verdade, talvez fosse mesmo, mas eu optei por fazer uma coisa que eu acredito que era o melhor pra ela. Ela estava com dificuldade no início da introdução, não queria comer, já tinha provado as papinhas e tinha gostado. Sem falar no fato de serem orgânicas, fresquinhas, sem conservantes… seguindo a linha que eu aplico e casa. Eu podia comprar alguma coisa lá, provavelmente ia ser mais prático sim, mas não era o que eu considerava a melhor opção pra ela naquele momento. Ponto final.

(Lanchando uma batatinha doce no dia que chegamos do Brasil. #musafitness)

Então, foi basicamente assim que funcionamos durante os 8 dias de viagem. Levei 9 papinhas + 2 papinhas de manga (fruta que eu sabia que não seria fácil de encontrar lá e que ela ama) no isopor, despachamos dentro da mala, mantivemos congelado mesmo mudando de hotel (levamos de um pro outro dentro do isopor com gelo normal).

DICAS:

  • Vale levar um pouco de detergente e uma esponjinha pra lavar os itens da comidinha deles no hotel;
  • Leve mais de um potinho térmico, as vezes a frutinha precisa ficar geladinha também;
  • Não esqueça o pratinho e talheres próprios;
  • Nos usávamos uma pastilha de esterilização ou pedíamos pro pessoal da cozinha do hotel jogar o uma água fervendo nas coisas de vez em quando, para dar aquela limpada mais profunda;
  • Uma lancheirinha térmica também é bem vinda pra carregar as coisas;
  • Eu levei um babador lavável e vários babadores descartáveis que são ótimos pra dar comidinha na rua, porque eles ficam imundos ai você joga fora e pronto. (Achei pra vender aqui)

Como falei, foi assim que eu fiz. Que funcionou pra mim. Não significa que seja a melhor forma, a forma mais prática ou a melhor forma pra você. É apenas a minha experiência que eu resolvi compartilhar depois de receber algumas perguntas sobre o assunto.

Como vocês acompanham por aqui, Victoria nasceu e assim como a mãe dela, corre nesse mini corpinho (agora) rechonchudo o sangue italiano. Aproveitei essa temporada da licença maternidade para dar entrada no registro dela como cidadã italiana e, em breve, fazer o passaporte europeu.

O processo é médio simples e começou antes mesmo dela nascer. Como eu queria fazer isso o quanto antes, quando estava com uns 7 meses de gravidez procurei uma pessoa para me ajudar a tocar todos os procedimentos. Achei que no meio da minha nova rotina seria mais fácil contar com a ajuda de uma pessoa que realmente entende do assunto.

Agendamos um horário pelo site para que déssemos início ao processo de registro civil no fim de agosto. Calculei que ela já estaria com mais de um mês e assim a nossa rotina já deveria estar um pouco mais certinha. Não deu outra e foi mais tranquilo me ausentar de casa por algumas horinhas.

Para da entrada na cidadania italiana de uma criança, você precisa de uma cópia com inteiro teor da certidão de nascimento do bebê e essa cópia precisa ser traduzida e juramentada por algum tradutor indicado pelo consulado. O processo de tradução até que é rápido, leva mais ou menos 10 dias corridos.

Além disso, você precisa levar os seis últimos comprovantes de residência (conta de luz, gás, telefone fixo) ou seu imposto de renda mais recente, alem do comprovante do agendamento. eu levei o meu passaporte italiano também, porque sou dessas que “vai que”. E foi ótimo porque a pessoa olhou o passaporte por conta da mudança de nome que eu tive por conta do casamento… mas se eu não tivesse levado teria dado certo também.

Chegando lá o processo é bem rápido. Ela é registrada na hora mesmo e três meses depois você já pode solicitar o passaporte italiano da criança. Ainda não cheguei nessa fase e sei que o procedimento é diferente, mas em breve faço post sobre o passaporte pra vocês.

Então, basicamente o processo para o registro civil da criança no consulado italiano é assim. Bem simples e fácil de fazer. Aqui no Rio, o que tem demorado mais é o agendamento… portanto, organize-se para agendar com antecedência e prepare a documentação. Lembre-se que precisa pagar e emitir as certidões com inteiro teor, precisa pagar e mandar traduzi-las e esperar o agendamento.

Consulado Italiano no Rio
Av. Pres. Antônio Carlos, 40 – Castelo/Centro
Telefone: (21) 3534-1315
http://www.consriodejaneiro.esteri.it/Consolato_RioDeJaneiro/pt