[Tô com feeling de que esse post vai ser polêmico.] Outro dia recebi um email de uma leitora que vai casar e me perguntou como foi o processo para alterar meu nome depois do casamento e se eu achava que ela deveria fazer isso. Ela explicou que não queria deixar de usar os nomes dos seus pais e que ao mesmo tempo não tinha certeza se queria ou não usar o nome do marido, mas tinha medo de falar isso para ele e ele se magoar.

Inicialmente respondi que não poderia dizer a ela o que fazer, infelizmente. Eu mudei meu nome. Foi uma opção minha. Eu sempre quis fazer dessa forma. Sei o quanto é trabalhoso trocar todos os documentos, sei que é chato, que pode ser uma grana e ainda assim eu escolhi fazer dessa forma. Mais uma vez: OPÇÃO MINHA! Não vamos entrar aqui no duelo machismo x feminismo, porque acho totalmente descabido. Acredito que é mais uma questão “faz quem quer” e ponto final.

Na real, optei por fazer essa mudança de forma bem lenta e gradativa. Não queria me estressar, não queria ter um super prejuízo logo de cara e queria minimizar o trabalho imediato. Resolvi que faria assim: conforme as datas dos documentos fossem expirando eu ia renová-los e fazer a mudança de status.

Com um único porém… até completar quase 1 ano de casada nenhum documento meu tinha expirado. Então, resolvi fazer uma surpresa para o Alexandre e renovar minha carteira de identidade e colocar no novo nome. Foi ótimo. Ele ficou super feliz, eu adorei ter na minha carteira o nome da minha nova família, da família que eu estou criando.

10551655_10152587105774162_8500104208387321097_oEssa falação toda é só para explicar que eu acho muito legal trocar o nome. Sei que muita gente pensa no trabalho que dá principalmente se acontecer de se separar. Gente, eu casei pensando em ficar junto para sempre. Se acontecer um divórcio, terei problemas muito maiores do que trocar de volta meu nome né?!

Eu tirei um nome da família do meu pai, mas continuo com os outros sobrenomes que eu tinha. Isso não foi um problema nem pra mim, nem pra ninguém da minha família. Portanto, no quesito sentimentos, o assunto sempre esteve super resolvido.

No quesito burocracia o buraco é bem mais embaixo. A documentação do meu casamento foi feita em um cartório aqui no Rio em que a juíza não permite que a mulher retire um de seus nomes para receber o nome do marido. Ou seja, após o meu casamento, eu ficaria com todos os meus 3 sobrenomes e ainda acrescentaria o do Alexandre, fazendo com que eu ficasse quase com nome de princesa. Não teve jeito, e foi exatamente isso que aconteceu. Mas no próprio cartório me explicaram que depois do casamento, quando eu fosse lá pegar a certidão, eu poderia pedir que alterassem o meu nome exatamente como eu queria. Retirando um sobrenome e colocando outro.

Claro, que essa burocracia tem um preço. Preço alto, por sinal. Paguei alguma coisa em torno de R$280 reais para isso. Sim, apenas para trocar o nome da forma como eu gostaria. Mais uma vez: MINHA OPÇÃO. Eu poderia ter ficado com nome de princesa, mas eu não queria por isso paguei.

Como falei acima não mudei muitos documentos, até porque acho que quando eu mudar a minha carteira de motorista, por exemplo, vou me sentir na obrigação de trocar os meus dois passaportes e todos os outros documentos que eu tenho. Então, vou fazendo aos pouquinho, sem estresse e sem despesas muito altas.

Foi exatamente isso que eu tentei explicar para a leitora fofa que me mandou o e-mail. Contei meu caso (de forma resumida) e expliquei pra ela que eu achava importante ela conversar com todos os envolvidos para tomar essa decisão. Assim, ela não se sentiria pressionada sozinha e conseguiria tomar essa decisão com mais tranquilidade.

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