Desde que eu estava grávida retomei um hábito que infelizmente andava meio de lado: o da leitura. Como sou meio nerd, acabo querendo estudar e pesquisar tudo aquilo que me interessa ou me envolve em determinado momento. E a gravidez/maternidade era a bola da vez naquele momento.

Não deu outro, leitura é mesmo um hábito e depois que você começa, pronto, só para por falta de tempo. Por conta disso, fiz uma seleção variada de livros que eu li e recomendo para quem está nesse mundo louco da maternidade ou para quem vai entrar nele.

Como as crianças aprendem: Foi o último livro que li e estou encantada. Ele é super interessante para nos mostrar que as crianças entendem tudo que a gente fala, que é super importante a gente se comunicar com elas. E claro, mostra por A+B a importância da educação e da forma de educar no sucesso da criança. Meu deu vários insights e abriu a minha cabeça para muitas atividades educacionais. Curti muito! (Acho super válida a leitura também para quem não tem filhos para trabalha com educação, pedagogia…). Compre aqui!

 

60 dias de neblina: Esse livro é maravilhoso em qualquer momento da maternidade. Seja na gravidez, seja no puerpério, no pós parto, quando você acha que tá fazendo tudo errado, quando você se culpa por cada problema, quando você acerta e se sente incrível… Mães, leiam esse livro! Ele desmistifica várias questões da maternidade, ele te mostra empatia ao invés de julgamentos, ele faz chorar, faz rir… É realmente incrível! Compre aqui.

Meu Filho Não Come: Livro escrito por um dos mais renomados pediatras do mundo, Dr. Carlos Gonzales. É fundamental para quem tem bebês e crianças que comem mal, são seletivos ao extremo, chatinhos ou não comem. Ele acalma os nossos corações de mãe/pai e explica um pouco sobre isso, sobre como proceder, porque isso acontece… Vale a leitura. Compre aqui.

 


Crianças Dinamarquesas: O que as pessoas mais felizes do mundo sabem sobre criar filhos confiantes e capazes. Depois de muitas pesquisas os autores desse livro chegaram a conclusão de que os dinamarqueses educam os filhos de forma que geram um resultados poderoso: crianças felizes, emocionalmente seguras e resilientes, que se tornam também adultos felizes. E o livro mostra um pouco disso, como eles fazem, o que eles fazem e claro, como nós podemos fazer. É interessante pra abrir a cabeça da gente. Pra pensarmos um pouco fora ada caixinha. Compre aqui!

 

Acho que essa foi a minha seleção mais recente de livros. Certamente com o passar do tempo, dos anos, das fases da vida da Victoria eu vou acabar lendo outros livros, sabendo de outros títulos que valem a pena e vou compartilhando com vocês.

Quem quiser ler mais sobre gravidez e maternidade em si, já falei sobre alguns outros que li quando estava grávida aqui. Inclusive sobre o famoso “Crianças francesas não fazem manha”.

Sonecas curtas podem ser extremamente frustrantes e exaustivos:

– Geralmente levam a um sono noturno mais picado;

– Os pais e/ou cuidadores não conseguem respirar durante o dia (é o tempo todo tentando colocar o bebê para dormir ou acalmando uma criança irritada);

– Fica muito difícil sair de casa porque sempre está no horário do “próximo cochilo”;

– Vira praticamente uma obsessão – todos querem descobrir o motivo, o que aconteceu no dia em que a soneca foi maior, se existe padrão, enfim… muito difícil.

Mudar um padrão de soneca de um bebê pode ser um grande desafio então não é incomum ouvir pessoas falando “meu filho não precisa dormir durante o dia, ele dorme bem de noite”. Embora isso possa ser verdade se seu filho já tiver mais de 3 anos, antes desse prazo, é altamente improvável.

E quanto uma soneca precisa durar?

Uma soneca deve ter de 40 a 120 minutos. É isso mesmo! Uma grande variação!

É importante que a criança faça ao menos um ciclo de sono, ou seja, estes 40 minutos. Tudo o que variar dentro deste tempo é de bebê para bebê. Alguns têm a necessidade de dormir bastante, outros ficam bem com esse tempo de sono, então o que é mais importante é averiguar o comportamento da criança. Se dormir 40 minutos e estiver bem, sorrindo, brincando, interagindo, aguenta bem até a próxima soneca e se alimenta adequadamente, é porque o tempo de sono do dia que ela precisa é esse.

Também é bom não deixar que uma soneca passe de 2 horas para não prejudicar os outros cochilos nem o sono da noite.

Resultado de imagem para sono do bebeEntão você só pode ter certeza que seu bebê faz sonecas curtas em 2 situações: ele dorme menos de 40 minutos em cada cochilo ou ele até chega a esse tempo de sono, mas apresenta um comportamento irritadiço, apresenta sinais de sono claros o dia todo e só fica melhor quando consegue dormir um pouco mais.

E quais são as possíveis causas das sonecas curtas?

– Associações de sono: assim como de noite, crianças que não dormem sozinhas podem ter sonecas curtas se não forem extremamente estimuladas. Exemplo: crianças que dormem apenas embaladas no colo ou mamando não sustentam o sono quando estão no berço (sem estes estímulos);

– Criança está muito cansada ou não está preparada para dormir. Nunca é demais lembrar que criança não chora apenas quando está com sono. As janelas de sono devem ser respeitadas para que seu filho esteja preparado para dormir;

– Ambiente. Apesar de muitas pessoas falarem que criança precisa dormir durante o dia no claro e com os barulhos normais da casa, algumas são mais sensíveis e precisam de um ambiente mais escurinho e com pouco ou nenhum barulho;

– Maturidade cerebral. Esse ponto é principalmente para recém-nascidos. Algumas crianças ainda não têm maturidade cerebral para dormir por muito tempo, então se um bebê tem 9 meses e não sustenta um ciclo de sono, isso é um problema, porém um recém-nascido pode ter maturidade para conseguir dormir só por 20 minutos.

– Micro sonecas. Esse ponto sai um pouco do controle, mas se você é uma pessoa que precisa colocar seu filho no carro por alguns minutos (por exemplo para levar o irmão na escola ou levar o bebê para algum lugar) ou se a criança faz cochilos de 5/10 minutos quando mama, a chance de ter sonecas curtas aumenta. O corpo da criança acaba acostumando com sonos curtos durante o dia.

– Inconsistência / Rotina. Se você colocar seu filho para dormir cada dia em um horário, ele provavelmente vai ter mais dificuldade para entrar no sono. Se um dia ou outro seu filho não apresentar sinais de sono e já passou 30 minutos do horário, tente a soneca de toda forma.

E o que fazer para quebrar o hábito das sonecas curtas?

Resultado de imagem para sono do bebeMesmo que você já tenha cuidado de todos os itens acima e também verificado qualquer causa fisiológica (como refluxo, gases, otites, etc) você ainda pode continuar com sonecas com sonecas curtas porque bebês possuem hábitos enraizados neles e o ciclo sono-vigília durante o dia pode continuar insatisfatório. Então o que você pode fazer?

Uma das alternativas é calcular o horário que seu filho acorda e mexer nele 5 ou 10 minutos antes desse horário. É só ajeitar no berço, dar um carinho, algo rápido, para quebrar esse ciclo de sono. Faça isso de 5 a 7 dias consecutivos para ver foi possível quebrar o padrão de sono/despertar que ele adquiriu.

Outra dica especialmente para os bebês que acordam, mas não choram. Deixe o bebê no berço. Na penumbra, com o ruído branco ligado (se usar) pelo tempo correto da soneca. A chance dele voltar a dormir depois de dias fazendo isso, é bastante grande.

Como última dica você pode tentar pegar o seu filho no colo antes que ele acorde para tentar esticar esse sono, mesmo que no colo, também por 5 a 7 dias para tentar quebrar o padrão de dormir tão pouco.

Lembro também que nem sempre a soneca curta é um grande problema. Em alguns casos, como por exemplo nas transições, a soneca costuma ficar mais curta naturalmente, mas a criança não muda o comportamento. Para bebês que dormem por exemplo 3x por dia (geralmente de 4 a 7 meses), a última soneca costuma ser curta, de 30 minutos, e está ok ser dessa forma. Na verdade esse último sono vai desaparecer logo e neste período ele funciona para recarregar o bebê para que ele não chegue tão cansado no sono da noite.

Normalmente mãe já sente culpa por tudo. Se a criança mama muito, se mama pouco, se
chora, se dorme pouco ou demais, enfim, esse desejo de atender todas as necessidades da
criança prontamente é algo corriqueiro, que acontece com muitas famílias. Mas será que esse
ímpeto de resolver o choro do bebê rapidamente não cria hábitos que depois são difíceis de
mudar?

Acordar muito de madrugada, ter o sono interrompido diversas vezes é muito difícil. Para uma
mãe que cuida de um bebê o dia todo ou precisa trabalhar no dia seguinte isso pode ser
devastador. Mas tem algo que assombra as madrugadas mal dormidas destas mães que
amamentam: se eu negar o peito, estou deixando meu bebê passar fome? Como avaliar?
No post de hoje, vou passar 3 dicas valiosas para que vocês identifiquem se o despertar do seu
bebê acontece por fome ou hábito. Na maioria das vezes, se a criança acorda muito de
madrugada, é sim por hábito, e não por fome.

– A primeira dica é entender os intervalos de fome do seu filho. Se é uma criança que mama de
3 em 3 horas durante o dia, tem mais de 4 meses e está ganhando peso e se desenvolvendo
adequadamente, o intervalo das mamadas de madrugada pode ser de 3 horas ou mais! Se o
seu filho mama mais de madrugada do que de dia, ele certamente está usando o mamar como
um conforto para manter o sono. Neste caso, tente manter um intervalo de 3 ou 4 horas e nos
outros despertares atenda o seu bebê com carinho e conforto, não com o seio.

– Perceba a forma como seu filho adormece. Se ele precisa mamar até dormir no começo da
noite, chances são de ele precisar do peito de madrugada só para adormecer em eventuais
despertares. Alguns despertares são comuns (exemplo: 00h, 02h, 04h e 05h da manhã) e
nestes despertares a criança precisa mamar. Comece a colocar o seu bebê acordado no berço
e esse padrão certamente vai alterar!

– Outra dica importante: o tempo da mamada. Todas as crianças têm um ritmo e certamente
você sabe qual é o do seu filho. Se ele ficar “mamindo”, ou seja, de dia mama em 20 minutos e
de madrugada fica 1 hora mamando e dormindo ao mesmo tempo, algo está errado. Se isso
acontecer, tire o peito da boquinha da criança assim que a sucção diminuir, assim ele terá que
se confortar de outra forma para continuar dormindo. Ele pode reclamar no início, mas depois
de um tempo de tentativa, ele acabará aceitando.

Apesar de existirem outras associações de sono como colo ou chupeta, esta de precisar mamar
para manter o sono é a mais comum. Isso acontece porque grande parte das mães resolve a
necessidade da criança sempre alimentando. Obviamente o peito é um local de conforto, de
aconchego e muitas vezes é o caminho mais rápido para a criança voltar a dormir. Apesar
disso, algumas crianças chegam a precisar desse conforto 6, 7, 8x por noite para manter o
sono, deixando a mãe completamente exausta.

Aprender a dormir não é sinônimo de desmame, nem de deixar chorando até dormir por
exaustão. Dá para ensinar um bebê a dormir sem mamar e desenvolver outras ferramentas de
conforto que irão auxiliar demais a ligar os ciclos de sono. Lembre sempre que a criança tem
despertares frequentes de madrugada. Isso faz parte do seu desenvolvimento e uma
aprendizagem de sono envolve ensinar o que a criança deve fazer nestes despertares, e não
fazer com que ela não acorde. Por isso, não é por fome que um bebê acorda diversas vezes.

Com paciência e uma reflexão sobre os hábitos da criança, você vai conseguir detectar se seu
filho precisa mamar ou se ele tem dificuldade no sono.

Ensinar uma criança a dormir pode dar muito trabalho, mas os resultados no desenvolvimento
e crescimento dessa criança são excelentes, além de algo muito importante também – o
descanso de toda família.

Recebi um convite muito especial da Nathalia para falar aqui com as leitoras do Coisas que
Amamos sobre o sono do bebê, que é um desafio para muitas famílias, especialmente quando
as crianças tem de 0 a 24 meses.

Então nesse post quero deixar 10 dicas que podem ajudar demais no sono das crianças.
Muitas delas são “batidas”, mas eu trabalho com isso há 5 anos e vejo que nem sempre o que
é as pessoas praticam o que se ouve (mesmo que repetidas vezes), ou seja, o senso comum,
muitas vezes não é a prática comum. Então, que tal tentar?

  • Tenha uma rotina. Eu sei que muitas pessoas não querem ficar escravas do relógio, mas
    crianças precisam de uma rotina. Uma quebra ou outra no fim de semana não deve prejudicar muito o sono do seu bebê, mas no dia a dia, a criança precisa ter horário para acordar, fazer atividades, ter seu tempo de higiene, comer, fazer sonecas e ter hora para dormir. Se você é de uma família que não gosta muito de ter horário para tudo, tenha uma regularidade, ou seja, a rotina vai seguir de acordo com o horário que a criança acorda, ao invés de seguir o relógio.
  • Tenha um ritual de sono consistente. A criança precisa entender que a hora do sono chegou. Então todos os dias, antes de dormir, faça sempre as mesmas coisas com ela. Estas coisas devem ser atividades em que a criança interaja com a mãe, pai ou cuidador. Exemplo: banho, massagem, troca, história, limpeza de boquinha, oração, boa noite para os brinquedos e cama. A sequência deve ser sempre a mesma, assim a criança chegará na hora de dormir muito mais calma e relaxada para entrar no sono.
  • Verifique sempre se o sono do dia está adequado. Dormir pouco durante o dia é ruim para a criança, porque ela vai chegar muito cansada no fim do dia, pode produzir cortisol (hormônio de vigília para se manter acordada) e será mais resistente para entrar no sono. Porém se a criança dormir demais durante o dia, ela também não estará cansada o suficiente e portanto não estará preparada para dormir. Então pense na idade do seu filho e quantas sonecas por dia são necessárias para a idade dele.
  • Preste muita atenção ao tempo que o bebê fica acordado. Se a criança começa a apresentar sinais de sono 2 horas depois que ela acorda, provavelmente essa é a janela adequada para você ter durante o dia. Segurar a criança acordada a qualquer custo para que ela durma melhor é um caminho inverso para alcançar esse objetivo. Uma criança muito cansada e estressada pode entrar em efeito vulcânico, ou seja, ela não vai dormir e ficará extremamente irritada, o que irá prejudicar ainda mais a entrada no sono. Respeite sempre o tempo que seu filho consegue ficar acordado.
  • Fique atenta à luminosidade e barulho. Algumas crianças conseguem dormir em qualquer ambiente, é verdade. Entretanto muitas outras precisam estar em um ambiente adequado para o sono, ou seja, livre de luz e com pouco ou nenhum barulho. Se seu filho não consegue dormir, verifique estes pontos e deixe o ambiente o mais escuro possível. Se você morar em um lugar barulhento, tente colocar um ruído branco para abafar os sons externos.

  • Cuidado com a exposição da criança aos eletrônicos. Se seu filho gosta de ver desenhos, o ideal é que os aparelhos eletrônicos sejam desligados pelo menos 1 hora antes do sono. Não recomendo usar TV, Ipad, celular ou qualquer outro aparelho dentro do ritual de sono porque a luz azul que sai desses aparelhos pode antagonizar os efeitos da melatonina (hormônio do sono).
  • Tome cuidado com as formas de acalmar seu filho. Crianças não choram por um único motivo, então se seu filho não dorme e chora muito, algo está errado. Procure verificar os horários, quando comeu (pode ser fome), se há algo incomodando (se ele se contorce), se a fralda está suja ou se pode existir algum motivo para o choro. Lembre que as associações de sono são geralmente criadas quando a criança é acalentada sempre da mesma maneira. Um bom exemplo são as crianças que são acalentadas no peito em todas as situações, mesmo as que estão alimentadas (que mamaram em um intervalo curto). Neste caso, a criança pode precisar do seio diversas vezes a noite, apenas para relaxar. O mesmo pode acontecer com o colo ou com a chupeta.
  • Fique de olho na temperatura. Se o bebê estiver com frio ou calor, esse certamente será um motivo para atrapalhar o sono. Lembramos que para bebês pequenos, até um ano, a temperatura deve ser regulada por roupas e não com cobertores.
  • Visite regularmente o pediatra. Uma dificuldade comportamental com o sono é bastante comum. Mais de 90% dos problemas de sono das crianças são comportamentais, mas existem alguns fatores fisiológicos como apneia, sonambulismo, terror noturno, síndrome das pernas inquietas, alergias alimentares, deficiência de ferro entre outros, que podem prejudicar o sono da criança. O acompanhamento do médico é essencial para você entender a dificuldade da criança e atender a necessidade exata do seu filho.
  • Por fim, nossa dica mais valiosa – ensine seu filho a dormir sozinho! É muito importante que a partir dos 4 meses, os pais comecem um processo para ensinar o bebê a dormir sem ajuda. Uma criança que entra no sono sozinha, tem certamente muito mais qualidade de sono na madrugada e nas sonecas do que a que precisa ter seu sono induzido de alguma forma. Você pode começar devagar, diminuindo os estímulos, fazendo mudanças semanais, mas tente colocar seu filho sonolento no berço e parar de fazer a “parte dele” para entrar no sono. Na tentativa de ajudar, os pais acabam bloqueando uma oportunidade de a criança desenvolver habilidades de auto conforto, e isso faz com que ela precise de auxílio de madrugada para manter o sono. Existem diversos métodos de aprendizagem. Você pode escolher um que seja adequado para sua família e seguir o plano. Isso fará bem para o sono da criança e para o descanso adequado de toda família!

Obrigada Michele! Amei o post e acho sim que ele vai ajudar muita gente, assim como me ajudou e ajudou a Victoria! =) Quem quiser saber um pouco mais da minha experiência do sono com a Victoria, contei como foi o início do treinamento lá nos destaques do Instagram!

Fotos: Nanda Castello Fotografia