Comecei esse post quando Victoria completou 2 meses de vida e eu agradeci a Deus por ter tido a ideia maluca de pedir a Nanda para fazer com a Vic o que ela vinha fazendo com sua filhotinha Amora: um acompanhamento fotográfico mensal.

Nanda nunca tinha feito isso “pra fora” e topou o desafio. Assim que a Victoria nasceu começamos a organizar tudo e marcamos nosso primeiro ensaio. Já no primeiro dia foi maravilhoso, mas imagina passar 12 meses tendo manhãs deliciosas que geravam recordações lindas e eternas da minha pequenininha feitas por uma profissional. Realmente não tem preço.

Em cada mês fotografamos as novidades, as novas expressões, os aprendizados, as novas fase que estávamos vivendo naquele momento. São recordações realmente inesquecíveis. Quando sentou pela primeira vez, quando começou a comer, a bater palminha, o quarto, o primeiro Natal…

Hoje, as vésperas dela completar um ano escrevo esse post com lágrimas nos olhos. Foi o ano  mais intenso da minha vida e foi também o melhor deles! Essas fotos, estão aqui para me relembrar de cada sorriso, cada descoberta, cada desafio… e pra me lembrar que eu não podia ter tido melhor ideia do que essa de registrar cada mês desses, cada momento, cada roupinha, cada gesto.

Nanda Castello Fotografia
@nandacastellofotografia
fernandacastello@globo.com

Obrigada Nanda, por topar o desafio e por fazer de forma tão linda e delicada esse trabalho maravilhoso. Por colocar em imagens esses momentos e essas lembranças, por eternizar isso pra mim, pro Alexandre e pra Victoria também.

(Só pra deixar claro: comecei o post quando Vic tinha 2 meses, escrevi mais um pouco perto do primeiro aniversário e agora, com 14 meses eu finalizo ele com a alegria de quem teve a melhor ideia do mundo, cheia de fotos lindas, recordações e memórias eternizadas!)

Agora senta que lá vem foto. Selecionei (com muito esforço) algumas imagens de cada um dos ensaios que fizemos. São imagens que eu gostei porque são bonitas, tem um significado, mostram algum momento especial… enfim, foi muito dificil escolher só essas, mas a ideia aqui era mostrar pra vocês como é bacana ter esse registro.

Em todos os ensaios eu e meu maridos tirávamos foto separadamente com ela, depois tirávamos todos juntos e ela sozinha. Assim tínhamos sempre fotos diferentes e com todos.

Existem vários motivos para o bebê chorar, até porque essa é uma forma de comunicação enquanto o bebê não consegue verbalizar.

Entretanto muitas mães nos relatam que as crianças acordam chorando muito, um choro desesperado, diferente do choro que geralmente apresentam durante o dia.

Pensando nisso, vou falar aqui com as leitoras do Coisas Que Amamos, sobre alguns motivos que podem fazer com que a criança acorde aos gritos, deixando pais e cuidadores muito assustados.

  • Pesadelos: as crianças sonham muito. Enquanto os adultos sonham de 11 a 20% do tempo do ciclo, que tem cerca de 90 minutos, as crianças sonham 50% do tempo, em um ciclo de 45 minutos aproximadamente. É um sono bastante agitado. Portanto os pesadelos são muito comuns e a criança pode acordar assustada se tiver um sonho ruim.
  • Terror noturno – cerca de 5% das crianças sofrem com terror noturno, onde o bebê pode chorar, gritar, gemer e se debater. Pode durar de poucos minutos até meia hora e na maioria das vezes é perturbador para os pais. A criança na verdade está dormindo e não existem estudos que comprovem as causas do terror.
  • Criança não dormiu o suficiente: isso acontece principalmente nas sonecas. A criança acorda em 20 ou 30 minutos com um choro forte. Na verdade, ela não descansou e está com dificuldade em ligar as fases do sono dentro do ciclo. Neste caso, o ideal é ajudar a criança a voltar a dormir muito rapidamente, mesmo que esta soneca precise terminar no colo. Depois de 50 minutos dormindo, ela pode ser transferida do colo para o berço novamente.
  • Fome: lembre sempre quando foi a última vez que o bebê foi alimentado. Pode ser que ele esteja com um intervalo adequado já para mamar.

  • Incômodos: bastante comum o bebê acordar chorando quando tem alguma dor, algo que o está incomodando, entretanto esse não é um comportamento rotineiro, já que o bebê não fica incomodado todo o tempo. Se seu filho acorda sempre chorando, essa provavelmente não é a causa principal.
  • Associações erradas de sono: provavelmente o principal problema que faz com que seu filho acorde chorando – durante o dia e durante a noite. O bebê adormece de uma forma em que depende de outras pessoas como por exemplo sendo ninado no colo ou mamando. Quando ele acorda (e como falamos anteriormente o sono da criança é muito leve e, portanto, passível de breves despertares), ele não sabe se manter no sono, não sabe sozinho iniciar outro ciclo, e chama por alguém para ajudar. Como a criança já está cansada e com muito sono, é bastante difícil para ele ter os breves despertares (difícil para toda família).

Bebês aprendem tudo que ensinamos. 4 em cada 10 crianças não nascem com a habilidade de saber dormir e precisam aprender como fazer isso. Se uma criança acorda todos os dias chorando, certamente existe uma causa. Seu filho está sempre cansado? Chora muito também durante o dia? Pode ser algum incômodo, mas também existe uma grande possibilidade do seu filho precisar de algum ajuste no sono. Avalie o que seu filho precisa para manter o sono, se o ambiente de sono está adequado, a rotina e os rituais e principalmente as associações. Um choro fraco, quando o bebê “chama” por alguém, é perfeitamente normal. Porém um choro forte precisa ser investigado.

Hoje vamos conversar sobre o que acontece com o sono do bebê no primeiro ano de vida. Quais são as transições? Quando posso estabelecer uma rotina? Como funciona a produção do hormônio do sono?

Estas e outras questões deixam as mães muito preocupadas e muito frustradas quando as
coisas não saem como esperado.

0 a 3 meses
Estas crianças não tem um padrão de sono. Mamam com bastante frequência porque tem uma
capacidade pequena de armazenar leite e dormem por muitas horas, chegam a fazer 18 horas
de sono dentro das 24 do dia, mas não dormem por muito tempo seguido.

O seu relógio biológico ainda não está regulado, portanto é muito importante ensinar a
diferente entre dia e noite trabalhando com sons e luminosidade e não se preocupe se a
criança precisar de muita ajuda para dormir.

Você até pode tentar colocar seu bebê sonolento no berço para que ele durma, mas pode ser
que ele tenha grande dificuldade. Não existe também um padrão para soneca. Elas podem durar de 30 minutos até 3 horas e você não saberá o que aconteceu para que ele esticasse ou não o sono. É normal. Muitos pediatras pedem para não deixar dormir por mais de 3 horas seguidas porque esse é o maior intervalo que ele pode ficar sem mamar.

Se possível, já inclua um ritual de sono desde os primeiros meses de vida do bebê. Isso vai
ajudar quando for possível estabelecer uma rotina mais regular.

4 a 6 meses
Bebês nesta idade já produzem hormônio de sono para dormir por mais horas. Geralmente
possuem horário regular para mamar e fazem 3 sonecas por dia. Uma de manhã, outra no
meio do dia e outra à tarde. A janela de sono na maioria das vezes é pequena de manhã e vai
aumentando com o passar das horas do dia.

Dormem de 12 a 16 horas (incluindo as sonecas). O tempo de sono no dia varia de 2 a 4 horas.
A soneca dura de 40 minutos até 2 horas e o tempo de sono depende da necessidade de cada
criança. Uma boa soneca tem em média de 60 a 90 minutos.

Já é possível ensinar o bebê a dormir. Se você ainda não fez isso, tente colocar o bebê no berço
ainda acordado, para que ele desenvolva o sono. Como a alimentação básica ainda é leite, é esperado que a criança mame 1 ou 2x de madrugada. Outros despertares podem ser habituais, e com uma aprendizagem de sono, eles podem desaparecer.

6 a 12 meses
A partir da introdução alimentar as crianças podem dormir apenas 2 sonecas por dia. Algumas
levam 3 cochilos até 8 meses, mas grande parte transita aos 6 ou 7 meses.

Nesta idade a maioria dos pediatras já indica que a criança não deve mais ser alimentada de
madrugada, desde que tenha uma boa aceitação dos sólidos e esteja dentro do esperado em
seu crescimento e desenvolvimento.

Entretanto algumas famílias mantém uma mamada de madrugada, que pode ser a mamada
dos sonhos (oferecida perto de 23h) ou no meio da madrugada se o bebê tiver algum
despertar. É esperado que a rotina da criança com horários de alimentação, higiene e cochilos se estabeleça bem nesta fase da vida.

Problemas de sono são muito comuns porque existe a regressão dos 6, dos 8 e dos 12 meses.
A mais forte é a dos 8 meses, quando além da regressão, existe também angústia de
separação, um pico de desenvolvimento e muitas vezes dentição. Esteja preparada. Fique
firma na forma como seu adormece e quais são as associações de sono que ele tem. É uma
etapa primordial para que seu bebê não carregue dificuldades de sono nos próximos anos.

12 a 18 meses
Nesta etapa é esperado que a criança transite para 1 soneca apenas por dia. A criança vai
começar a negar o sono do dia, e o melhor a fazer é adiantar um pouco o horário do almoço e
colocar a criança para dormir após a refeição. Dormem de 11 a 14 horas, incluindo a soneca, que vai variar de 1 a 2 horas por dia.

A partir dos 18 meses a criança levará essa rotina de um cochilo até perto dos 3 anos, porém
existem crianças que dormem até 5 anos de idade. Isso vai depender da necessidade de sono
de cada um. Falando do tempo de sono, dos 3 aos 5 anos, a criança deve dormir de 10 a 13
horas por dia, incluindo ou não um sono durante o dia.

Lembrem-se sempre que esta é uma cronologia baseada no que grande parte das crianças
fazem, porém, cada bebê é único e tem suas necessidades próprias. Se seu filho por exemplo
tiver 18 meses e ainda dormir 2 vezes por dia e além disso ter uma boa noite de sono, fique
tranquila. Como eu sempre digo, no sono não há exatamente o certo e o errado, mas sim o
que funciona para a sua família, para a logística da sua casa e para o perfil do seu bebê.

Desde que eu estava grávida retomei um hábito que infelizmente andava meio de lado: o da leitura. Como sou meio nerd, acabo querendo estudar e pesquisar tudo aquilo que me interessa ou me envolve em determinado momento. E a gravidez/maternidade era a bola da vez naquele momento.

Não deu outro, leitura é mesmo um hábito e depois que você começa, pronto, só para por falta de tempo. Por conta disso, fiz uma seleção variada de livros que eu li e recomendo para quem está nesse mundo louco da maternidade ou para quem vai entrar nele.

Como as crianças aprendem: Foi o último livro que li e estou encantada. Ele é super interessante para nos mostrar que as crianças entendem tudo que a gente fala, que é super importante a gente se comunicar com elas. E claro, mostra por A+B a importância da educação e da forma de educar no sucesso da criança. Meu deu vários insights e abriu a minha cabeça para muitas atividades educacionais. Curti muito! (Acho super válida a leitura também para quem não tem filhos para trabalha com educação, pedagogia…). Compre aqui!

 

60 dias de neblina: Esse livro é maravilhoso em qualquer momento da maternidade. Seja na gravidez, seja no puerpério, no pós parto, quando você acha que tá fazendo tudo errado, quando você se culpa por cada problema, quando você acerta e se sente incrível… Mães, leiam esse livro! Ele desmistifica várias questões da maternidade, ele te mostra empatia ao invés de julgamentos, ele faz chorar, faz rir… É realmente incrível! Compre aqui.

Meu Filho Não Come: Livro escrito por um dos mais renomados pediatras do mundo, Dr. Carlos Gonzales. É fundamental para quem tem bebês e crianças que comem mal, são seletivos ao extremo, chatinhos ou não comem. Ele acalma os nossos corações de mãe/pai e explica um pouco sobre isso, sobre como proceder, porque isso acontece… Vale a leitura. Compre aqui.

 


Crianças Dinamarquesas: O que as pessoas mais felizes do mundo sabem sobre criar filhos confiantes e capazes. Depois de muitas pesquisas os autores desse livro chegaram a conclusão de que os dinamarqueses educam os filhos de forma que geram um resultados poderoso: crianças felizes, emocionalmente seguras e resilientes, que se tornam também adultos felizes. E o livro mostra um pouco disso, como eles fazem, o que eles fazem e claro, como nós podemos fazer. É interessante pra abrir a cabeça da gente. Pra pensarmos um pouco fora ada caixinha. Compre aqui!

 

Acho que essa foi a minha seleção mais recente de livros. Certamente com o passar do tempo, dos anos, das fases da vida da Victoria eu vou acabar lendo outros livros, sabendo de outros títulos que valem a pena e vou compartilhando com vocês.

Quem quiser ler mais sobre gravidez e maternidade em si, já falei sobre alguns outros que li quando estava grávida aqui. Inclusive sobre o famoso “Crianças francesas não fazem manha”.