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Eeeeee! Mais um video de comprinhas no ar. Sei que esse tipo é um dos preferidos de vocês, então, sempre que eu volto de viagem tento gravar pra colocar aqui no blog. Pessoalmente, também adoro assistir então, assumo, que não é nenhum esforço fazer hehhehehe.

Nesse video mostrei um pouquinho das minhas compras nessa viagem pela Islândia, Inglaterra, Escócia e Irlanda. Como de costume, não foi uma viagem de super compras, mas rolaram umas coisas bem legais. Teve produtinhos de beleza, coisas de bebê, bolsa (uepaaa!) e umas coisinhas para mim também porque eu não sou de ferro.


E ai gente, gostaram do video? Das compras? Vocês curtem mesmo esse tipo de video? Sim ou não? Se sim, curtam no joinha do vídeo para eu poder gravar mais, afinal, o próximo será com o enxoval da Victoria. Quem ai vai ter paciência para assistir?!

Ah! Não se esqueçam de se inscrever no canal e ativar as notificações para vocês saberem primeiro dos videos que vão ao ar. Quem tá inscrito assiste sempre primeiro! =)

Assim que saí de Londres, pegamos o carro e caímos na estrada. Nossa primeira parada foi na cidadezinha de Winchester, no interior do país. Sabíamos que era uma cidade pequena, porém cheia de histórias para contar, então, não pensamos duas vezes na hora de incluí-la no nosso roteiro.

A cidade

Winchester é uma cidade no sul da Inglaterra, capital do condado de Hampshire, com uma população de aproximadamente 35 mil habitantes. Winchester, no passado, foi capital da Inglaterra. Se desenvolveu a partir da cidade romana de Venta Belgarum. O maior ponto de referência da cidade é a Catedral de Winchester, uma das maiores catedrais da Europa, com distinção de ter a extensão mais longa e geral de todas as catedrais góticas da Europa. A cidade é também lar da Universidade de Winchester e a famosa escola pública, Winchester College.

O interesse arquitetônico e histórico da cidade, e suas ligações rápidas com outras cidades, levaram Winchester a se tornar uma das áreas mais caras e desejadas do país. Fonte: Wikipedia.

Como chegar

Chegar em Winchester é bem fácil. De carro, saindo de Londres, você chega em 1h30 sem trânsito, numa estrada ótima. Como contei no post sobre como é dirigir no Reino Unido, alugamos o carro na RentCars,

Se você quiser ir de trem, é bem tranquilo também. Na estação de Waterloo, em Londres, saem trens várias vezes por dia para lá. O trajeto leva aproximadamente uma hora e te deixa bem pertinho do bafafá da cidade. De lá é só caminhar e conhecer tudo.

Onde ficar

Nós passamos apenas uma noite, então, fizemos questão de ficar em um hotel super bem localizado na cidade para poder ir e vir com facilidade e conhecer o máximo possível a pé.

Nos hospedamos no Mercure Winchester Wessex Hotel. A localização é perfeita. Ele fica coladinho na Catedral e bem perto de tudo. Uma outra vantagem que vimos nesse hotel era o fato dele ter estacionamento, um ponto positivo pra quem vai de carro. O quarto que ficamos era bem pequeno, mas não chegou a ser um problema pra gente. Vocês podem optar por um quarto superior com vista para a catedral, deve ser bem lindo. O café da manhã, incluído na diária, é muito gostoso e farto. Sem falar na vista da hora do café… linda!

Quando estava escolhendo onde ficar, recebi outras boas indicações de hotéis por lá. Algumas opções mais luxuosas e confortáveis, com preços variados, mas todas com excelente localização. Dos que eu vi por lá, os que eu mais gostei foram: Hotel Du Vin e Winchester Hotel & Spa.

Além desses, recebi ótimas indicações também do Winchester Royal Hotel e do Nº 5 Street. Vale você dar uma pesquisada e ver qual atende melhor seu gosto, bolso e estilo.

O que fazer/Quanto tempo ficar

Passei meio dia em Winchester e conheci conhecer bem a cidade, mas recomendo que você passe um dia inteiro para ver tudo com mais calma e para conseguir aproveitar bem.

Sem dúvidas, só consegui conhecer bem a cidade pois com a ajuda do Winchester City Council, eu agendei um guia para nos levar para passear nessa tarde que tivemos por lá. Aliás, fica ai uma dica super bacana para quem quiser conhecer melhor a cidade. Amamos o guia e foi super legal ver os lugares e saber mais da história com ele.

Steve Heath
steve.heath@entadic.co.uk
078 3322 8425

Como tínhamos pouco tempo, o Steve fez um apanhadão da cidade alta e da cidade baixa com a gente em 3h30, que era mais ou menos o tempo que tínhamos disponível antes de escurecer. Foi super legal e valeu cada minuto. Recomendo muito.

  • Catedral de Winchester: É uma das maiores catedrais da Inglaterra. Ela começou a ser construída no século XI, quando Winchester era a capital de Inglaterra, e só terminaram no século XVI. A sua base foi um mosteiro fundado por monges beneditinos em 642. Ela tem um lugar de destaque na história de Inglaterra, pois foi o local de eventos importantes como, por exemplo, a coroação de Eduardo o Confessor ou o casamento de Maria I de Inglaterra com Filipe II de Espanha. É na catedral de Winchester que você encontra o túmulo de Jane Austin. A catedral funciona todos os dias das 9h30 às 17h e você precisa pagar uma entrada no valor de £7.95. Aos domingos, ela funciona de 12h30 às 15h. Para saber mais e planejar sua visita veja o site da catedral aqui.

  • Jane Austin House: A casinha amarela na College Street é famosa por ser o local onde Jane Austin passou os últimos dias de vida. Ela não está aberta para visitação, mas vale dar uma passadinha por ali para conhecer o local.

  • Wolvesey Castle: Como era inverno, não pudemos entrar no Castelo de Wolvesey. Ele funciona apenas no verão pois é quando a cidade recebe mais visitantes. Não espere chegar lá e dar de cara com um castelo, hoje, só existem as ruínas do que um dia foi o castelo. Ele foi erguido no início do século 12, mas durante a guerra civil de 1646 foi destruído. Entrada gratuita.
  • High Street: É uma das principais ruas da cidade. Liga a parte alta, a parte baixa. Lá você encontra comércio, lojinhas, restaurantes, mercados… Achei uma delicia passear por ali, entrar e sair das lojas e tomar um cafézinho vendo as pessoas passarem.

  • Westgate: Fomos subindo a High Steet até chegar ao Westgate, um dos cinco portões originais da cidade, que ainda existe, e hoje é um museu. A dica aqui é: suba até o rooftop para ter uma vista privilegiada da cidade, e tirar uma boa foto da High Street.
  • Kingsgate: Esse portão é um bônus, que vale ser visitado. Ele fica próximo a Catedral, portanto, inclua ele no seu passeio quando estiver por lá. Junto com o Westgate, eles são os únicos que sobraram na cidade. Ele tem um diferencial que é a igreja de São Swithun-upon-Kingsgate, que fica no alto do portão. Se tiver a oportunidade, visite a mini-igreja gratuitamente para ver como ela é diferente.

  • Great Hall: Era, na minha opinião, o ponto alto da cidade. Eu estava animadíssima para conhecer por um único motivo: é lá que fica a famosa Távola Redonda do Rei Arthur. Não se sabe se de fato a história é verdade, nem tampouco se a mesa é original, porém, a gente é turista e torce para que seja né? Afinal, quão legal é dizer que você ficou cara a cara com a famosa Távola Redonda do Rei Arthur? Mas antes disso, vale explicar que o Great Hall, nada mais é do que o que sobrou do Castelo de Winchester. A visita vale também para você admirar a arquitetura do local, que é linda. Uma dica legal é: atrás do pequeno jardim do Great Hall tem uma escadinha que leva a alguns prédios, que hoje são residenciais. Vá até ali tirar umas fotos e ver como era o castelo antigamente. A ideia, era fazê-lo bem parecido com o Castelo de Versalhes na França.

Onde comer

Acreditem, acho que foi em Winchester que comi as melhores refeições da minha viagem pela Inglaterra, então, faço questão de recomendar dois lugares que eu comi e amei, e alguns outros que me indicaram e que pareciam ser ótimos também.

The Wykeham Arms: É um pub super tradicional da cidade. Inaugurado no século 16, e mantido da forma original desde então. Ele possui vários ambientes e uma comida deliciosa. No almoço eles oferecem um menu diferenciado, com preço mais acessível. Vale muito a pena. Se for final de semana ou alguma data comemorativa na cidade, faça reserva. Mesmo para almoço.

The Chesil Rectory: Outro lugar muito legal, que vale a visita. Fomos jantar lá e a comida estava divina. O ambiente também é muito legal. Faça reserva para garantir a sua mesa.

Outro lugar que todo mundo nos recomendou mas infelizmente não conseguimos ir foi o The Black Rat. É um pub/restaurante com comida delicia e estrelas Michelin. Chegamos a ir na porta, mas como era uma segunda feira, as 21h30 já estava fechado. Apesar de não ter ido, cheguei a entrar e adiando que achei o ambiente do Chesil Rectory melhor. Portanto, minha dica é: coma no Chesil e tome uns drinks no Black Rat.

Adorei a visita a Winchester e acho que você pode sim incluir a cidade no seu roteiro. Ela é cheia de história, de lugares lindos, de bons restaurantes e, na época de Natal, ainda acontece por lá uma das feirinhas natalinas mais famosas da Inglaterra. Nada mal, né?!

Se você quiser saber mais sobre a cidade, sua atrações, restaurantes… não deixe de visitar o site Visit Winchester. Lá você encontra várias outras informações que pode precisar para fazer uma visita super completa na cidade! Ah! Se já quiser ir curtindo o clima da cidade, pode seguir eles no instagram @kingalfwinchester!

 

Special thanks to Steve and Winchester City Council for all their support and for helping us organize the perfect time in Winchester.

Vocês que acompanharam essa minha última viagem de férias perceberam que fizemos a Inglaterra e a Escócia de carro. Muita gente nos questionou por conta dessa decisão, mas sem dúvidas acho que foi super acertada e vou explicar o porque.

Saímos da Islândia para Londres e lá não precisamos de carro para turistar. Então, reservamos o carro no dia de ir embora, fazendo a retirada no aeroporto Heathrow. Ficamos 10 dias com o carro e percorremos o interior da Inglaterra e a Escócia. E vou contar os detalhes aqui pra vocês…

Roteiro

Essa foi uma das primeiras coisas que a gente definiu antes de começar a pensar em alugar ou não o carro. Saber aonde você vai, conhecer as estradas, saber a respeito das condições climáticas e etc é bem importante na hora de tomar a decisão final do carro.

Resolvemos fazer Inglaterra e Escócia, no inverno, ou seja, com muita possibilidade de neve, e passando pelas Highlands, que são “os alpes” escoceses e indo a Skye, a “ilha” vizinha a Inverness. Tínhamos que ter um carro que desse conta do recado. Nosso roteiro ficou assim:

Dia 1: Londres – Winchester
Dia 2: Winchester – Stonehenge – Bath
Dia 3: Bath
Dia 4: Bath – York
Dia 5: York
Dia 6: York – Edimburgo
Dia 7: Edimburgo
Dia 8: Edimburgo – Inverness
Dia 9: Inverness
Dia 10: Inverness – Skye – Glasgow

Roteiro traçado, foi fácil definir o modelo do carro, os horários de retirada e devolução e qualquer outra coisa que a gente pudesse querer garantir na reserva.

Onde alugar?

Bom, costumo alugar em locadora conhecidas para evitar transtornos. Dessa vez não foi diferente. Aluguei pela RentCars, que eu sempre recomendo aqui, é a minha escolha 100% das vezes e eu super confio.

Aluguei o carro com uns 15 dias de antecedência para garantir um bom preço e conseguir o carro que eu queria. Explico: como por lá se dirige na mão inglesa, queríamos um carro que fosse automático para que a nossa experiência dirigindo na “contra mão” fosse mais confortável. Um carro grande era importante também, afinal, estávamos com malas grandes e queríamos garantir que tudo ia caber no carro.

Seguro

O nosso cartão de crédito nos dá seguro de carro, caso a gente queira. Em uma situação normal, talvez utilizássemos só esse, mas dirigindo no Reino Unido achamos melhor contratar um seguro da locadora para garantir que se alguma coisa acontecesse não teríamos problema.

Contratamos um seguro na hora da retirada do carro e tudo ótimo. Custou £13/dia, que não é a coisa mais barata do mundo, mas nos dava o conforto de saber que tanto o nosso carro, quanto com o carro de terceiros estavam segurados em caso de algum tipo de acidente. Seja grande ou pequeno.

GPS ou Google Maps?

Contratamos também o GPS para garantir que os caminhos seriam acertados. Fizemos isso quando reservamos o carro pelo site. Isso é uma dica importante. Muitas locadoras não tem o mesmo número de GPS que elas tem de carro, por isso muita gente acaba ficando sem. Então, é sempre bom você já garantir o seu, caso queira, no ato da reserva.

Nós estávamos com chip de internet e tínhamos acesso ao Google Maps, mas nos guiamos 95% do tempo com o GPS do carro e foi super tranquilo.

Dirigir na mão inglesa

Bom, não fui eu quem dirigiu, foi o Alexandre e acho que ele tirou de letra. Claro que no início é estranho, você fica meio tenso, ainda se preocupa com as medidas do carro, fica mais atento as laterais… mas no geral, acho que foi bem tranquilo.

O Alexandre já tinha dirigido antes na mão inglesa, mas não acho que isso tenha feito muita diferença. Realmente o que ajuda é você ir com calma até pegar o jeito. Atenção especial nas rotatórias e na pista de quem vai mais rápido e devagar.

Estacionamento

Em quase todas as cidades que paramos tínhamos estacionamento incluído no hotel ou algum esquema de estacionamento público perto. Essa foi uma outra preocupação na hora de fazer as reservas.

Estacionar o carro por lá é bem carinho, portanto, tente conseguir hotéis com estacionamento gratuito ou com algum lugar próximo em que você tenha noção do preço que vai pagar para parar o seu carro. Lembre-se que estacionamento de rua lá é pago e muita vezes você não pode passar de 2h parado no mesmo lugar, ou seja, tem que procurar um estacionamento mesmo para o carro passar o dia e a noite parado.

As estradas

Em geral as estradas são ótimas e super bem sinalizadas, principalmente na Inglaterra. Nesse roteiro que a gente fez, pegamos muitas estradas grandes e movimentadas. Bem tranquilo.

Na Escócia as principais estradas também são muito boas, porém, as menores com as estradas próximas aos lagos, por exemplo, são pequenininhas e apertadinhas. Nada que seja problemático, mas dá um nervosinho dirigir na “contramão” em uma mini estrada de mão dupla. A dica aqui é reduzir a velocidade (ou até parar o carro) e ir para

E se bater…

Pois é, aconteceu com a gente. Na verdade, não batemos. Bateram na gente. Estávamos estacionados em uma lojinha na Escócia quando uma pessoa deu ré e amassou um pouquinho a traseira do nosso carro.

Tínhamos os papéis da reserva em mãos e lá tinha um telefone para contactar em caso de batida. A pessoa que bateu também estava com o carro alugado e também tinha seguro completo que cobria terceiros, ou seja, na teoria, estava tudo certo.

O nosso carro e o carro que bateu na gente um pouco depois do “acidente”

Ligamos para o número que a locadora indicou em caso de acidentes e passamos todas as informações e dados da pessoa que bateu para eles. Com aquele seguro que fizemos na hora de retirar o carro, o máximo que nos aconteceria era ter que pagar £100 para o caso de algum acidente. Entenda ai qualquer tipo de acidente. Seja pequeno, médio ou grande. Seja um arranhão ou perda total.

Até o momento não cobraram nada em nosso cartão, então, estamos acreditando que o seguro do cara que bateu na gente cobriu tudo. Por isso é tão importante ter seguro. Pelo que vimos na hora de devolver o carro, um amassadinho daqueles que fizeram no nosso carro, podia custar até £1500. Socorro! Santo seguro.

Mas afinal, vale a pena?

Pessoalmente achei que foi a melhor decisão que tomamos. Além de você ficar livre para ir e vir quando quiser, você pode ir parando na estrada, descobrindo cidadezinhas, tirando fotos, conhecendo novos pontos e até mudando de ideia.

Foi ótimo poder fazer tudo no nosso tempo, com calma ou com pressa, nos nossos horários, parando onde queríamos… Dirigir na mão inglesa foi um desafio no início, mas com o tempo acostuma. Se você não tem problemas com direção fora do seu ambiente de costume, não pense duas vezes e alugue um carro. Certamente vale muito a pena!

Dicas e atenção:

  • Se o seu roteiro, assim como o meu, começar em Londres ou em alguma outra grande cidade, uma boa dica é retirar o carro no aeroporto de Heathrow. Como ele fica “fora da cidade” você não pega o trânsito urbano logo no seu primeiro momento dirigindo na mão inglesa.
  • Carros automáticos ajudam muito. Passar a marcha com a mão esquerda não deve ser fácil.
  • Fique atento aos radares e controles de velocidade das estradas se não quiser ser multado. O GPS apita toda vez que você está acima do limite permitido e mostra constantemente a velocidade permitida naquele trecho da estrada.
  • Contrate o seguro completo. Custe o que custar. Não pense duas vezes.
  • Fique atento ao estacionar na rua. Na Europa o estacionamento na rua raramente é gratuito, portanto, procure sempre a máquina em que você pode pagar por ter parado o seu carro ali e não esqueça de deixar o ticket/comprovante em um local bem visível no carro.

Ice, ice baby! Não conseguia dar um passo na Islândia sem pensar nessa música… tudo isso, porque há alguns anos atrás, a Dri (do blog DriEverywhere) postou um vídeo sobre a sua viagem para a Islândia com essa música e desde então a música ficou completamente conectada ao destino na minha cabeça.

Estava programando uma viagem bem diferente do que Islândia e Europa até que descobri que estava grávida e mudei completamente todo meu roteiro. Tinha uma viagem para a Ásia engatilhada, e resolvi ir para a Europa. Quando falei para as pessoas que um dos meus destinos era a Islândia, muita gente torceu o nariz ou pelo que pensavam do destino em si, ou ainda, porque achavam que era um país ruim para se visitar estando grávida. Dois grandes e completos erros. A Islândia é incrível.

A Islândia

É um país nórdico europeu situado no oceano Atlântico Norte. O seu território abrange a ilha homônima e algumas pequenas ilhas no oceano Atlântico, localizadas entre a Europa continental e a Groenlândia. O país conta com uma população de quase 320 mil habitantes em uma área de cerca de 103 mil quilômetros quadrados. A sua capital e maior cidade é Reykjavik, cuja área metropolitana abriga cerca de dois terços da população nacional. Devido à sua localização na dorsal mesoatlântica, a Islândia tem uma grande atividade vulcânica e um importante gradiente geotérmico, o que afeta muito a sua paisagem. O interior é constituído principalmente por um planalto caracterizado por campos de areia, montanhas e glaciares. 

Segundo Landnámabók, o povoamento da Islândia começou em 874, quando o chefe norueguês Ingólfur Arnarson se tornou o primeiro morador norueguês permanente da ilha. Outros exploradores, como Naddoddr já a tinham visitado antes, mas ficaram lá apenas durante o inverno. Nos séculos seguintes, os povos de origem nórdica e céltica instalaram-se no território da Islândia. Até ao século XX, a população islandesa era fortemente dependente da pesca e da agricultura e o território do país era, entre 1262 e 1918, parte das monarquias norueguesa e, mais tarde, dinamarquesa. No século XX, a economia e o sistema de proteção social da Islândia desenvolveram-se rapidamente e, nas últimas décadas, o país tem implementado o livre comércio no Espaço Econômico Europeu, acabando com a dependência da pesca e partindo para novos domínios econômicos no setor de serviços, finanças e de vários tipos de indústrias.

A Islândia possui uma sociedade desenvolvida e tecnologicamente avançada cuja cultura é baseada no patrimônio cultural das nações nórdicas. A herança cultural do país inclui a cozinha tradicional islandesa, a poesia e as sagas islandesas medievais. Nos últimos anos, a Islândia tornou-se uma das nações mais ricas e desenvolvidas do mundo, tendo sido classificada pela Organização das Nações Unidas como o terceiro país mais desenvolvido do mundo. Em 2008, entretanto, o sistema bancário do país falhou, causando contração econômica significativa, o que fez com que o país perdesse várias posições na lista dos países com maior PIB per capita, além de dar início a uma agitação política que levou à antecipação das eleições parlamentares. Fonte: Wikipedia.

Visto

Boas notícias: Brasileiros não precisam de visto para entrar na Islândia. A única exigência é que o passaporte esteja com no mínimo 6 meses de validade (a partir da data que você deixar o país!) e que você tenha um seguro de viagem no valor mínimo de 30 mil dólares, padrão de quem vai a Europa (mas isso eu explico melhor aqui embaixo no item dos seguros).

Se você tem dupla cidadania, vale verificar se seu outro país precisa ou não de visto. Eu tenho cidadania italiana, por exemplo, e 100% das vezes que vou pra Europa uso meu passaporte italiano pra entrar. Na Islândia não foi diferente.

Clima/Quando ir

Acho que isso depende muito dos seus objetivos. Se você quer dias mais longos e não faz questão de tentar ver a Aurora Boreal, o verão pode ser uma boa época. Se quiser ver paisagens mais branquinhas e talvez a Aurora Boreal, o inverno é a sua época perfeita.

Por isso, acho que a melhor recomendação é: vá em qualquer época do ano! Apesar do nome Iceland (Terra do Gelo), lá não é tão frio assim. A corrente de marítima do Golfo faz com o que o clima no verão seja considerado um pouco mais agradável e o inverno, apesar das temperaturas negativas, seja bem mais ameno do que em outras regiões com a mesma latitude. O lado negativo é que essa mesma corrente marítima que faz com que as temperaturas sejam mais agradáveis, também traz uma instabilidade climática que já gerou até um ditado popular na ilha “Se você não gosta do tempo na Islândia, espere cinco minutos”.

Resultado de imagem para temperatura na islândia

Como chegar

Chegar na Islândia é mais fácil do que parece. Grande companhias aéreas voam para lá, além do país contar com algumas companhias próprias que voam de toda a Europa e América do Norte.

Meu vôo saiu de Londres (Heathrow) para o Aeroporto de Keflavik (que fica a 45min de distância da capital Reykjavik) pela Icelandair. Outra opção para quem está querendo ir para a Islândia é a WoWAir. Essa low cost começou a atuar há pouco mais de 5 anos no trecho e hoje é uma das opções mais baratas para realizar o percusso.

Outras grandes companhias aéreas como KLM, Delta, Escandinavian Airlines, Norwegian Air e etc voam para Keflavik. Se você pretende incluir as Ilhas Faroé no seu roteiro, vale dar uma olhada então nos vôos da Atlantic Airways também.

Quanto tempo ficar

Isso é muuuito relativo. Depende de tudo que você quer fazer, da sua disponibilidade, da grana que você tem para investir nessa viagem, do que pretende conhecer…

Eu passei 4 dias inteiro por lá e só consegui conhecer uma parte do Sul da ilha. Por isso, recomendo que você passe pelo menos uma semana para conhecer a ilha inteira com calma e conseguir ir aos principais pontos e curtir tudo que esse país tem a oferecer.

A iluminação do vôo da Icelandair imitando a Aurora Boreal. Amei!

Seguro viagem

Assim como a maioria dos países da Europa, a Islândia exige que o turista tenha um seguro saúde na hora de ingressar no país. Como já falamos diversas vezes por aqui acho extremamente importante estar assegurado quando viajamos. Num lugar mais distante como a Islândia acho ainda mais importante.

Eu sempre recomendo que vocês façam um orçamento com o comparador de preços e coberturas da Real. É o seguro que eu uso há anos e super recomendo. Eles são parceiros do blog, eu sempre utilizei os serviços e nunca tive problemas. Se vocês fecharem algum seguro através desse link ou dos banners disponíveis no blog eu ganho uma pequena comissão e o preço não muda em nada para vocês.

Moeda/Cartões de Crédito/Câmbio

A moeda local é o krona ou coroa islandesa (abreviados como ISK ou KR). Existem moedas de 1, 10, 50 e 100 kronur; as notas são de 500, 1000, 2000 e 5000 kronur.

Trocar suas dinheiro por lá é bem tranquilo. Leve euros ou dólares e fique tranquilo com a garantia de que vai conseguir trocar numa boa. Eu fiz todo o câmbio da minha viagem no aeroporto e achei que valeu a pena. Comparei com outras duas casas de cambio no centro de Reykjavik e a cotação era a mesma.

A minha grande dica aqui é: troque logo todo o dinheiro que você puder/quiser usar na viagem e não espere ficar trocando toda hora. Muitas cidades não tem casa de câmbio e nem sempre vai ser fácil trocar seu dinheiro. Por isso, garanta suas coroas islandesas quando puder.

Cartões de crédito são super bem aceitos nos hotéis, grandes lojas (principalmente em Reykjavik) e postos de gasolina. Mas sou do tipo old school e sempre prefiro pagar com dinheiro (ou ter o dinheiro) e garantir que tudo vai dar certo. Nas agências que vendem os tours e passeios, eles costumam aceitar cartões, mas na dúvida, tenha o dinheiro para garantir. E em pequenas paradas da estrada pode ser complicado contar com o cartão de crédito.

Como ir do aeroporto para Reykjavik

Se você estiver de carro alugado é moleza. Quase todas as empresas de aluguel de carro são no aeroporto ou no entorno do aeroporto.

Se você estivem sem carro, pode pegar um taxi (e prepare-se vai te custar bem caro!) ou pegar um ônibus que te leve até a cidade. As opções mais recomendadas são a Airport Express e a Airport Direct. O ideal é agendar com antecedência para garantir sua vaga e se quiser já comprar a passagem de volta para conseguir um descontinho.

Internet/Wi-Fi

País de primeiro mundo é uma maravilha né… em qualquer birosca que você parar você vai ter wifi. É impressionante. Tem nas ruas da capital, nos bares, restaurantes e até em alguns postos de gasolina. Ou seja, abstinência de internet você não vai ter.

Como sou viciada e queria postar muito para vocês durante a viagem, comprei na lojinha de conveniência chamada 10/11, do aeroporto, um chip 4G da Símmin (a melhor cia de telefonia de lá) que me dava direito a 100 minutos de telefonia (local), 100 SMS e 1GB de Internet. Assumo que achei que esse 1GB não ia durar nada, mas rendeu os 4 dias de viagem para postar no insta, fazer uma outra pesquisa no Google, usar o Google Maps de vez em quando, fazer snapchat e até compartilhar com o Alexandre quando era necessário. O chip custo algo em torno de 20 euros.

A Europcar oferecia um esquema de internet, para compartilhar, que ficava no carro e custava 10 euros por dia. Eu fiquei tentada a pegar, mas como já tínhamos o GPS, sabíamos que tinha wifi em todo canto e eu estava com o chip, abrimos mão e valeu a pena. Economizamos um dinheiro e conseguimos ficar conectados numa boa.

Segurança

Eu quase nem coloquei esse item aqui, pois acho que pouquíssima gente tem uma preocupação real com a segurança na Islândia. E é fácil entender porque… o local realmente é hiper, ultra, super seguro e não há motivos para temer.

Portanto, não se preocupe com isso. Não há violência, a polícia não anda armada e o país não possui um exército. Só para vocês entenderem o que eu estou dizendo. Podem ir de olhos fechados.

Como se locomover por lá

Na minha humilde opinião a melhor opção é estar de carro na Islândia. Essa talvez não seja a opção mais barata, mas sem dúvidas é a opção mais confortável. Nós alugamos um carro que nos acompanhou nos 4 dias que passamos por lá e foi ótimo.

Conheço algumas pessoas que alugam trailler ou minivan (que podem ser transformadas em pequenos quartos). Essa é uma outra opção que parece ser bem legal também. Se você não se importa de dormir no trailler, limpar o banheiro e ter as funções da casa sobrodas, essa pode ser uma ótima pedida para você.

A última opção é ficar na mão das agências e fazer os tours que elas oferecem para os pontos que você quiser visitar. Pessoalmente, acho que essa é a pior das opções, mas sei que muita gente não gosta de dirigir em viagem ou se sente mais seguro fazendo dessa forma, então, essa pode ser a sua escolha. Sei que para quem viaja sozinho, essa opção pode ser mais barata do que alugar um carro. Então pesquise bem os preços para tomar sua decisão.

Viajando de carro

  • Abastacendo o carro

Nós optamos por abastecer o carro sempre que o tanque baixava um pouco e achávamos um posto. Era uma forma segura de viajar e rodar pelo país garantindo que não íamos ficar sem gasolina. Alugamos o carro na Europcar e ganhamos um desconto nos posto N1, então, davamos preferencia a esse posto, mas não se preocupe, nas cidades você vai encontrar postos com facilidade para abastecer.

A dica aqui é: não deixe para colocar gasolina quando o tanque estiver quase vazio pois as vezes você anda, anda, anda e não encontra nenhum posto.

Outra coisa que vale vocês saberem (e que foi até assunto no snapchat durante a viagem!), quando você paga a gasolina com cartão de crédito e você vai completar o tanque ao invés de colocar um valor específico, a máquina cobra um valor mais alto para garantir que você tenha dinheiro para pagar a sua compra. Não se preocupe com isso, no final, só bate no cartão de crédito o valor real de combustível que você colocou, e não o valor total.

  • Dirigindo no Inverno

Essa era uma das minha maiores preocupações durante a viagem. Fiquei com medo de pegar estradas super nevadas, pistas escorregadia e passar perrengue. Demos sorte de não pegar neve nenhum dia lá, mas sem dúvidas as locadoras estão preparadas para isso. O nosso carro tinha pneus de neve e o funcionário da locadora explicou que se estivesse nevando muito, eles nos ensinariam a colocar corrente nos pneus para garantir a nossa segurança. Não foi preciso (Graças!).

Outra coisa que é fundamental na hora de dirigir na Islândia, principalmente no inverno, é checar SEMPRE as condições das estradas. Pra ver se elas estão fechadas, se estão com muita neve, escorregadias… O site oficial pra você ver isso é esse aqui. Consulte sempre. Mesmo.

  • Qual carro escolher?

A decisão aqui baseia-se em duas questões fundamentais: quanto você quer gastar e o que pretende fazer na Islândia. Sabendo disso a sua decisão será bem mais fácil.

Os carros mais baratos e pequenininhos são bons para quem está indo no verão, não pretende desbravar a ilha loucamente e pouco vai sair das estradas principais. Como eu disse, as estradas são boas e certamente o seu carro compacto baratex dará conta do recado.

Os carros que são maiores e 4×4, são a melhor opção para quem viaja no inverno e tem risco de enfrentar estradas com neve e escorregadias. Foi a nossa escolha. Por sorte, não pegamos nenhuma neve, mas tampouco fomos super radicais e enfiamos o carro nas pequenas estradas da ilha. Se você vai para o norte, por exemplo, ou vai pegar estradas menores, vale a pena pagar mais caro pelo aluguel.

Roteiro

Resolvi começar falando sobre o meu roteiro e o que eu fiz para você entenderem porque eu mudei de hotel tantas vezes durante essa viagem e para vocês fazerem parecido pois mudaria algumas pequenas coisas no meu roteiro para poder aproveitar mais da ilha.

Chegada: Às 00h30 no Aeroporto de Keflavik (Airport Hotel Aurora Star)
Dia 1: Aeroporto Keflavkik – Vik (Icelandair Hotel Vik)
Dia 2: Vik – Reykjavik (Skuggi Hotel)
Dia 3: Golden Circle (Skuggi Hotel)
Dia 4: Reykjavik + Blue Lagoon + Aurora Boreal (Airport Hotel Aurora Star)

Achei que o meu roteiro ficou super bem montado, só faria uma única coisa de diferente se mantivesse esse roteiro de 4 dias: colocaria mais uma noite em Vik para poder ir de lá para a Geleira Jökulsárlón. Dessa forma, ficaríamos menos cansados e dirigiríamos menos. Como as distâncias eram muito grandes, acabamos pulando a geleira, que é uma das principais atrações do sul da ilha.

Então vamos lá: vou colocar aqui algumas das atrações que eu visitei, e os mapas que usei para me guiar dia a dia nessa viagem. Acho que vai ajudar vocês também.

A ideia aqui era sair do aeroporto e ir até Vik parando em vários pontos de interesse. E foi isso que fizemos. Nesse dia, como achamos que seria corrido, levamos uns sanduíches, batatinhas e bebida para lanchar/almoçar no carro e foi a melhor decisão que tomamos. Apesar de não ser uma coisa super saudável e gostosa, queríamos aproveitar que não estava chovendo e ficar o máximo de tempo possível conhecendo as coisas. Então, pra gente valeu super a pena. Ah! Só pra lembrar, que no inverno os dias são mais curtos, então, amanhece mais tarde (começava a clarear quase 9h) e escurece mais cedo, por volta de 17h.

 

Seljalandfoss: Foi a nossa primeira parada. A cachoeira, que é super alta,  pode ser vista da estrada e ao lado dela você encontra outras duas cachoeiras menores. É nessa cachoeira que você consegue andar por trás dela e se molhar muito. Eu pulei essa parte, mas tinha muita gente por lá conhecendo a parte de trás da queda d´água.

Rutshellir Caves: São umas cavernas/casas construídas antigamente que serviam como abrigo para pessoas, animais e para produtos de agricultura. Elas são comuns no Sul da Ilha. Vale um pit stop super rápido para tirar uma foto.

Eyjafjallajökull: É aquele vulcão que em 2010 entrou em erupção e gerou um super caos aéreo em toda a Europa, lembram? Então, ele é realmente gigastesco. Da estrada, você encontra um ponto onde pode parar para fotografar uma parte dele, e conhecer um pouco de sua história no Centro de Informações do Vulcão. Nós paramos, fotografamos e seguimos viagem.Solheimasandur ou Dakota Plane: É o local onde você pode ver o avião que está abandonado na praia. A história aqui é que um avião da marinha dos Estados Unidos avião chamado Dakota, precisou fazer um pouso forçado em 1973 nesse local. Os sete passageiros sobreviveram e o avião ficou lá abandonado para deleite dos fotógrafos e turistas de plantão. Eu não fui até o avião pois era necessário andar 3km (mais ou menos) para chegar até ele e mais 3km para voltar até o local onde você estaciona o carro. Íamos perder muito tempo e eu grávida, ia ficar cansada demais.

Skógarfoss: Outra cachoeira linda de morrer que você encontra no caminho. Também é possível ver da estrada. Foi lá que gravaram várias cenas Beowulf & Grendel, sabem?! Ela tem uma escadaria grande que leva até o topo de onde você pode ver a cachoeira de cima. Assumo, que não curti muito a vista de lá, achei a paisagem de baixo bem mais bonita. Mas se você tiver tempo, disposição e quiser umas fotos do alto, a escada te espera.

Dyrhólaey: É uma entradinha na estrada que tem uma vista panorâmica que dizem ser super bonita e claro, a formação rochosa que leva esse nome. Quando chegamos lá o tempo estava beeeem nublado e chuviscando. Acabamos não parando, mas fica a dica para quem passar por ai em um lindo dia de sol.

Black Sand Beach: É uma das atrações mais famosas de Vik. A praia de areia preta é super diferente e realmente impressiona. Mas cuidado, muito turistas não se preocupam com o mar da praia e acabam sendo arrastados pela água. Siga as instruções de segurança que estão disponíveis na entrada da praia e aproveite para tirar muitas fotos.

Essa era a programação prevista para o nosso segundo dia de viagem, mas achei que ficaria muito cansativo ir de Vik até Jökulsárlón e no mesmo dia voltar até Reykjavik então acabamos abrindo mão de ir até a geleira. Agora, já tenho uma desculpa para voltar para a Islândia. hahahahah Por isso, recomendo muito que vocês passem mais uma noite em Vik para que não precisem voltar dirigindo até Reykjavik que fica bem longe de lá.

Nesse dia voltamos de Vik a Reykjavik praticamente pelo mesmo caminho que viemos, parando novamente para algumas fotos na estrada e passando por dentro do Parque Nacional de Þingvalavtn, pois íamos a Childrens Falls ou Barnafoss, uma cachoeira super linda que tinham nos indicado. No meio do caminho descobrimos que a estrada que levava até a cachoeira estava fechada por conta da neve que tinha caído durante a noite. Então, seguimos para Reykjavik e aproveitamos para conhecer um pouquinho da cidade.

Esse foi o dia mais turistão da viagem. Fizemos um dos passeios mais tradicionais da Islândia e foi super bacana.

Þingvellir: É o local do primeiro parlamento do mundo. Não espere ver nenhuma ruina ou especie de espaço físico onde de fato existia o parlamento, o local era apenas o ponto de encontro para que houvesse a eleição dos líderes, discussões e resoluções dos problemas.

Nesse lugar você estaciona o seu carro e anda, anda, anda e anda. É ali que você vê também o encontro das placas tectônicas da Eurásia e da América do Norte. Portanto, tire um tempo para conseguir aproveitar bastante, tirar fotos e curtir o local.

Ah! É ai também que fica o ponto de encontro para quem vai fazer o mergulho na cratera para de fato ver, de dentro da água, as placas tectônicas. Vamos falar sobre isso mais pra frente.

Geysir: Seguimos na estrada até chegar aos Geysir. O lugar é bem legal para quem nunca viu um desses. Nós estivemos no Atacama em 2015 e os de lá são beeeem maiores e mais imponentes que os da Islândia, mas ainda assim acho que vale uma paradinha para fotos e para conhecer o lugar. Aproveite para almoçar por ai. Em frente a entrada do Geysir tem uma grande loja/restaurante/mercado que vende todo tipo de comida e é uma boa pedida já que você vai achar pouca coisa desse tipo na estrada.

Gullfoss Falls: a maior cachoeira da Islândia e de toda Europa. Ela é bem grande, bonita e imponente (mas Foz do Iguaçu dá um banho! hahahaha). Gostamos de parar para conhecer e tirar muitas fotos, claro.

Skálholt: É uma mini cidade que fica no caminho de Kerið, o vulcão desativado. Passamos por ela, chegamos a ir lá, mas pessoalmente não achei muito legal não. Não acho que vale a visita nem o pequeno desvio do caminho.

Kerið: Foi um dos pontos altos desse dia. Adoramos conhecer esse vulcão desativado. Apesar de ser uma das únicas atrações pagas que visitamos, valeu super a pena. Você pode andar pela “borda” do vulcão, ver lá de cima como é um vulcão por dentro, e o melhor, depois você pode descer até a cratera e ver tudo lá de dentro. Quando fomos estava chovendo bastante e ainda assim achamos que valeu muito a pena.

Selfoss: É uma cidade “grande” no caminho de volta para Reykjavik. Como já tínhamos almoçado, preferimos voltar para a capital e descansar um pouco antes de nos arrumarmos para jantar.

O dia 4, na verdade, nem precisaria de um mapa, mas é só para ilustrar para vocês mais ou menos o que fizemos nesse dia. Na parte da manhã eu e Alexandre nos separamos. Ele voltou a Þingvellir para fazer o mergulho na cratera e eu fiquei batendo perna em Reykjavik. A tarde nos encontramos e fomos para a Blue Lagoon e depois caçar a Aurora Boreal.

Reykjavik: Esse foi o dia que tive mais tempo para conhecer a capital da Islândia. Fui a catedral Hallgrímskirkja (considerada a maior e mais alta igreja do país), andei muito pelas ruas Laugavegur e Skólavörðustígur, pessei pela Harpa e pela escultura Solfár… ou seja, passeei pela cidade, vi alguns dos seus principais pontos e aproveitei para descansar também.

Snorkel em Silfra: Como contei para vocês, como estou grávida e infelizmente não pude fazer esse mergulho. Mas o Alexandre foi representando o CqA e contou tudo aqui.

“Você pode contratar o passeio e pedir que eles te peguem no hotel ou pode ir de carro, como eu estava dirigindo fui de carro mesmo. Já tínhamos estado lá perto no dia anterior então foi bem tranquilo chegar. Comprei meu mergulho pela internet, dois dias antes da data marcada com a Dive.is e paguei com cartão de crédito pelo site mesmo. As instruções da empresa são para que você vá ou leve com você com a sua roupa de baixo de inverno. Ou seja, roupas térmicas, ciroulas, meias e o que mais você usar por baixo dos casacos. Fui com tudo isso e duas meias. Lá, você veste duas roupas de neoprene para se proteger do frio da água. As únicas partes que ficam “descobertas” são as mãos e os olhos, nariz e boca. Aliás, Prepare-se para sentir muito frio nessas áreas, principalmente nas mãos. Daí pra frente o processo é simples. Eles te levam até o ponto onde você vai entrar na água, explicam um pouco sobre a região e sobre o mergulho e pronto, hora de entrar. É um mergulho bacana, a água é limpíssima e muito azul, mas não espere ver vida aquática, o legal são as formações rochosas, os tons de azul e a água super transparente. Você fica dentro da água uns 30 minutos, mas o programa como um todo leva umas 3h. Portanto, separe uma manhã inteira para fazer isso. Ah! Compre seu mergulho com antecedência pois os grupos são pequenos e esgotam rápido. Se você preferir, existem opções para fazer mergulho de garrafa. Vimos o local onde eles mergulham e é bem próximo de onde passamos fazendo snorkel. Não deve ser muito diferente em termos de paisagem marinha”.

Blue Lagoon: Foi uma das coisas que eu mais adorei fazer na Islândia. São piscinas naturais de águas geotermais, que por conta de seu alto nível de silíca algumas pessoas acreditam ter propriedades medicinais e anti-idade. A grande dica aqui é: compre sua entrada com antecedência pela internet. Cheguei lá sem comprar e por muito pouco que eu não fico de fora. O valor é alto, eu sei, mas acredite, vale a pena.

As piscina naturais tem temperaturas de 38º, em média, e além de curtir algumas boas horas por lá, você pode fazer algum dos muitos tratamentos oferecidos por eles. O spa do local é incrível e os tratamentos podem ser feitos em salas ou dentro das próprias piscinas (é importante agendar com antecedência). Pegamos o pacote Confort que te dá direito a um drink (alcoólico ou não), toalha e duas máscaras faciais distintas (silíca e algas). Gostei tanto da máscara de algas que comprei várias para trazer para casa. Além desse pacote, você tem uma opção mais barata e outras duas mais caras. Clique aqui para acessar o site e escolha a que tem mais a ver com o que você quer, o quanto quer gastar e aproveite.

Aurora Boreal: Ver a aurora era o meu maior desejo dessa viagem. Cheguei a sonhar com isso. Passei 5 noites na Islândia e para o meu azar, 4 delas estavam super encobertas e com a atividade da aurora boreal muito fraca, quase inexistente. Na nossa última noite, vimos a possibilidade de conseguir ver e fomos, literalmente, a caça da Aurora Boreal. Mas antes, deixe-me explicar como tudo funciona.

Pra conseguir ver a aurora boreal você precisa de um conjunto de coisas: céu completamente limpo e sem nuvens + aurora em atividade + local longe de iluminação + estar no período que a aurora aparece + sorte. Sim. Se alguma dessas coisas falta, pode esquecer, você não vai ver a Aurora.

Para os itens 1 e 2, temos um site incrível que ajuda muito. Foi com ele que conseguimos identificar onde era possível ter mais visibilidade e saber também o grau de atividade da Aurora. Foi nele que nos baseamos e graças a ele conseguimos ver e caçar a aurora como eu tinha imagino. É esse aqui. Ficar longe de um local iluminado pode ser fácil, basta se embrenhar nas estradinhas e ir catando um lugar bem escurinho. Estar no período, também. Ela costuma aparece no inverno, de outubro a março, em geral. E sorte. Essa não tem jeito, ou você tem ou não tem! hahahaah

Pronto! Agora é só sair em busca da aurora. Se você estiver sem carro, não se preocupe, em Reykjavik você encontra várias agências que oferecem tour que caçam a aurora. Se vocês não virem a aurora no primeiro dia, as agências oferecem um novo tour no dia seguinte gratuitamente. Faz parte do pacote.

Ah! Fotografar a aurora boreal não é um processo simples, mas com ajuda você consegue. Fiz um post aqui no blog com a ajuda da fotógrafa profissional Camilla Cheade, que deu todas as dicas.

Onde ficar

Como vocês puderam perceber eu me hospedei em 3 hotéis diferentes durante a viagem e tenho algumas recomendações para vocês.

  • Reykjavik

Fiquei hospedada no Skuggi Hotel e gostei muito. A localização era ótima, super pertinho de tudo e o hotel muito confortável. Moderninho, bom café da manhã e quarto amplo. Pelo que eu tinha visto por ali, achei o preço razoável. Não era o mais barato, mas certamente um dos que tinha o melhor custo x benefício.

Outro ponto muito positivo era a vaga para o carro. Como o hotel tinha estacionamento, ficava super simples parar o carro. Não teve perrengue para achar vaga ou ainda gastar uma grana em um estacionamento público.

Uma outra opção muito bacana, que eu vi por lá e cogitei ficar foi o Alda Hotel. Ele fica na rua principal e é bem bacana. É um hotel mais luxuoso e carinho, mas ainda assim acho que vale a pena. Afinal, nada como você chegar em um bom hotel depois de um dia intenso de turismo e frio, não é mesmo!?

  • Vik

Vik é uma micro cidade então você não vai encontrar vários hotéis super bons por lá. Pelo que eu vi você tem um bom hotel, que é o Icelandair Hotel e hotéis bem mais simples. Como essa seria nossa primeira noite direita depois de muitas horas de avião, pouco tempo de sono e um dia de turismo, achei que valia pagar o preço alto do Icelandair.

Quem quiser um hotel com um preço menor, pode olhar o Katla Hotel ou o Edda Hotel. Não se preocupem muito com a localização. Vik não tem nada para fazer a noite e a sua programação vai ser no máximo comer alguma coisa e dormir cedo.

  • Keflavik Airport

Tanto no dia que chegamos, quanto na véspera do nosso vôo (que era super cedo), optamos por ficar hospedados pertinho do aeroporto por ser conveniente. Reykjavik, fica a 45min de distância e ficar hospedado lá significaria acordar ainda mais cedo e pagar uma diária extra do carro. Escolhemos o Airport Hotel Aurora Star, que fica na frente do aeroporto a poucos passos da porta. É o único hotel que você vai andando do aeroporto. Os outros precisam de um transporte (normalmente oferecido pelo próprio hotel).

Foi uma ótima escolha. Não é um hotel super barato, mas valeu muito a conveniência de não precisar pegar estrada para ir ao hotel no dia que chegamos, nem tampouco acordar super cedo no dia de ir embora.

Se você quiser gastar menos e ainda assim ficar perto do aeroporto pode dar uma olhada no Hotel Jazz e no Park Inn by Radisson. Talvez eles te atendam.

Onde comer

  • Reykjavik

Recebi mil e uma indicações de restaurantes na cidade, mas infelizmente não consegui experimentar todos. Jantei em uma das noites no Le Bistrô, um francês super gostoso que entre muitas coisas tem raclete e fondue (hmmm, mas reserve com antecedência se quiser comer isso).

No Valentines Day, comemos no Barber, o restaurante o Hotel Alda e foi incrível. A comida estava deliciosa, o ambiente é super agradável e o preço honesto. Valeu muito a pena.

Uma amiga que morou por lá alguns bons anos me deu algumas sugestões de restaurantes que achei que valia a pena passar para vocês, anotem ai: Matur og Drykkur (comida islandesa) e Aalto Bistrô.

  • Vik

Jantamos no restaurante do nosso hotel mesmo, o Berg e foi ótimo. Ambiente maravilhoso e comida deliciosa. Se você não for hóspede vale ligar e reservar para garantir sua mesa. Se você não estiver no hotel e quiser outras opções, nos indicaram Sudur Vik e o Halldórskaffi. Ambos com boa comida islandesa e/ou internacional.

Como se vestir

Esse item pode parecer banal, mas acredite, não é. Claro, que no inverno, a tendência é nos encasacarmos de cima abaixo para não correr risco de passar frio, mas isso não é o suficiente para você que vai viajar para a Islândia.

Independente da época do ano que você vai, não abra mão de ter um tênis, uma calça e um casaco impermeáveis. Lá, além do tempo instável, você vai passar por muitas cachoeiras, pisos irregulares e molhados e mesmo no verão, vai sentir frio.

Se preferir, tenha uma capa de chuvas em mão. Elas são chatas, mas ajudam a manter seu corpo seco. Achei que acertei muito nos meus looks e por isso recomendo muito que vocês sigam essa dica. Além de não ter passado frio, não fiquei molhada em nenhum momento.

Como fui no inverno, usava sempre meias longas de frio com uma daquelas “botas” tipo Timberland, uma calça térmica de fleece mais justa com uma calça impermeável que era bem quentinha por cima e no tronco, ia colocando vários casacos e fazendo camadas, e terminava com um casacão impermeável com capuz (outra dica boa!).

Dicas gerais

  • A Islândia é realmente muito cara, portanto, saiba disso quando estiver organizando a sua viagem. Sim, você consegue baratear seus custos de diversas formas por lá, mas não pense que será uma viagem barata. Prepare-se para isso.
  • O inglês é fluente por lá então não se preocupe com a comunicação se você fala inglês.
  • Tenha um GPS no carro. É melhor prevenir do que remediar.
  • As estradas são ótimas. Não se preocupe com isso. Pelo menos as que eu passei eram super conservadas, com placas em todos os momentos e identificação dos pontos turísticos para você parar e acertar o caminho.
  • 90% das atrações turísticas do país são gratuitas e exatamente por isso não tem ninguém tomando conta delas. É importante que você respeite as regras e as placas dos locais. Em geral, elas falam sobre o local e mostram as regras de segurança daquele ponto turístico. Fique atento e obedeça as regras.
  • Independente se a sua cama é de casal de fato ou se são duas de solteiro coladas, você vai ter duas colchas separadas. Eu achava isso muito irritante, mas é um costume de lá e isso acontece em todos os hotéis sem falta.
  • Algumas atividades não funcionam no inverno. Outras não funcionam no verão. Informe-se sobre as coisas que são imprescindíveis pra você para não chegar lá e dar de cara na porta.
  • Carne podre de tubarão ou baleia não é realmente uma coisa que os islandeses comem. Isso é vendido (bem caro) para os turistas, mas não é algo que os locais costumam comer.
  • Quase toda a água quentinha da Islândia vem das fontes termais, por isso talvez você sinta um cheirinho diferente na água. Não se preocupe, é assim mesmo.

Ufa! Acho que agora, finalmente consegui contar tudo para vocês aqui. Minha experiência foi super positiva na Islândia e é uma viagem que eu recomendo MUITO para todo mundo. Eu amei o país, amei ver as belezas naturais, amei perceber que apesar de estar caindo na “boca do povo” a Islândia ainda é um país pouco explorado e que tem muito a crescer quando o assunto é o turismo.

Se vocês ficarem com alguma dúvida, deixem ai nos comentários que eu vou respondendo pra vocês conforme as questões forem surgindo.

Boa viagem!

Agradecimentos especiais

Tive que fazer uma parte de agradecimentos as pessoas que me ajudaram a organizar, curtir e aproveitar essa viagem ao máximo:

  • Bia, Carol e Kris, que me deram todas as dicas insider da Islândia, me tranquilizaram, ajudaram a montar o meu roteiro e a fazer dessa viagem ainda mais especial.
  • Camilla Cheade, que na hora H, literalmente, quando estávamos cara a cara com a aurora boreal, ficou me orientando nas fotografias para que elas saíssem lindas e perfeitas, como eu tinha planejado!

Obrigada pessoal, sem vocês certamente essa viagem teria sido muito infinitamente menos incrível do que foi!