Já começo esse post me desculpando por ter demorado tanto a postar esse video. Victoria já nasceu, já tem um mês e eu tô aqui postando sobre o 6o e o 7o meses. Depois já me desculpo por ter juntado dois meses em um, mas atrasei tanto para gravar o 6º mês que acabou sendo melhor fazer dessa forma.

Nesse video contei como foram/estão sendo esses meus últimos meses de gravidez. Foi super legal falar sobre esses meses que passaram, principalmente, porque foram os meses que eu comecei, de fato, a me sentir grávida de verdade. E um pouco depois disso a Victoria nasceu. Pra quem não viu ainda, contei um pouco sobre o parto dela aqui.

Edição: Julia Zettel (juliamzettel@gmail.com)

E ai? Curtiram? Entenderam porque só no finalizando eu comecei a me sentir grávida de verdade? Esses foram meses muito agitados e de muita mudanças reais na minha vida e no meu corpo, então, deu pra sentir a gravidez de fato, deu pra saber que era pra valer e foi quando eu comecei a ficar ansiosa com a chegada da Victoria! =)

Espero que vocês tenham gostado desse vídeo e me perdoem pelo atraso e pela falta de continuidade. hahahaha Vocês vão ver que no video acho que vou fazer outros! hahahah #tolinha E claro, não esqueçam de curtir apertando o joinha e de se inscrever no canal. Quem tá inscrito assiste sempre primeiro.

Para ver o video do 5º mês, clique aqui.
Para ver o video do 4º mês, clique aqui.
Para ver o video do 1º trimestre, clique aqui.
Para ver o video onde contei pra todo mundo que estava grávida, clique aqui.

Eles surgem e transformam completamente nossas vidas! Ao nascerem, nasce em nós um amor inimaginável e todos os momentos passam a ser especiais (mesmo os mais inconvenientes). Seja menino, seja menina, seja mais de um, os bebês são verdadeiros “derretedores de coração” 😀 e enchem a nossa casa de alegria.

Como eles crescem (muito) rápido, o tempo parece voar e a dica é fotografar sempre que rolar uma pausa entre uma fralda e outra. Será uma tarefa divertida registrar algumas imagens do seu bebê, e ainda melhor quando rever as fotos e relembrar das histórias, dos detalhes, do cheirinho de neném.

– Os primeiros 15 dias

Os 15 primeiros dias de vida costumam ser os mais aconselháveis para fotografar com mais autonomia, diria, ainda, que o ideal seria do 7º ao 14º dia de vida, mas varia de criança para criança. Nesse período, os nenéns ainda estão bastante sonolentos e por isso fotografá-los dormindo deixa tudo mais íntimo.

Use a criatividade e abuse dos proprios sempre que possível, use acessórios e tenha em mente de manter o ambiente sempre quentinho e o mais confortável possível para a segurança do bebê.

Prefira fotografar em casa e prepare o ambiente, o fundo (vale até mesmo usar luzes de natal e desfocar bastante como fundo), escolha cores neutras e os objetos mais especiais (como o primeiro brinquedinho, o primeiro sapatinho…). Acredite na luz natural mas use uma lâmpada de apoio (com certa distância do neném) caso sinta necessidade.

Tenha sempre muita atenção ao que for utilizar, prefira roupinhas e cobertores de tecido macio e cuidado com a superfície onde apoiará o(a) pequeno(a), ela deve ser firme, não escorregadia, e ser feita de materiais que não contenham farpas nem nada cortante.

NUNCA tente fazer poses acrobáticas com seu bebê sem a ajuda de profissionais. Válido lembrar de ter muito cuidado com a cabecinha dele, que é a parte mais sensível do seu corpinho. Prefira sempre poses reais à poses criadas.

– Depois de 15 dias

Registre partes do corpo como o tamanho da mãozinha, do pé, os tufinhos de cabelo, a boquinha, o umbiguinho, as dobrinhas dos braços e das coxas. Aproveite um tempo juntinho do seu bebê e curta apreciar e fotografar esses detalhes, veja o quão pequenino(a) ele(a) é diante de você.

07
ago 2017

Bem-vinda Victoria!

parto victoria coisas que amamos parto nathalia tosto10 de julho, o dia mais especial da minha vida. Acho que falar isso pode parecer clichê, se bobear até é mesmo. Mas foram 9 meses esperando por esse dia, 9 meses esperando pra ver a sua carinha, 9 meses com medo (bobo eu sei) do parto e desse momento, 9 meses com as emoções à flor da pele e a ansiedade a mil, 9 meses de espera por você!

Bom, mas antes de começar (ou de terminar) as declarações de amor vou contar pra vocês como foi o meu parto e como tudo aconteceu no tão esperado dia do nascimento da Victoria.

Acordei na 2ª feira, dia 10 de julho, como um dia normal. Estava planejando fazer algumas coisas do blog, cortar os cabelos e preparar umas comidas pra deixar congeladas pro meu período pós parto. Após a primeira ida ao banheiro, imaginei que os planos poderiam mudar. Um pequeno sangramento me deixou alerta e fez com que eu e Alexandre fossemos parar no consultório do obstetra.

parto victoria coisas que amamos parto nathalia tostoApós identificar que a minha bolsa tinha rompido na parte de cima (sim, Victoria MMA provavelmente fez algum movimento mais brusco e rompeu a bolsa no alto, por isso, não teve aquele dramalhão de cinema de água caindo para todos os lados e deixando todos a postos para ir para o hospital), saímos do consultório do obstetra direto para o hospital. Já tinha colocado as coisas da maternidade no carro afinal, sou virginiana e prefiro estar sempre preparada para o que der e vier.

Chegando lá o processo foi rápido. Fizemos a internação, avisamos aos familiares e em pouco tempo eu já estava a caminho da sala de cirurgia. Tudo aconteceu de forma tão calma e tão tranquila, muito diferente do que eu havia imaginado. Não fiquei com medo, não fiquei
tensa, não chorei (antes da hora), nada. Foi uma experiência bem legal e diferente do que eu imaginei.

Do momento em que começaram a fazer a cesárea até a Victoria nascer, foram poucos minutos. Me lembro da emoção e da alegria, do chorinho dela, do momento em que o pediatra disse que ela estava bem e era perfeita, mas lembro principalmente do momento em que ela se acalmou quando colocaram ela no meu colo e tivemos nosso primeiro contato. Foi a maior emoção do mundo. É realmente inexplicável. (Olha ai, mais um clichê!)

parto victoria coisas que amamos parto nathalia tosto
(Bem inchadinha ainda, no dia seguinte que nasceu!)

Antes que comecem as perguntas: sim foi cesárea. Não, não era minha primeira opção. Na minha situação não tínhamos nem como tentar normal, eu não entrei oficialmente em trabalho de parto, não tive dilatação e ela estava muito alta. Eu também não era/estava uma normal-maníaca. Se rolasse, ótimo. Se não rolasse, tudo bem também.

Bom, de lá pra cá aprendi a amar incondicionalmente, aprendi que chorar faz parte (tanto pra ela quanto pra mim), aprendi que o puerpério é real e atinge todo mundo, aprendi que baby blues existe, aprendi que dou conta e sou muito mais capaz do que eu podia imaginar, aprendi que levar pontos é mais fácil do que ouvi-la chorar, aprendi que em apenas 20 dias de vida dela já aprendi mais do que em 31 anos da minha vida.

Bem-vinda Victoria. Bem-vinda meu amor!

Sei que esses posts tem de montão na internet, mas agora que estou chegando no final da minha gravidez e Victoria já está quase ai comecei a refletir sobre tudo que eu ouvi até agora e tudo que estou vivendo. 

Muita coisa que estou sentindo e que estou passando ninguém tinha me falado. Talvez porque não falem mesmo ou talvez porque não tenham sentido, mas achei válido compartilhar com vocês isso.

Todo mundo tem sempre uma opinião sobre tudo.  Isso talvez vocês já tenham ouvido, mas não pensem que isso se aplica apenas a sua família, pois sem fossem só eles seria bem mais fácil (e menos chato!). A moça que senta do seu lado no metro, o colega de trabalho, a depiladora, aquela conhecida que já é mãe… Sejam opiniões iguais ou diferentes elas vão aparecer e muitas vezes elas vão fazer você pensar muito e pensar se está indo pelo caminho certo. Muitas vezes você vai se questionar e vai refletir se está tomando as decisões certas. E olha que o neném nem nasceu ainda hein…

Talvez o amor incondicional só chegue depois. Não se sinta mal se você não amar a sua barriga (ou o bebe que está dentro dela) de forma incondicional desde o início (ou talvez não ame ainda quando já está no fim da gravidez), muitas mulheres não sentem isso mas tem vergonha de falar. Isso não significa que seu filho é pouco importante pra você, naonsignitica que você não o ame e não significa que você será uma péssima mãe. Só significa que talvez você precise, de fato, que seu baby se “materialize” para começar a sentir esse amor indescritível que todo mundo fala e você ainda não sente.

Não se culpe se não falar com a barriga. Não se sinta mal por isso. É uma situação estranha mesmo. Assumo que eu só consegui falar de verdade com algum bom tempo de gravidez e ainda assim achava meio estranho no início. Depois acostuma, acho que você começa a sentir mais, ver o bebê mexendo e começa a não achar tão esquisito e isso vai acontecendo naturalmente.

Seus hormônios vão mexer com tudo. Sim, na gravidez os hormônios atacam de verdade e mexem com tudo em você. Seu humor muda (constantemente), seus pelos crescem, manchas aparecem, cabelos brancos surgem, pintas brotam pelo seu corpo, alguns cheiros e comidas te enojam, sua libido muda… nada mais é controlado. Preparem-se tanto para as mudanças internas quanto para as mudanças externas (sejam elas positivas ou não!).

Você sempre vai duvidar de você mesma. Você era a pessoa mais segura do mundo e acreditava sempre fazer o melhor “no matter what”? Esses tempos acabaram. Pois é, mesmo aquele conselho do bem ou aquele comentário inocente farão com que você fique insegura e reflexiva sobre você mesma, seus pensamentos e suas atitudes. Se for mamãe de primeira viagem então, a insegurança vai bater com tudo. Mas calma, para, pensa e respira, daqui a pouco passa. Ou não. O importante é seguir seu coração, ter bom senso e saber você está fazendo o seu melhor.

Talvez você tenha medo do futuro. Não só porque toda a sua vida vai mudar drasticamente e o seu futuro também, mas agora, você vai ter alguém que depende de você pra tudo e isso pode te deixar meio balançada. Suas ações geram consequências hoje ou futuramente, e você vai começar a pensar nisso constantemente. Desde pequenas coisas como vale a pena discutir com o marido por um motivo tão bobo até coisas maiores como se arriscar em alguma atividade que você não considera 100% segura. Além dessas inseguranças, podem bater outras pequenas inseguranças como o futuro do seu filho, as escolhas que ele vai fazer, a pessoa que ele vai ser, como você vai poder educá-lo da melhor forma, os amigos que ele vai ter… ok, acho que não são algumas inseguranças, são muitas. Mas é reconfortante saber que você não vai ser a primeira e nem a última mãe do mundo a sentir isso!

Você vai ficar meio lesada. Não sei vocês, mas eu realmente não sabia disso. Perdi completamente a capacidade de concentração que eu tinha, minha super habilidade de ser multi-task desapareceu, não conseguia acompanhar uma conversa com várias pessoas falando ao mesmo tempo, trocava palavras o tempo inteiro e esquecia metade das coisas que eu queria falar ou fazer. Péssimo! Parece que tem uma explicação científica pra isso… eu não sei, mas está acontecendo comigo e com todas as amigas grávidas.

Seu pé pode mesmo crescer e isso não é lenda. O meu pé cresceu e muito. Saltei do número 36 para o 37/38. Nunca imaginei que isso ia acontecer. Achei, no início, que era só inchaço, mas não, o pé cresceu mesmo. Acho que é pra te ajudar a ficar equilibrada por conta do peso da barriga. Mas perdi sapatos, botas e sandálias. Agora, no finalzinho, só tenho uma sandália de dedo e uma sapatilha (emprestada minha cunhada) que entram no meu pé. 

Nem tudo que acontece com a sua amiga vai acontecer com você. Surpresa! Sua amiga não enjoou e você tá colocando os bofes pra fora? Sua amiga ficou magrinha e você engordou mais do que gostaria? Ela dormiu bem e você está penando pra dormir? Pois é, aprenda que cada pessoa tem uma gravidez e que cada gravidez é uma gravidez. Felizmente ou infelizmente, elas não se repetem. Os sintomas podem até parecer, alguns podem coincidir, mas não necessariamente o que aconteceu com ela vai acontecer com você. Não se preocupe com isso e pelo bem da sua sanidade mental, não se compare constantemente com outras amigas. 

Você pode ser sentir um lixo. Não sei de onde tiraram que quando você engravida você fica plena. Eu estou me sentindo gorda, cansada, feia, inchada… qualquer coisa menos plena. Sabendo disso, acho importante entender que isso é uma fase. Não se cobre ou julgue tanto, mas também não largue sua auto estima de lado pra que essa sensação não fique ainda pior. Seu corpo vai mudar (muito) e você talvez tenha dificuldade de lidar com isso. Estrias, peito/aureola/bico bem maiores e mais escuros, linha preta na barriga, inchaço, axilas escurecidas, pés maiores, cabelos brancos e ralos, boca e nariz inchados… tudo isso faz parte. Prepare-se e espere passar. Dizem que não demora. Oremos!

Ufa! Essas foram as coisas que eu lembrei que mais aconteceram comigo durante a gravidez. Vocês sentiram isso? Tem mais alguma coisa que vocês compartilhariam com uma amiga grávida, mas que ninguém contou pra vocês antes? Deixem aqui nos comentários e vamos ajudar as gravidinhas a não ficarem paranóicas com os sentimentos delas.

Fotos: Camilla Cheade