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17
abr 2017

York | Inglaterra

Hoje vamos falar da cidade que eu mais amei conhecer no Interior da Inglaterra: York. A cidadezinha me pegou de jeito. As pessoas são simpáticas, os restaurantes são gostosos, as ruas são lindinhas e agradáveis… sabe quando tudo conspira a favor? Então, pra York foi exatamente assim. Tudo perfeito.

Se você tem pouco tempo para conhecer o interior, se está em Edimburgo ou se quer escolher apenas um lugar para visitar, York pode ser a sua escolha ideia. Vá com tudo, você não vai se arrepender.

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A cidade

York é uma cidade histórica murada na confluência dos rios Ouse e Foss em North Yorkshire, na Inglaterra. É uma tradicional cidade do condado de Yorkshire, a qual dá o seu nome. Tem uma rica herança e tem servido de cenário para grandes eventos políticos na Inglaterra durante a maior parte de seus dois milênios de existência. Oferece uma grande variedade de atrações históricas, dos quais a Catedral de York é a mais proeminente, e uma variedade de atividades desportivas e culturais tornando-se um destino turístico popular para milhões de pessoas.

A cidade foi fundada pelos romanos como Eboraco em 71 d.C.. Tornou-se a capital da província romana da Britânia Inferior, e mais tarde dos reinos de Nortúmbria e Jórvík. Na Idade Média, York cresceu como um importante centro de comércio de lã e tornou-se a capital da província eclesiástica do norte da Igreja da Inglaterra, um papel que ela manteve.

No século XIX, Iorque tornou-se um centro da rede ferroviária e um centro de fabricação de produtos de confeitaria. Nas últimas décadas, a economia de Iorque passou a ser dominada por suas indústrias relacionadas com a estrada de ferro e confeitaria para aquela que presta serviços. A Universidade de Iorque e os serviços de saúde tornaram-se os principais empregadores, enquanto o turismo tornou-se um elemento importante da economia local.

A partir de 1996, o termo Cidade de Iorque descreve uma área da autoridade unitária que inclui áreas rurais, para além dos antigos limites da cidade. Em 2011, a área urbana tinha uma população de 153 717 habitantes, enquanto que em 2010 toda a autoridade unitária tinha uma população estimada em 202 400 pessoas. Fonte: Wikipedia.

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Como chegar

Chegar a York saindo de Londres é bem tranquilo. De transporte público, a melhor opção para quem sai de Londres, é pegar um trem que o deixará na cidade em aproximadamente 2h.

Outra opção é pegar um tour saindo de Londres ou da cidade que você estiver. O que não faltam são opções desse tipo por lá. Existem diversos bate-volta que, inclusive, incluem a entrada na catedral e algumas outras atrações da cidade.

Se você estiver em Edimburgo e quiser cruzar a fronteira até York, são 4h de carro ou pode também vir de trem ou de ônibus. O que não faltam são opções de transporte público saindo das grandes cidades.

Nós estávamos de carro, então, foi bem tranquilo chegar. Saimos de Bath em direção a York. O GPS te direciona direitinho para a cidade e para quem estiver sem um GPS, não precisa se preocupar, existem milhares de placas no caminho indicando a direção correta.

Como contei, alugamos um carro na RentCars e fomos dirigindo. Quem quiser saber mais sobre como é dirigir na Inglaterra (na mão inglesa), clique aqui.

Onde ficar

Como costumo dizer por aqui a localização é um fato decisivo pra mim quando o assunto é hospedagem e dessa vez não foi diferente. Ficamos em um hotel super bacaninha em uma das principais ruas da cidade. Mas não entendam mal, isso é ótimo.

Nosso escolhido foi o Indigo York. Um hotel moderninho, bem localizada e com um café da manhã daqueles de cair o queixo. Como expliquei aqui, nessa viagem, valorizamos hotéis que tinham estacionamento ou algum tipo de facilidade nesse sentido. O que era o caso desse. Mas eles nos surpreenderam. O quarto era uma delicia, super bem decorado, com banheiro amplo, mimos como kit kat liberado no quarto (uepaaa!!!), água fresquinha… realmente o hotel ganhou nosso coração.

Pesquisamos outras boas opções na região como os luxuosos: The Grand Hotel and Spa e o Judges Lodging – a Thwaites Inn of Character. São, como todos os outros, super bem localizados e mais caros e luxuosos. Além deles vimos algumas opções tão boas quanto porém um pouco mais acessíveis:  Park inn by Radisson, Best Western Dean Court Hotel e Best Western Monkbar Hotel (outra ótima opção na cidade!).

O que fazer/Quanto tempo ficar

Assim como em Bath, passei um dia inteiro por lá. Cheguei no final de um dia, passei o dia seguinte inteiro e fui embora na manhã do outro dia. Assumo que poderia ter ficado mais. Não porque havia muito mais para conhecer, mas porque a cidade é uma delicia e vale a pena “gastar” seu tempo por lá. Hoje, se refizesse meu roteiro, talvez eu colocasse 2 dias inteiros por lá ou pelo menos 1 dia e meio.

Como de costume, acordamos preparados para fazer um walking tour na cidade. Sabia que tinha muita coisa linda para ver e que a cidade era cheia de história. Então, aproveitei o primeiro horário do walking tour (tem as 10h15 e as 11h e dura mais ou menos 2h o passeio) para conhecer melhor a cidade, a muralha, a catedral e seus cantinhos escondidos.

york inglaterra europa o que fazer onde ficar dicasSe você vai passar um ou mais dias por lá, talvez seja interessante comprar o YorkPass. Eu e o Alexandre usamos lá e foi ótimo. Além das entradas gratuitas em diversas atrações, ele também dá descontos em lojas, restaurantes, bares e etc. Vale muito a pena! Ele custa £38 e se paga rapidamente se você visitar 2 ou 3 atrações da cidade.

Outra coisa que eu acho bem legal é você passar no centro de informações turísticas da cidade. Além de poder comprar o seu YorkPass por lá, você consegue mais dicas e informações sobre as atrações, vê se a cidade está recebendo algum evento ou se está comemorando alguma ocasião especial e ainda consegue cupons de descontos para bares e restaurantes, que disponibilizam seus flyers por lá.

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  • York Minster: é a maior construção gótica da Grã-Bretanha, que levou 250 anos para ficar pronta – e que é um dos principais ícones da cidade. A visita é imperdível. A catedral é lindíssima por dentro e seus vitrais chamam atenção.
  • Castle Howard: é a propriedade privada da família “Howard”, que resolveu fazer da casa uma atração turística e abriu para o público o espaço que um dia pertenceu aos seus ancentrais. Pagando a entrada inteira pode-se visitar o interior da casa – que ainda preserva os móveis e detalhes de quando ainda era habitada.

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  • Cliffords Tower: A torre do antigo castelo que foi destruído. A torre em si não tem nada demais, porém, a vista lá do alto é magnífica. Você consegue ver toda a cidade, as torres da catedral… vale a pena pelas lindas fotos
  • York Castle Museus: Um museu que fica bem em frente a Cliffords Tower e faz parte do castelo que existia ali no passado. É interessante ver como tudo era e ver a parte mais moderninha onde eles mostram brinquedos antigos, carruagens, cidades e etc. As crianças vão a loucura.

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  • The Shambles: Ruazinha fofa cheia de lojinhas, chocolaterias e restaurantes.
  • Jorvik Viking Centre: Entramos nesse espaço porque estavamos com nossos passes e porque queríamos entender melhor a história Viking na cidade. Não achei nada demais, e não acho que vale pagar pra entrar, mas se você tiver tempo ou estiver com crianças talvez seja interessante.

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  • Museum Gardens: Nossa primeira parada no walking tour foram os jardins do Yorkshire Museum e da Biblioteca. O lugar é lindo. É lá que fica a Abadia de Santa Maria, outro ponto lindo e muito fotogênico na cidade.
  • York Brewery: A cevejaria da cidade não pode ficar de fora de quem vai conhecer York. Quando chegamos ela já estava fechada, mas ainda assim, me pareceu ser super bacaninha e valer a visita.

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  • Muralhas: Outro programa que eu adorei fazer foi passear pelas muralhas da cidade. Elas dão a volta em todo o centrinho e são super gracinha. Você passa por trás da catedral, vê a cidade por outro ângulo e ainda faz um passeio diferente. Ah! A entrada nas muralhas é gratuita!

Onde comer

Comemos muito bem em York. A cidade é lotada de bons restaurantes, pubs, bares, cantinhos secretos e boa comida. Vou indicar alguns lugares que fomos e que estava incrível:

  • Blue Bicycle: Restaurante difícil de conseguir lugar. Reserve com antecedência se fizer questão de conhecer. Além dos horários super restritos de expediente o local é muito procurado.
  • Ambiente Tapas: Fica coladinho no Blue Bicycle e é uma ótima opção para quem quer beliscar e tomar uns drinks. Atenção especial ao croquete de jamón que é de cair o queixo.
  • Côte Brasserie: Restaurante delicioso que jantamos na nossa última noite por lá. Boa comida, ambiente bacana e preço honesto.
  • House of Trembling Madness: Um dos pubs mais legais que fomos. Foi indicação de um casal de amigos (Tks Dani e Gus!) e é muito bacana. Ele fica no 2º andar de uma loja de cervejas e é bem pequenininho. Prepare-se para dividir mesa com outras pessoas e para beber cervejas incríveis.
  • The Old White Swan: Outro pub muito famoso na cidade, principalmente para os locais. A noite tem música ao vivo e o local fica lotado.  Chegue cedo ou se quiser ficar perto da banda, reserve sua mesa com antecedência.

Amei, amei, amei York. Taí um lugar que eu gostaria de voltar um dia. Achei a cidade incrível, com um clima delicioso e senti falta de passear mais, conhecer mais, entrar mais nas ruelas, nas lojinhas, ver as feiras…

Se você puder incluir apenas uma cidade no interior da Inglaterra no seu roteiro, eu digo com toda certeza pra você incluir York. Foi a minha preferida e ganhou meu coração.

Se você tiver interesse pode acessar o site VisitYork para ter acesso a outras informações sobre a cidade, dicas, atrações diferenciadas… e pode seguir o perfil da cidade no instagram @visityork para ver as fotos da cidade e já começar a entrar no clima.

Special thanks to VisitYork team for all their support and for helping us organize the perfect time in the city.

10
abr 2017

Bath | Inglaterra

Ainda seguindo a minha rota pelo interior da Inglaterra, saímos de Winchester, passamos por Stonehenge e seguimos para a segunda parada oficial: Bath. Assumo que estava com altas expectativas para conhecer a cidade por conta da sua fama dos banhos termais e da boa comida.

Bath, sem dúvidas, valeu a pena. Uma cidadezinha pacata, com muuuuita história para contar, banhos termais incríveis (para ver e para aproveitar) e claro, a tão falada boa comida que eu estava esperando.

A cidade

Bath é uma cidade do sudoeste de Inglaterra, localizada no Condado de Somerset. É muito conhecida pelas suas termas que provêm de três nascentes (ou captações de água). Se diz que a cidade foi criada devido aos romanos terem ali descoberto uma água com propriedades milagrosas (curativas), no qual o Império Romano construiu umas termas. Só que a tradição oral indica que já era conhecida antes.

Ainda hoje esta água proveniente dos seus nascentes é considerada curativa para muitos males (doenças). Desde a época isabelina até à época georgiana, foi um complexo termal para os ricos. Por causa disto, a cidade possui numerosos exemplos de arquitetura georgiana, com o expressivo ao Royal Crescent (Crescente Real). A cidade tem uma população de cerca de 80 000 habitantes e é Patrimônio da Humanidade. Fonte: Wikipedia.

Como chegar

Chegar a Bath é bem tranquilo. De transporte público, a melhor opção para quem sai de Londres, é pegar um trem na estação de Paddington, e em aproximadamente 90 minutos você estará lá.

Outra opção é pegar um tour direto de Londres ou da cidade que você estiver. O que não faltam são opções desse tipo por lá. Existem diversos bate-volta que, inclusive, podem ser combinados com Stonehenge, Salisbury e Windsor.

Nós estávamos de carro, então, foi bem tranquilo chegar. O GPS te direciona direitinho para a cidade e para quem estiver sem um GPS, não precisa se preocupar, existem milhares de placas no caminho indicando a direção correta.

Como contei, alugamos um carro na RentCars e fomos dirigindo. Quem quiser saber mais sobre como é dirigir na Inglaterra (na mão inglesa), clique aqui.

Onde ficar

Em Bath passamos duas noites e mais uma vez constatei a importância de um hotel bem localizado nessas cidades do interior da Inglaterra. Principalmente se você estiver de carro ou a pé.

Nos hospedamos no Hilton Bath City e achei a localização excelente. Bem pertinho de tudo. Super de fácil acesso, com estacionamento coladinho (pago a parte), café da manhã delicioso e super farto e um quarto bem confortável.

Na época que estava pesquisando cogitei ficar no Francis Hotel by Sofitel porque tinha recebido muitas indicações boas dele e no MacDonald Bath Spa, que um casal de amigos queridos tinha se hospedado a menos de 3 meses e tinha amado.

Outros dois hotéis que chamaram a minha atenção foram o Loch Fine Hotel and Restaurant (que por sinal é um dos restaurantes mais recomendados nas cidades do interior da Inglaterra, tem em várias delas e é realmente delicioso) e no The Griffin Inn, porque tinha uma ótima localização e um preço bem acessível.

O que fazer / Quanto tempo ficar

Passei um dia inteiro por lá e acho que valeu super a pena para conhecer bem a cidade. Infelizmente pegamos chuva o dia todo, o que atrapalha um pouquinho o turismo, mas ainda assim valeu e deu pra fazer muita coisa.

Logo de manhã optamos por fazer um free walking tour, que sai diariamente, às 10h30 e às 14h, do jardim da abadia (onde fica a entrada das termas, em frente a catedral). Esse tour foi ótimo para dar uma geral na cidade, aprender mais sobre a história e claro, ir a lugares que provavelmente não iríamos por nossa conta.

Uma dica bem legal é passar no Centro de Informações da cidade que fica coladinho na Catedral. Lá você consegue informações sobre as atrações, dicas de restaurantes, cupons de descontos e muito mais!

  •  Banhos Romanos: Dois mil anos atrás os Romanos construíram um spa, no local onde fica a única fonte de água termal de toda a Grã-Bretanha. O spa virou museu e guarda uma seleção incrível de objetos encontrados ali, nos Banhos Romanos. Achei a visita imperdível. Vale muito a pena conhecer por dentro, ver como surgiu e como era utilizada essa terma. Hoje, ela está aberta apenas para visitação e não é permitido entrar na água.
  • Spa Thermal: O Thermae Bath Spa foi inaugurado em 2006 e utiliza água de três nascentes diferentes em Bath (são as mesmas nascentes dos Banhos Romanos). Aqui sim, é um lugar perfeito para experimentar o que os Romanos faziam no passado. O lugar é incrível e tem uma vista magnífica da Abadia de Bath. Só não fui porque achei beeeem caro. A opção mais barata oferecida por eles custa £50 apenas para entrar e curtir a piscina aquecida por 3h. Quem se interessar por curtir o local e fazer uma massagem, não deixe de reservar com antecedência pelo site.

  • Abadia: A Abadia, da forma como vemos hoje, é resultado de uma restauração feita em 1616, mas ela existe a mais de mil anos. Vale a pena pegar o tour da torre (Tower Tour) e subir os 212 degraus até o topo. Grávidas, infelizmente, não estão autorizadas a subir. Lá de cima você terá uma linda vista da cidade, que certamente valerá o esforço de ter subido tudo isso.

  • The Royal Crescent: O Royal Crescent é uma construção de 30 casas coladinhas que formam uma enorme curva. Foi construída entre os anos de 1767 e 1775, sendo até hoje um dos melhores exemplos de arquitetura georgiana na Grã-Bretanha.
  • Ponte Pulteney: É de 1174 e tem estilo paladiano. É uma das únicas do mundo a contar com lojas nos dois lados e em toda a sua extensão.

  • Rio Avon: Vale caminhar pela beira do Rio para ver os parques e as pontes. A vista é bem bonita.
  • The Circus: conjunto de residências dispostas em um círculo, que é uma das marcas registradas da cidade e que contribuiu para que Bath fosse declarada Patrimônio da Humanidade.

Onde comer

Acho que o lugar mais bacana para comer em Bath é na George St. e no seu entorno. Comi por lá todos nas duas noites e gostei muito.

Martini: um restaurante tipicamente italiano, com comida deliciosa e preço justo.
Bistrô Pierre: restaurante francês bem bacana. Tem que fazer reserva.
Clayston Kitchen: Outro restaurante bem bacananinha na George St.
The Raven: Pub familiar super famosos pelas suas tortas (empadões) de sabores variados. Boa opção para almoço.

No geral achei a cidade muito simpática e acho que vale incluir no roteiro pelo interior da Inglaterra. Um dia inteiro é suficiente para você conhecer bem a cidade, passear, comer em restaurantes varias, beber em alguns pubs e ainda relaxar no spa termal. Nada mal né!?

Se você tiver interesse pode acessar o site VisitBath para ter acesso a outras informações sobre a cidade, dicas, atrações diferenciadas… e pode seguir o perfil da cidade no instagram @bathtourism para ver as fotos da cidade em tempo real.

Special thanks to Bath Tourism for all their support and for helping us organize the perfect time in Bath.

Vocês que acompanharam essa minha última viagem de férias perceberam que fizemos a Inglaterra e a Escócia de carro. Muita gente nos questionou por conta dessa decisão, mas sem dúvidas acho que foi super acertada e vou explicar o porque.

Saímos da Islândia para Londres e lá não precisamos de carro para turistar. Então, reservamos o carro no dia de ir embora, fazendo a retirada no aeroporto Heathrow. Ficamos 10 dias com o carro e percorremos o interior da Inglaterra e a Escócia. E vou contar os detalhes aqui pra vocês…

Roteiro

Essa foi uma das primeiras coisas que a gente definiu antes de começar a pensar em alugar ou não o carro. Saber aonde você vai, conhecer as estradas, saber a respeito das condições climáticas e etc é bem importante na hora de tomar a decisão final do carro.

Resolvemos fazer Inglaterra e Escócia, no inverno, ou seja, com muita possibilidade de neve, e passando pelas Highlands, que são “os alpes” escoceses e indo a Skye, a “ilha” vizinha a Inverness. Tínhamos que ter um carro que desse conta do recado. Nosso roteiro ficou assim:

Dia 1: Londres – Winchester
Dia 2: Winchester – Stonehenge – Bath
Dia 3: Bath
Dia 4: Bath – York
Dia 5: York
Dia 6: York – Edimburgo
Dia 7: Edimburgo
Dia 8: Edimburgo – Inverness
Dia 9: Inverness
Dia 10: Inverness – Skye – Glasgow

Roteiro traçado, foi fácil definir o modelo do carro, os horários de retirada e devolução e qualquer outra coisa que a gente pudesse querer garantir na reserva.

Onde alugar?

Bom, costumo alugar em locadora conhecidas para evitar transtornos. Dessa vez não foi diferente. Aluguei pela RentCars, que eu sempre recomendo aqui, é a minha escolha 100% das vezes e eu super confio.

Aluguei o carro com uns 15 dias de antecedência para garantir um bom preço e conseguir o carro que eu queria. Explico: como por lá se dirige na mão inglesa, queríamos um carro que fosse automático para que a nossa experiência dirigindo na “contra mão” fosse mais confortável. Um carro grande era importante também, afinal, estávamos com malas grandes e queríamos garantir que tudo ia caber no carro.

Seguro

O nosso cartão de crédito nos dá seguro de carro, caso a gente queira. Em uma situação normal, talvez utilizássemos só esse, mas dirigindo no Reino Unido achamos melhor contratar um seguro da locadora para garantir que se alguma coisa acontecesse não teríamos problema.

Contratamos um seguro na hora da retirada do carro e tudo ótimo. Custou £13/dia, que não é a coisa mais barata do mundo, mas nos dava o conforto de saber que tanto o nosso carro, quanto com o carro de terceiros estavam segurados em caso de algum tipo de acidente. Seja grande ou pequeno.

GPS ou Google Maps?

Contratamos também o GPS para garantir que os caminhos seriam acertados. Fizemos isso quando reservamos o carro pelo site. Isso é uma dica importante. Muitas locadoras não tem o mesmo número de GPS que elas tem de carro, por isso muita gente acaba ficando sem. Então, é sempre bom você já garantir o seu, caso queira, no ato da reserva.

Nós estávamos com chip de internet e tínhamos acesso ao Google Maps, mas nos guiamos 95% do tempo com o GPS do carro e foi super tranquilo.

Dirigir na mão inglesa

Bom, não fui eu quem dirigiu, foi o Alexandre e acho que ele tirou de letra. Claro que no início é estranho, você fica meio tenso, ainda se preocupa com as medidas do carro, fica mais atento as laterais… mas no geral, acho que foi bem tranquilo.

O Alexandre já tinha dirigido antes na mão inglesa, mas não acho que isso tenha feito muita diferença. Realmente o que ajuda é você ir com calma até pegar o jeito. Atenção especial nas rotatórias e na pista de quem vai mais rápido e devagar.

Estacionamento

Em quase todas as cidades que paramos tínhamos estacionamento incluído no hotel ou algum esquema de estacionamento público perto. Essa foi uma outra preocupação na hora de fazer as reservas.

Estacionar o carro por lá é bem carinho, portanto, tente conseguir hotéis com estacionamento gratuito ou com algum lugar próximo em que você tenha noção do preço que vai pagar para parar o seu carro. Lembre-se que estacionamento de rua lá é pago e muita vezes você não pode passar de 2h parado no mesmo lugar, ou seja, tem que procurar um estacionamento mesmo para o carro passar o dia e a noite parado.

As estradas

Em geral as estradas são ótimas e super bem sinalizadas, principalmente na Inglaterra. Nesse roteiro que a gente fez, pegamos muitas estradas grandes e movimentadas. Bem tranquilo.

Na Escócia as principais estradas também são muito boas, porém, as menores com as estradas próximas aos lagos, por exemplo, são pequenininhas e apertadinhas. Nada que seja problemático, mas dá um nervosinho dirigir na “contramão” em uma mini estrada de mão dupla. A dica aqui é reduzir a velocidade (ou até parar o carro) e ir para

E se bater…

Pois é, aconteceu com a gente. Na verdade, não batemos. Bateram na gente. Estávamos estacionados em uma lojinha na Escócia quando uma pessoa deu ré e amassou um pouquinho a traseira do nosso carro.

Tínhamos os papéis da reserva em mãos e lá tinha um telefone para contactar em caso de batida. A pessoa que bateu também estava com o carro alugado e também tinha seguro completo que cobria terceiros, ou seja, na teoria, estava tudo certo.

O nosso carro e o carro que bateu na gente um pouco depois do “acidente”

Ligamos para o número que a locadora indicou em caso de acidentes e passamos todas as informações e dados da pessoa que bateu para eles. Com aquele seguro que fizemos na hora de retirar o carro, o máximo que nos aconteceria era ter que pagar £100 para o caso de algum acidente. Entenda ai qualquer tipo de acidente. Seja pequeno, médio ou grande. Seja um arranhão ou perda total.

Até o momento não cobraram nada em nosso cartão, então, estamos acreditando que o seguro do cara que bateu na gente cobriu tudo. Por isso é tão importante ter seguro. Pelo que vimos na hora de devolver o carro, um amassadinho daqueles que fizeram no nosso carro, podia custar até £1500. Socorro! Santo seguro.

Mas afinal, vale a pena?

Pessoalmente achei que foi a melhor decisão que tomamos. Além de você ficar livre para ir e vir quando quiser, você pode ir parando na estrada, descobrindo cidadezinhas, tirando fotos, conhecendo novos pontos e até mudando de ideia.

Foi ótimo poder fazer tudo no nosso tempo, com calma ou com pressa, nos nossos horários, parando onde queríamos… Dirigir na mão inglesa foi um desafio no início, mas com o tempo acostuma. Se você não tem problemas com direção fora do seu ambiente de costume, não pense duas vezes e alugue um carro. Certamente vale muito a pena!

Dicas e atenção:

  • Se o seu roteiro, assim como o meu, começar em Londres ou em alguma outra grande cidade, uma boa dica é retirar o carro no aeroporto de Heathrow. Como ele fica “fora da cidade” você não pega o trânsito urbano logo no seu primeiro momento dirigindo na mão inglesa.
  • Carros automáticos ajudam muito. Passar a marcha com a mão esquerda não deve ser fácil.
  • Fique atento aos radares e controles de velocidade das estradas se não quiser ser multado. O GPS apita toda vez que você está acima do limite permitido e mostra constantemente a velocidade permitida naquele trecho da estrada.
  • Contrate o seguro completo. Custe o que custar. Não pense duas vezes.
  • Fique atento ao estacionar na rua. Na Europa o estacionamento na rua raramente é gratuito, portanto, procure sempre a máquina em que você pode pagar por ter parado o seu carro ali e não esqueça de deixar o ticket/comprovante em um local bem visível no carro.