Recebi um convite muito especial da Nathalia para falar aqui com as leitoras do Coisas que
Amamos sobre o sono do bebê, que é um desafio para muitas famílias, especialmente quando
as crianças tem de 0 a 24 meses.

Então nesse post quero deixar 10 dicas que podem ajudar demais no sono das crianças.
Muitas delas são “batidas”, mas eu trabalho com isso há 5 anos e vejo que nem sempre o que
é as pessoas praticam o que se ouve (mesmo que repetidas vezes), ou seja, o senso comum,
muitas vezes não é a prática comum. Então, que tal tentar?

  • Tenha uma rotina. Eu sei que muitas pessoas não querem ficar escravas do relógio, mas
    crianças precisam de uma rotina. Uma quebra ou outra no fim de semana não deve prejudicar muito o sono do seu bebê, mas no dia a dia, a criança precisa ter horário para acordar, fazer atividades, ter seu tempo de higiene, comer, fazer sonecas e ter hora para dormir. Se você é de uma família que não gosta muito de ter horário para tudo, tenha uma regularidade, ou seja, a rotina vai seguir de acordo com o horário que a criança acorda, ao invés de seguir o relógio.
  • Tenha um ritual de sono consistente. A criança precisa entender que a hora do sono chegou. Então todos os dias, antes de dormir, faça sempre as mesmas coisas com ela. Estas coisas devem ser atividades em que a criança interaja com a mãe, pai ou cuidador. Exemplo: banho, massagem, troca, história, limpeza de boquinha, oração, boa noite para os brinquedos e cama. A sequência deve ser sempre a mesma, assim a criança chegará na hora de dormir muito mais calma e relaxada para entrar no sono.
  • Verifique sempre se o sono do dia está adequado. Dormir pouco durante o dia é ruim para a criança, porque ela vai chegar muito cansada no fim do dia, pode produzir cortisol (hormônio de vigília para se manter acordada) e será mais resistente para entrar no sono. Porém se a criança dormir demais durante o dia, ela também não estará cansada o suficiente e portanto não estará preparada para dormir. Então pense na idade do seu filho e quantas sonecas por dia são necessárias para a idade dele.
  • Preste muita atenção ao tempo que o bebê fica acordado. Se a criança começa a apresentar sinais de sono 2 horas depois que ela acorda, provavelmente essa é a janela adequada para você ter durante o dia. Segurar a criança acordada a qualquer custo para que ela durma melhor é um caminho inverso para alcançar esse objetivo. Uma criança muito cansada e estressada pode entrar em efeito vulcânico, ou seja, ela não vai dormir e ficará extremamente irritada, o que irá prejudicar ainda mais a entrada no sono. Respeite sempre o tempo que seu filho consegue ficar acordado.
  • Fique atenta à luminosidade e barulho. Algumas crianças conseguem dormir em qualquer ambiente, é verdade. Entretanto muitas outras precisam estar em um ambiente adequado para o sono, ou seja, livre de luz e com pouco ou nenhum barulho. Se seu filho não consegue dormir, verifique estes pontos e deixe o ambiente o mais escuro possível. Se você morar em um lugar barulhento, tente colocar um ruído branco para abafar os sons externos.

  • Cuidado com a exposição da criança aos eletrônicos. Se seu filho gosta de ver desenhos, o ideal é que os aparelhos eletrônicos sejam desligados pelo menos 1 hora antes do sono. Não recomendo usar TV, Ipad, celular ou qualquer outro aparelho dentro do ritual de sono porque a luz azul que sai desses aparelhos pode antagonizar os efeitos da melatonina (hormônio do sono).
  • Tome cuidado com as formas de acalmar seu filho. Crianças não choram por um único motivo, então se seu filho não dorme e chora muito, algo está errado. Procure verificar os horários, quando comeu (pode ser fome), se há algo incomodando (se ele se contorce), se a fralda está suja ou se pode existir algum motivo para o choro. Lembre que as associações de sono são geralmente criadas quando a criança é acalentada sempre da mesma maneira. Um bom exemplo são as crianças que são acalentadas no peito em todas as situações, mesmo as que estão alimentadas (que mamaram em um intervalo curto). Neste caso, a criança pode precisar do seio diversas vezes a noite, apenas para relaxar. O mesmo pode acontecer com o colo ou com a chupeta.
  • Fique de olho na temperatura. Se o bebê estiver com frio ou calor, esse certamente será um motivo para atrapalhar o sono. Lembramos que para bebês pequenos, até um ano, a temperatura deve ser regulada por roupas e não com cobertores.
  • Visite regularmente o pediatra. Uma dificuldade comportamental com o sono é bastante comum. Mais de 90% dos problemas de sono das crianças são comportamentais, mas existem alguns fatores fisiológicos como apneia, sonambulismo, terror noturno, síndrome das pernas inquietas, alergias alimentares, deficiência de ferro entre outros, que podem prejudicar o sono da criança. O acompanhamento do médico é essencial para você entender a dificuldade da criança e atender a necessidade exata do seu filho.
  • Por fim, nossa dica mais valiosa – ensine seu filho a dormir sozinho! É muito importante que a partir dos 4 meses, os pais comecem um processo para ensinar o bebê a dormir sem ajuda. Uma criança que entra no sono sozinha, tem certamente muito mais qualidade de sono na madrugada e nas sonecas do que a que precisa ter seu sono induzido de alguma forma. Você pode começar devagar, diminuindo os estímulos, fazendo mudanças semanais, mas tente colocar seu filho sonolento no berço e parar de fazer a “parte dele” para entrar no sono. Na tentativa de ajudar, os pais acabam bloqueando uma oportunidade de a criança desenvolver habilidades de auto conforto, e isso faz com que ela precise de auxílio de madrugada para manter o sono. Existem diversos métodos de aprendizagem. Você pode escolher um que seja adequado para sua família e seguir o plano. Isso fará bem para o sono da criança e para o descanso adequado de toda família!

Obrigada Michele! Amei o post e acho sim que ele vai ajudar muita gente, assim como me ajudou e ajudou a Victoria! =) Quem quiser saber um pouco mais da minha experiência do sono com a Victoria, contei como foi o início do treinamento lá nos destaques do Instagram!

Fotos: Nanda Castello Fotografia

Postei no instagram outro dia sobre a nossa primeira ida ao teatro com a Victoria. Eu sempre fui muito estimulada pela minha mãe nesse sentido. Sempre fui muito a teatro, cinema e amava. Por isso, sempre imaginei que faria o mesmo quando eu tivesse os meus filhos. Não deu outra… ela mal tá ai e eu já tô começando a inseri-la nesse mundo.

Ir a um tetro tradicional não funcionaria. Duvido muito que ela ficasse 45 minutos quietinha assistindo a uma peça, por isso, o teatro de bebês foi tão incrível.

A ideia de um teatro interativo para crianças bem pequenas é ótima. Assistimos a peça sentados no chão no palco e deixamos as crianças soltas para interagirem tanto com a atriz quanto com o cenário. Eles engatinham, batem palma, pegam nas coisas, participam… é muito legal ver o interesse dos bebês com a peça.

O que? O teatro para bebês tem a intenção de apresentar o mundo cênico para os pequenos, deixando que eles participem da peça, interajam e se encantem com a história contada. Eles estão com duas peças em cartaz: Florestinha da Pati e o Circo dos Bebês.

O que a Victoria amou: As músicas, os fantoches e principalmente as bolinhas de sabão do final do espetáculo. Ela ficou encantada.

Onde? No Fashion Mall e no Shopping da Gávea.

Quando?  Aos sábados e domingos, às 15h (no Fashion Mall) e às 11h (no Shopping da Gávea). 

Valor: R$60 inteira e R$30 meia. Crianças e bebês idades pagam meia, adultos inteira.

Outras informações: https://facebook.com/teatroParaBebesLilianaRosa

Como deu pra perceber, eu adorei o programa e acho que ela também. Já estamos animados para assistir outra peça do teatro para bebês. Espero que a gente consiga ir em breve. E espero que vocês tenham gostado desse post, a ideia é difundir essa arte até pros pequenininhos. Afinal, é desde cedo que a gente começa a formar o gosto deles e estimular…

Desde que eu comecei a postar sobre as comidinhas que a Vic tem comido, muita gente está me perguntando sobre a introdução alimentar dela. Como eu estou fazendo, se tive alguma orientação, se está dando certo… então, resolvi fazer um post e contar aqui como tem sido a nossa experiência com o assunto alimentação.

Bom, Victoria mama no peito do dia em que nasceu, até hoje. Mesmo com o início da introdução ela segue mamando e assim ficaremos enquanto for bom pra ela e pra mim. Sem pressão, sem pressa e sem cobranças.

(Deixo ela segurar a colher – sob supervisão – sempre que acaba de comer assim
ela brinca e conhece o utensílio.)

Resolvi começar a introdução alimentar 5 dias antes dela completar 6 meses, depois que voltei dos Estados Unidos. Já tinha conversado com o pediatra e ele tinha dado o aval e quando a data foi chegando, me consultei com uma nutricionista especialista em introdução alimentar e alimentação de gestante, bebe e criança para pedir uma orientação mais específica.

Li muito sobre o assunto, acho que quem já me conhece por aqui há algum tempo sabe, que sou meio nerd nesse sentido. Gosto de estudar, ler e entender mais as coisas que vão acontecer. Então, sabia que a introdução alimentar seria uma fase nova e quis me preparar para ela, mas o que acabou acontecendo foi que de tanto que eu li, acabei ficando mais confusa. Era BLW pra cá, introdução tradicional pra lá… acabei que defini mentalmente mais ou menos o que eu queria fazer e a “linha” que eu queria seguir e fui procurar uma pessoa para avaliar se a minha ideia estava correta e coerente, com os meus pensamentos.

Eu sabia que não queria dar 100% de fruta no início da introdução, por que o docinho é muito mais fácil de ser aceito. Sabia também que apesar de achar o BLW lindo, sou meio medrosa e não ia ter coragem de deixar a Vic comer totalmente sozinha. Então, optei por fazer um mix desses dois e colocar um pouquinho do que eu li em prática.

A nutri me indicou que começasse com uma fruta por 3 dias e depois, desse 3 dias de uma batata (mix salgado e doce + novas texturas). São 3 dias para você avaliar se a criança tem algum tipo de reação ao alimento. Então, sempre que entra um novo alimento, a gente repete ele por 3 dias sem misturar com outras coisas novas para ver se o bebe é alérgico. Foi assim que começamos. Banana e Batata Baroa (mandioquinha em alguns lugares do Brasil).

(O cadeirão é o Bon Appetit da Burigotto)

O segundo passo era repetir a tarde um dos alimentos já experimentados e pela manhã inserir um novo alimento (sempre por 3 dias). Na terceira semana, ela começou a almoçar legumes. Ou seja, mais alimentos novos. Na 4a semana, o almoço se mantém junto com o lanche da manhã e o lanche da tarde, mas tem um caldinho de carne extra que vai na comidinha do almoço. Na 5a semana, a gente começa a introduzir arroz e macarrão no almoço e depois o caldinho de feijão. Na 6a semana, ela começa a jantar e começamos a introduzir pedacinhos de carnes como músculo, rã e frango.

Sempre oferecemos a comidinha pra ela na mesa, sem brinquedos, com os alimentos separados no prato, para ela sentir o sabor de cada item que ela está experimentando e amassadinhos com o garfo. Nada é batido. Tudo tem pequenos pedacinhos.

(Brincando de comer a “casca” da maçã. Sempre que posso dou o alimento na mão dela.)

Vale lembrar que a comidinha dela não leva sal e é feita com gordura boa do azeite, e temperada com verdinhos variados (salsinha, cebolinha…) e alho e cebola. Tudo em pouca quantidade para não “contaminar” e deixar tudo com o mesmo gosto.

De líquido, somente água e leite materno/fórmula foram liberados, mas nunca junto com a comida. Sempre 30 min antes ou depois da refeição para não encher a barriguinha com água e não conseguir comer a comida depois.

Assim que temos feito. No início o salgado foi difícil, tivemos uma fase de adaptação e alguns dias de choro e refeições puladas. Assim tem funcionado com a gente. Não são todos os dias que são fáceis. Não são todos os dias que ela come tudo. Não são todo os dias que ela abre a boca pra colher sem reclamar. Mas ela está comendo, está engordando, está saudável… e é isso que importa.

Algumas dicas que acho que valem ser compartilhadas:

  • Se a criança rejeitar um alimento, não desista, espere alguns dias e tente novamente;
  • Se ela rejeitar uma refeição, não dê logo em seguida o leite. Dessa forma ela pode associar que quando ela não come alguma coisa ganha um leitinho;
  • Dê os alimentos separadamente para que ela conheça o sabor de cada um deles;
  • Amasse tudo. Evite bater e fazer sopinhas;
  • Coloque ela sempre no lugar aonde as refeições da casa são feitas para que ela entenda que aquele é o lugar de comer;
  • Evite brinquedinhos, ipads, celulares ou qualquer distração nesse início;
  • Dê uma colher para ela pegar e brincar, faça o mesmo com os alimentos (e sim, vai fazer a maior sujeira, mas isso é super saudável);
  • Não desanime. Esse início pode ser difícil e frustrante, mas depois vale a pena.

Lembrando que essa é a minha experiência com a introdução alimentar da minha filha, orientada pela minha médica. Não é todo mundo que faz assim, não é todo mundo que orienta desse jeito e tampouco é todo mundo que quer fazer da mesma forma que eu. Essa é a minha experiência. Por isso, se você vai começar a introdução alimentar do seu bebê, procure o seu médico e peça uma orientação.

seguro viagem grávida coisas que amamos(Com 11 semanas em Varadero, Cuba)

Quem lê o blog há algum tempo já sabe que sou do time que faz campanha a favor da compra de seguro viagem. Já falei aqui diversas vezes sobre isso, já expliquei porque acho que o seguro do cartão de crédito não é a minha primeira opção e porque SEMPRE que eu viajo eu compro um seguro pra mim, pro Alexandre e agora pra Victoria.

Mas quando estava grávida essa minha preocupação aumentou. Na primeira viagem internacional que fiz, não tinha nem 12 semanas ainda, foi quando fui para Cuba. Então comecei a pesquisar sobre o seguros e a importância de se ter um seguro específico que cubra gestantes.

seguro viagem grávida coisas que amamos

(Com 20 semanas em Stonehenge, Inglaterra)

Vemos muitos seguros no mercado, mas nem sempre lemos as letrinhas pequenas do contrato e em muitos contratos você tem lá escrito que gestantes não tem cobertura. Por isso é importante sim, ler com calma o contrato e saber se o seguro que você está comprando cobre ou não gravidez.

Acabei fazendo três viagens internacionais durante a gravidez e em cada uma delas usei uma empresa diferente de seguros. Graças a Deus não precisei acionar nenhuma delas, mas em todas li o contrato e todas diziam especificamente até que semana a cobertura iria (alguns cobrem até a 34ª semana, outros apenas até a 28ª), que você deveria ter uma autorização médica para viajar (eu levei em todas as viagens uma autorização escrita em inglês pra não ter riscos) e etc.

seguro viagem grávida coisas que amamos(Com 28 semanas em Miami, EUA)

O blog tem parceria com a Real Seguros, e por isso, sempre fecho com eles. Uma coisa ótima é que eles comparam preços e coberturas de várias empresas do mercado, então, você consegue ver se cobre gravidez, quanto custa, quais despesas estão cobertas e etc. Se você ainda assim ficar insegura, é só tirar as dúvidas com um dos atendentes. Eles são super solícitos. Na viagem pra Cuba me ajudaram muito e me deram várias orientações.

Resumo: Acho fundamental sim uma grávida fazer um seguro viagem. Na hora de contratar o seu, é muito importante prestar atenção nas letras miúdas do contrato e ver o limite de semanas de gestação para a viagem e se tem alguma outra exigência da seguradora como autorização médica ou qualquer coisa do tipo.