Acho que esse foi um dos posts de viagem que eu demorei mais tempo para escrever. Foram tantas lembranças, anotações, pesquisas… quis realmente passar para vocês todos os detalhes do que eu vivi por lá e do que eu achei bacana para recomendar tudo tim tim, por tim tim. Até porque, como eu contei aqui, achei um tanto quanto complicado achar informações realmente úteis sobre as Montanhas Rochosas Canadenses, Banff e Lake Louise.

Pra começar, aquilo que todo mundo chama apenas de Banff, na verdade é um pouco mais. Banff é a principal cidade da região das Montanhas Rochosas, que abriga o imenso Banff National Park. É nesse parque que você encontra aqueles lagos maravilhosos, dignos de fotos de fundo de tela do computador e pastas lotadas de pins no Pinterest.

O Parque Nacional Banff é um parque nacional canadense e o mais velho do Canadá, estabelecido em 1885 nas montanhas rochosas. O parque está localizado a 110- 180 quilômetros a oeste de Calgary, na província de Alberta, abrangendo cerca de 6.641 quilômetros quadrados, de terreno montanhoso, com inúmeras geleiras, campos de gelo, densas florestas de coníferas, e paisagens alpinas. O principal centro comercial do parque é a cidade de Banff, no vale do Rio Bow. O parque é um patrimônio mundial da Unesco.

A Canadian Pacific Railway foi instrumental nos primeiros anos de Banff, construindo o Hotel Banff Springs e o Château Lake Louise, atraindo turistas através de publicidade extensiva. Desde 1960, as acomodações do parque ter sido abertas todos os anos, as visitas de turismo anuais em Banff aumentaram para cerca de 5 milhões a partir da década de 90 Milhões de pessoas passam pelo parque através da Rodovia Trans-Canadá. Como Banff tem mais de três milhões de visitantes anualmente, a saúde de seu ecossistema tem sido ameaçada. Em meados da década de 90, Parks Canada respondeu iniciando um estudo de dois anos, que resultou em recomendações de gestão e novas políticas que visam preservar a integridade ecológica do local. (Fonte: Wikipedia)

CHEGANDO

Você pode voar para Calgary ou Edmonton e de lá pegar um carro ou um motorhome para ir até o Parque. Essa é a opção mais rápida e sem dúvidas a que eu recomendo. Muitas pessoas, saem de Vancouver já de carro e vão até lá. Essa pode ser uma outra opção caso você esteja na cidade e tenha bastante tempo de viagem.

Nós voamos de Toronto até Calgary (4h de vôo), dormimos uma noite por lá no Days Inn (pertinho do aeroporto e baratinho, só pra passar a noite e seguir viagem no dia seguinte) e alugamos um carro para nos deslocar pelo Parque.

Se você for de Calgary para o Parque de carro, recomendo que você fique atento ao GPS e não deixe que ele te tire da 1A, a Icefields Parkway. O caminho por ela é um pouquinho mais longo, mas é lindíssimo e vale muito a pena.

Se vocês forem no verão recomendo MUITO que vocês façam todas as reservas com bastante antecedência. Isso inclui comprar passagens de avião, alugar o carro e reservar os hotéis.


MELHOR ÉPOCA

Com certeza a melhor época para conhecer os lagos e ver essas cores lindas é no verão. De junho a setembro as temperaturas estão mais altas, os lagos estão descongelados, quase não chove e a paisagem que você vai encontrar vai ser mais colorida.

No inverno, a região é tomada por neve e por temperaturas congelantes. Mas pode ser uma boa pedida para quem quer esquiar ou fazer esportes de neve. De qualquer forma, lembre-se que nessa época os lagos estão completamente congelados e as paisagens estão mais cinzas.

SEGURO

Como expliquei no post de Toronto, para entrar no Canadá não é obrigatório que você tenha um seguro viagem (como é o caso da Europa, por exemplo), porém, eu NUNCA recomendo que você viaje, para nenhum lugar do mundo, sem um seguro. Nunca!

Especialmente para essa viagem, onde você irá fazer trilhas na mata fechada, pode encontrar animais selvagens e vai andar muito de carro para lá e para cá, recomendo que você esteja segurado antes de sair do Brasil.

O seguro não é apenas médico. Em quase todas as empresas eles cobrem atraso e perda de bagagens, rastreio das mesmas em caso de atraso… isso é ótimo! Nós mesmos tivemos problema com a nossa mala nessa viagem e o seguro cobriu todos os nossos gastos lá.

Eu sempre recomendo o comparador de preços e coberturas da Real. Ele te dá uma boa visão do que as empresas estão oferecendo e qual o valor de cada seguro. Sempre faço com eles e nunca tive problemas.

COMO SE LOCOMOVER

Esse é um ponto bastante importante no desenvolvimento da sua viagem. Pessoalmente eu só recomendo duas opções de locomoção na região: carro ou motorhome. O transporte público é quase inexistente, as distâncias são enormes (o que inviabiliza o uso de taxis e uber) e a sua programação pode variar muito de acordo com a previsão do tempo, do seu estilo de viagem…

Nós fomos em 4 pessoas e um bebê e alugamos dois carros. Foi uma ótima pedida. Tínhamos liberdade para fazer a programação que queríamos, no nosso horário, e funcionou muito bem pra gente. Alugamos o carro do Brasil, nesse site aqui.

Outra opção bem legal é fazer essa viagem de motorhome. Queríamos muito, mas achamos que com a Victoria não seria uma opção muito razoável então deixamos essa opção para uma outra oportunidade, mas acho que vale muito a pena também. Você também tem liberdade, faz as coisas no seu tempo e se organiza da forma que funciona melhor pra você.

A dica aqui é a mesma: reserve seu motorhome com antecedência e garanta suas vagas nos campings também com antecedência para não ficar sem ter onde estacionar. Apesar de nunca ter feito uma viagem de motorhome, entendo que a logística é diferente, por isso é fundamental dormir em um “estacionamento” adequado que te forneça energia elétrica, que tenha uma dumping station para você despejar o lixo…

ROTEIRO E QUANTO TEMPO FICAR

Definir o roteiro é uma das coisas mais difíceis nessa viagem. Saber quanto tempo ficar, aonde ir, o que fazer… vou falar para vocês o que eu fiz, e o que eu faria de diferente. Isso talvez ajude vocês a montar o roteiro da melhor forma possível.

Como estávamos com a Victoria e tínhamos relativamente pouco tempo, optamos por ficar 4 dias inteiros na região e dividir esses dias de acordo com a programação que a gente queria fazer e com o tempo.

Nosso roteiro ficou mais ou menos assim:

Dia 1: Calgary – Jhonston Canyon + Peyto Lake
Dia 2: Emerald Lake + Lake Louise + Fairmont Lake Louise
Dia 3: Banff + Two Jack Lake + Vermillion Lake
Dia 4: Hector Lake + Bow Lake + Moraine Lake + Lake Louise

Assim ficaram nossos dias por lá. Fazíamos as coisas com calma, andávamos em volta do lago, tirávamos muitas fotos, parávamos para comer, passeávamos… não estávamos com pressa e nem tampouco tínhamos a intenção de conhecer “tudo”. Mas conseguimos nesses 4 dias conhecer tudo aquilo que realmente queríamos e ficar completamente encantados com a região.

O que eu faria de diferente? Em primeiro lugar, me organizaria para ficar mais tempo por lá. Acho que o ideal é passar pelo menos 5 dias inteiros. Outra coisa que eu não fiz e senti falta, foi de dormir em Jasper e explorar essa área. Nem chegamos a ir até Jasper por falta de tempo x distância.

O que acertamos na mosca? Na nossa hospedagem. Enquanto 90% das pessoas recomendam que você se hospede em Banff por causa da cidade, acabamos ficando em Lake Louise e foi a decisão mais acertada. Isso nos poupava MUITO tempo nos deslocamentos, pois a grande maioria dos lagos “famosos” fica mais perto do Lake Louise.

ONDE FICAR

– Lake Louise

Foi a nossa escolha. Pessoalmente achei incrível a localização do hotel que ficamos. Ele ficava a 5 minutos do Lake Louise e bem perto dos outros grandes lagos, ou seja, quase não perdíamos tempo no deslocamento de um lugar para o outro.

  • Paradise Lodge: Foi a nossa escolha e amamos. Super confortável, bem localizado, equipe atenciosa e tudo super bem cuidado.
  • Lake Louise Inn: Chegamos a reservar esse hotel mas acabamos achando que o Lodge seria melhor pra gente por causa da cozinha, mas foi nossa opção de hotel na região.
  • Mountaineer Lodge
  • Fairmont Lake Louise

– Banff

É a opção mais comum. Tem grandes hotéis, hotéis de rede, apartamentos para alugar… sem falar, que estando em Banff você está na cidade. Pode sair a noite para jantar, pode fazer compras, curtir a cidade em si.

Foto da galeria desta acomodaçãoFoto da galeria desta acomodação(Esse é o Paradise Lodge, o que nos hospedamos e eu amei! Recomendo muito!)

– Canmore

A opção mais afastada de tudo, porém, a mais barata. Em Canmore você vai achar hotéis e apartamentos incríveis a preço de banana. Portanto, se você está querendo economizar na hospedagem, essa pode ser uma boa opção.

– Jasper

A cidade de Jasper é micro, consequentemente não tem muitas opções para quem decide dormir por lá. Ainda assim, acho que vale a experiência.

O QUE FAZER

Resolvi contar aqui um pouco sobre cada lago e lugar que eu visitei por lá e algumas atrações bacanas na região. Aproveitei para falar sobre o nível de dificuldade (De 0 a 5, sendo 0 = a nenhum nível de dificuldade e 5 bem difícil/cansativo)  para chegar e para fazer as trilhas do local e sobre o fato de ser ou não kids friendly. Não no sentido de aceitar ou não crianças, mas sim de ser tranquilo para ir com um bebê/criança pequena.

  • Lake Louise

O lago mais famoso da região é também um dos mais bonitos. Esse não pode ficar de fora da sua lista de “must go” nas Montanhas Rochosas Canadenses. É lá que fica o luxuoso Fairmont Lake Louise e provavelmente é lá que você vai fazer muuuuitas fotos nessa viagem.

Tire uma manhã inteira ou uma tarde para passear por aqui. Você pode alugar um caiaque  (pela bagatela de CAD125 por 30 minutos), andar pela trilha na lateral do lago e claro, dar uma volta no hotel. Nós almoçamos dois dias por lá e foi excelente.

Nivel de dificuldade: 0
Kids Friendly: Sim

  • Moraine Lake

Outro lago lindíssimo e imperdível. Sua água azul turquesa chama atenção no meio da paisagem. Assim como o Lake Louise ele é super tranquilo de chegar e de fazer a trilha em volta do lago.

Quem quiser uma paisagem ainda mais bonita, pode subir até um mirante que tem logo na entrada no lago. A subida é pequena e bem fácil e você não vai se arrepender quando chegar lá em cima e admirar a vista.

Nivel de dificuldade: 1
Kids Friendly: Sim (De canguru ou a pé. Com carrinho não é legal!)

  • Peyto Lake

Outro lago maravilhoso e que não pode ficar de fora da sua lista. Diferente da maioria, esse você não chega pertinho da água. Esse você vê de um mirante lá no alto. Do estacionamento até o mirante é necessário fazer uma pequena caminhada de aproximadamente 10 minutos.

A paisagem lá do alto é surreal de linda. É o azul mais azul que eu já vi, parece até tinta. É incrível e imperdível.

Nivel de dificuldade: 1
Kids Friendly: Sim

  • Emerald Lake

Um dos lagos mais verdes que eu já vi na vida. A cor da água é realmente de esmeralda, não a toa seu nome é esse. O passeio em volta do lago é delicioso e muuuuito fotogênico. Ele é uma ótima opção para quem quer alugar um caiaque para passear sem ter que gastar uma imensa fortuna pra isso. Foi o lago mais barato que achamos para esse tipo de passeio.

É lá que fica o Emerald Lake Lodge, outra opção de hospedagem um pouco mais afastada de Banff, mas no meio de uma paisagem surreal. Pessoalmente, achei meio afastado de tudo, mas se você quer relaxar e curtir o lago, pode ser uma boa opção.

Depois da caminhada pelo lago sentamos no café, tomamos uns drinks, pedimos umas comidinhas para beliscar e curtimos muito a paisagem de cair o queixo.

Nivel de dificuldade: 0
Kids Friendly: Sim

  • Jhonston Canyon

Um dos lugares mais diferentes que você vai ver por lá. É uma grande trilha, dentro de um canyon imenso. A trilha é dividida em duas partes: inferior e superior. A primeira, é a menor e a mais fácil de fazer. A segunda é a continuação da primeira somada a um trecho de subida, que te leva até o mirante de uma super cachoeira.

Pra quem gosta de cachoeiras, paisagens diferentes, rios, pedras, canyons… é um programa imperdível. Mas quem tem pouca disposição física, pode achar um pouco cansativo. Eu gostei muito dessa trilha e acho que vale a pena fazer pelo menos a trilha inferior.

Não esqueça de levar uma garrafinha de água e ir com uma roupa confortável para caminhar. Calcule pelo menos umas 2h entre ida e volta na trilha menor. Se for até a maior pode calcular 3h.

Nivel de dificuldade: 3
Kids Friendly: Difícil (no canguru é tranquilo porém cansativo para os pais pois a trilha é relativamente longa, a pé pode ser cansativo, de carrinho impossível)

  • Hector Lake

Um lago sem pretensão nenhuma, no caminho de Jasper. Paramos para conhecer a achamos lindo. Não o lago apenas, mas a florestinha que precede o lago também. Cheia de árvores com marcas de ursos, galhos… e no fundo, aquele lago verdinho, lindo.

Vale uma paradinha de 15 minutos para fotos, para observar as muitas marcas de ursos nas árevores e para dar aquele check nesse lago também.

Nivel de dificuldade: 0
Kids Friendly: Sim

  • Bow Lake

Outro lago que fica no caminho para Jasper, um pouco antes do Peyto Lake. É enoooorme e verde claro. Muito bonito. Daqueles que sem pretensão nenhuma você encontra na beira da estrada e fica de queixo caído, sabem? Ele é enorme e no cantinho dele tem um Lodge super simpático o Num-Ti-Jah.

Nivel de dificuldade: 0
Kids Friendly: Sim

  • Two Jack Lake e Vermillion Lake

São os lagos mais próximos de Banff. O Vermillion eu não vou nem falar muito porque não achei nada demais e pessoalmente nem achei que vale a visita. Já o Two Jack é bem bonito, mas no dia que fomos estava chovendo MUITO e eu só sai do carro para dar uma olhada rápida. Imagino que em um dia de sol ele fique incrível.

Nivel de dificuldade: 0
Kids Friendly: Sim

  • Icefields Parkway

Eleita uma das estradas mais lindas do mundo. Andamos bastante por ela, mas não chegamos até Jasper. Recomendo o passeio, muitas paradas para fotos, e sempre que puder, sair da highway e cair nela para ver ursos, lagos inesperados, trilhas… Você não vai se arrepender.

  • Banff e Lake Louise Gondolas

Os teleféricos de Banff e Lake Louise são bem famosos por lá. Acabamos não conhecendo nenhum deles porque os dias estavam nublados e porque optamos por conhecer outras coisas quando o sol abriu. Mas em um dia claro, de sol, acho que a paisagem deve ser linda. Tanto de um, quanto de outro.

Dica: Se você optar por ir na gondola de Banff, recomendo que compre com alguma antecedência, ou vá com tempo. Eles são super organizados e por isso os ingressos vendidos na porta tem hora marcada. Não necessariamente aquela hora que você está ali. Quando tentamos ir, só tinha ingresso disponível para 2h depois. Não funcionou pra gente.

  • Fairmonts

Os hotéis da rede Fairmont são muito famosos na região. São, sem sombra de dúvidas, os mais luxuosos que você encontrará por lá. Além de luxuosos eles são muito bem localizados. O Fairmont Lake Louise, por exemplo, é a única edificação próxima ao lago. Além de ter uma vista deslumbrante é uma ótima opção para almoçar, lanchar, jantar ou até mesmo para sentar e ver a hora passar.

Já o Fairmont Banff fica mais no alto de uma montanha na cidade e, assim como seus irmãos da rede, além de luxo e boa localização, oferece ótimas opções de restaurantes e cafés a seus hospedes e visitantes. Sem falar no spa do hotel, que é um sonho!

Por último, o Fairmont Jasper. Esse hotel é tão único na região que muita gente paga para fazer um day use nele. Ele fica na beira de um lindo lago, tem um restaurante com uma varanda enorme e vista de cair o queixo e é o único respiro de luxo que você vai encontrar nessa área. Ainda assim, se não é isso que você está procurando, acredite, vale a pena conhecer. Você vai se encantar com o hotel.

MAS E OS URSOS?

Infelizmente, nós só conseguirmos ver um urso nesses 4 dias de viagem. Eu queria muito ter visto mais vezes e procurei muito, mas eles se esconderam da gente. Quando postei o video do urso no meu instagram, muita gente me perguntou se não era perigoso e se não estávamos com medo. Pois bem, vou dar algumas dicas aqui sobre como lidar nessa situação:

  • Evite comer nas trilhas
  • Se puder use um sininho ou faça barulhos quando estiver na mata fechada
  • Se quiser e se sentir mais seguro compre um spray anti urso na cidade
  • Não tente chegar perto, muito menos passar a mão nos animais
  • Não tente alimentá-los de nenhuma forma.

No centro de Banff, no centro de apoio aos turistas você pode obter mais informações de como proceder caso dê de cara com algum urso. Nós só vimos quando estávamos de carro, na beira da estrada.

Aliás, esteja sempre atento: se na estrada você perceber um engarrafamento repentino ou muitos carros no acostamento, não pense duas vezes e pare seu carro. Muitos ursos, mooses e outros animais aparecem com frequência na beira da estrada e os turistas ficam loucos.

Em estrada menores como a 1A, por exemplo, é muito mais fácil você ver animais. Na região de Jasper, que é um pouco menos turística, os animais aparecem com mais frequência também.

ONDE COMER

Esse vai ser um tópico beeem restrito por aqui por alguns motivos: nós jantamos no hotel todas as noites e durante o dia experimentamos apenas três restaurantes, sendo dois deles dentro do Fairmont Lake Louise. Mas ainda assim, os três estavam incríveis e acho que valem a recomendação.

  • Lakeview Lounge: Um restaurante mais arrumadinho (pero no mucho) dentro do hotel. Porém, com uma vista lindíssima do lago. Todos pedimos sanduiches/hambúrgueres e vinho da casa. Foi excelente!
  • Alpine Social: Outra opção no hotel bem gostosinha. Ficamos na varanda, pegando um solzinho e olhando para o lago. Vale muito a pena. São as melhores opções na região.
  • The Grizzly House: Restaurante especializado em fondue. Fica na rua principal de Banff. Almoçamos por lá no dia que visitamos a cidade. Tudo bem gostoso.

BÔNUS! Sentamos na beira do Emerald Lake para tomar um vinho comer uns queijinhos e admirar a paisagem. Muita gente estava almoçando por lá e o restaurante estava até com fila. Deve ser uma boa opção para quem estiver no lago perto da hora do almoço.

Lake Louise tem um pequeno (bem pequeno mesmo) centro comercial onde você encontra um mercado, uma loja de bebidas, uma padaria, um restaurante e algumas lojinhas de souvenir. Ali é possível comer alguma coisa também. Se você não estiver procurando luxo ou uma restaurante de fato, pode ficar tranquilo que ali tem opção. Nós comprávamos comida nesse mercado para tomar café da manhã e para o jantar e funcionava super bem.

O QUE VESTIR

Se você vai no verão, como eu, saiba que provavelmente as temperaturas vão variar muito durante o dia. As vezes nosso dia começava com 8ºC e no meio do dia chegava a 26ºC, ou seja, a roupa mudava bastante. A melhor dica aqui é: vista-se em camadas e leve um bom casaco de frio, mesmo que você vá no verão.

As trilhas, em geral, são bem tranquilas, então você pode colocar um tênis confortável ou um sapato de trilha se você tiver. Eu fazia todas de tênis e calça jeans. Não é nem um pouco necessário comprar uma roupa específica para fazer nenhuma dessas trilhas/lagos/cachoeiras que eu citei no post.

Leve uma roupa de banho, pois em alguns lagos é permitido mergulhar. Então, se você não tiver frio e tiver coragem pode dar um mergulho nessas águas verdinhas incríveis. (obviamente não foi o meu caso, mas o Alexandre e o Thiago, nosso amigo que viajou com a gente, mergulharam).

MAS E COM BEBÊS, DÁ PRA IR MESMO?

Sim! Dá sim e é bem tranquilo. Quase todas as trilhas são acessíveis ou tem uma parte que é acessível. Os passeios são bonitos, as crianças costumam curtir as paisagens e ficam encantadas com tudo.

Claro que se você é do tipo radical, talvez você perca alguma coisa. Mas tudo que eu citei nesse post eu fiz de carrinho ou canguru com a minha filha de 11 meses e foi beeem tranquilo.

O que eu não faria? Não alugaria um motorhome com bebê. Não faria e não fiz. Mas fiquei com vontade e quando ela for maior, quem sabe…

Se você se questiona com relação a comida, lá tem muitas opções de apartamente/flat com cozinha (que em geral são até mais baratos que os hotéis em si). Foi o nosso caso. Optamos por um apartamento com mini cozinha e conseguíamos adaptar a nossa alimentação a e dela numa boa por lá.

Se o seu filho já for maiorzinho, todos os restaurantes que fomos tinham uma opção de kids menu, normalmente com um tipo de massa, carne com batata, frango empanado…

Ufa! Esse post ficou imenso, mas acho que está bem claro e informativo. Se vocês ainda tiverem alguma dúvida, não hesitem em perguntar. Assim como eu achei a preparação para essa viagem meio confusa talvez vocês também achem. Tentei esclarecer aqui todas as dúvidas que eu tive antes de ir e acho que isso pode sanar um pouco os questionamentos de vocês.

Para ler mais posts sobre o Canadá clique abaixo:

Viajamos em junho de 2018. Victoria tinha 11 meses.

Niagara on the Lake foi uma grata surpresa na nossa viagem. Sabíamos que a cidade era simpática, sabíamos que era pertinho de Niagara Falls e sabíamos que as vinícolas eram um grande atrativo da região, mas não fazíamos ideia de que íamos nos apaixonar tanto.

A cidade, que já foi a capital da colônia inglesa no Canadá lá em 1792, fica na beira do Rio Niágara e do Lago Ontário (o mesmo que banha Toronto) e hoje tem aproximadamente 13 mil habitantes. Grande parte do seu desenvolvimento e da sua economia é vinda do turismo, afinal, a cidade leva o nome das Cataratas mais famosas da América do Norte e ainda é vizinha delas. Não tinha como ser diferente.

COMO CHEGAR

A melhor forma de visitar Niagara on the Lake é sem dúvidas de carro. A cidade fica a mais ou menos 1h30 de distância de Toronto, em uma estrada boa e super bem sinalizada.

Estar de carro lá é a melhor opção. As vinícolas ficam distantes umas das outras e por isso, ter liberdade é uma ótima pedida. Sem falar, que de carro fica muito mais fácil de conjugar a viagem com uma visita a Niagara Falls, por exemplo.

Nós saímos do Brasil com um carro alugado (alugamos aqui) e foi a melhor coisa, pois em cima da hora além dos carros ficarem mais caros já não tinham muitas opções. Um casal de amigos nossos, quase não conseguiu alugar pra nos encontrar lá.

Se você não quiser alugar carro, é possível contratar um transfer para fazer o programa com você. Falei sobre isso aqui, no post sobre Niagara Falls.

Infelizmente não há ônibus direto. Para ir de transporte público você deve pegar um ônibus até Niagara Falls e de lá um taxi para Niagara on the Lake. Esse taxi vai custar aproximadamente CAD50. Ou seja, já tá quase valendo a pena alugar o carro, não é mesmo?

ONDE FICAR

Eu tive uma experiência de hospedagem tão bacana que estou inclinada (pela primeira vez na história do blog hahahaha) a recomendar um hotel que não seja no bafafá. Explico: optamos por ficar em um vinícola ao invés de ficar na cidade. Sabíamos que com a Vic, acabaríamos não curtindo a vida noturna de Niagara on the Lake, então optamos por um hotel que era a 5 minutos de carro do centrinho e AMAMOS.

Ficamos no Riverbend Inn & Vineyard, um hotel-vinícola super gostoso. Ele tem uma decoração mais retrô, quartos amplos e um restaurante maravilhoso, com uma vista lindíssima do pôr do sol. Foi excepcional!

Quando estávamos lá vimos algumas outras opções bem interessantes:

  • Prince of Wales: Super bem localizado, no coração da cidade. Um dos hotéis mais renomados da cidade. A poucos passos da “praia”, de frente para o parque e do lados de várias lojas e restaurantes. (RESERVE AQUI)
  • 124 Queen Hotel e Spa: Boa opção para quem vai em família. Além de ser suuuuuper na muvuca (no ótimo sentido) tem opções de quartos com vários ambientes e quartos com cozinha também. (RESERVE AQUI)
  • Pillar and Post Inn: Outra opção super bacaninha na cidade. Tem um spa delicioso e apesar de não ser no centrinho fica a poucos minutos de caminhada da rua principal. (RESERVE AQUI)
  • Sommerset: Uma opção mais requintada e de frente para o Lago. Pra quem quer relaxar e curtir uma vista é uma ótima opção. (RESERVE AQUI)

O QUE FAZER

Acho que a melhor sugestão que eu posso dar sobre o que fazer em Niagara on the Lake é relaxar e curtir a cidadezinha. Ela é daquelas cidades de filme sabe? Toooooda florida, com uma ruazinha fofa, cheia de restaurantezinhos, comércio e um “calçadão” na beira do lago onde você pode passear e até dar um mergulho (se não tiver medo de água fria).

Na Queen St, a rua principal, você vai encontrar o Prince of Wales Hotel, o hotel vitoriano mais chique da cidade. Ele já hospedou até a Rainha Elisabeth II. Quase em frente a ele, do outro lado da rua, tem a Niagara Apothecary Museum, uma autêntica farmácia do século 19 que hoje funciona como museu.

Outro programa super tradicional por lá é o passeio de charrete. Nós não fizemos mas é um passeio super procurado (principalmente no verão) e costuma até ter filas.

Além disso, a cidade é lotada de vinícolas então, nada melhor do que separar um tempinho para conhecer a joia da casa não é mesmo? Visitei duas vinícolas por lá e vou falar um pouquinho sobre elas para vocês.

Two Sisters: A mais bonita que fomos, na minha opinião. Fizemos degustação, conhecemos a área mas infelizmente não conseguimos almoçar por lá. Quem quiser experimentar o restaurante recomendo que faça reserva com antecedência, pois ele é um dos mais famosos da cidade e é super disputado. Se for no verão peça uma mesa na varanda com vista para as parreiras é lindo. Ah! Os vinhos são beeeem gostosos.

Peller Estates: Acho que é a mais famosa vinícola da região. Seus vinhos são deliciosos e já são importados mundo afora. O restaurante dessa vinícola é um pouco mais requintado (e consequentemente caro), mas nem por isso fica vazio. Reserve com antecedência se quiser comer por lá. Nos fizemos um wine tasting e comemos uma tábua de queijos no bar da vinícola e foi ótimo.

Last, but not least… um programa que tem que fazer por lá é passear de carro pela Niagara Parkway, uma estradinha linda que liga Niagara on the Lake a Niagara Falls. Esse programa funciona melhor se você estiver de carro, mas se estiver a pé (e com disposição) pode alugar uma bicicleta e fazer o trecho pedalando. Quase toda a estrada tem uma bela ciclovia para os ciclistas passearem.

ONDE COMER

Nós fizemos todas as refeições de um dia inteiro por lá, então conseguimos experimentar alguns restaurantes para dar as dicas por aqui. Mas não se preocupe com isso, na Queen St., o que não faltam são opções simpáticas de restaurantes e bistrô para você comer bem.

  • Riverbend Inn: O restaurante do nosso hotel foi o maior achado dessa viagem. Pegamos uma mesa na varanda, com vista para o pôr do sol, a coisa mais linda do mundo. Obvio que a comida também estava maravilhosa, mas sabe quando o ambiente é tão perfeito que já vale? Nesse restaurante foi assim.

  • The Epicurean: Sentamos nessa restaurante num fim de tarde para tomar um vinho e comer uma tábua de frios enquanto as pessoas passavam pra lá e pra cá na rua do nosso lado. Muito gostoso.
  • Treadwell Cousine: Outra opção bem gostosa de restaurante por lá. Foi onde almoçamos depois da tentativa frustrada de ir no restaurante da Two Sisters.
  • Sorveteria Cows: Essa dica nem é de restaurante, mas é de sobremesa IMPERDÍVEL. A Cows é a sorveteria mais famosa da cidade e tem sorvetes divinos. Faça uma parada ali para experimentar pelo menos um sabor.

COMPRAS

Na Queen St. você vai encontrar muitas lojinhas interessantes. A que mais chamou a minha atenção foi a loja de Natal. Uma loja enoooorme só com itens natalinos e que funciona o ano inteiro. Fiquei apaixonada e com vontade de comprar a loja inteira.

Logo ali do lado, tem uma loja de doces diferentes e com edição especial, super bacana. E umas lojas de sabonetes artesanais e perfumes deliciosas.

Mas se você quer compra mesmo, calma que por lá você também encontra. Não exatamente lá, mas no caminho. Entre Toronto e Niagara fica o Outlet Collection at Niagara, um daqueles shoppings abertos cheeeeio de lojas a preços excelentes. Quando nós fomos, estava valendo mais a pena fazer compras nesse outlet do que nos EUA. Os preços estavam iguais, sendo o dolar canadense estava mais barato que o americano quando eu viajei. Ou seja, valeu super a pena!

Enfim… a cidade é uma delicia e super charmosinha. Se você está planejando ir a Toronto não pode deixar de dar um pulo em Niagara on the Lake, mesmo que faça isso combinando sua visita com Niagara Falls ou que faça em um bate e volta de Toronto (apesar de achar que vale a pena passar uma noite por lá, viu!?). Tenho certeza que você não vai se arrepender da visita e vai voltar encantado com a cidadezinha.

Para ler mais posts sobre o Canadá clique abaixo:

Viajamos em junho de 2018. Victoria tinha 11 meses.

15
ago 2018

Toronto | Canadá

Os posts do Canadá começaram falando sobre Niagara Falls, mas nossa primeira parada no país foi Toronto. A cidade foi nossa base e de lá conseguimos sair para conhecer alguns outros lugares próximos. Toronto era o nosso “maior destino” pois íamos visitar alguns amigos e queríamos fazer tudo com calma por causa da Victoria. Não podíamos ter escolhido melhor ao começar a viagem por lá.

Toronto é um destino super gostoso para quem curte cidade grande. Achei ela uma mistura de Nova York com um quê de Rio, sabe? Tem a parte comercial a la NY, mas tem alguma coisa da cidade maravilhosa, um pouco menor, menos agitada, mais cool… pessoalmente, achei super agradável.

Apesar de ser a maior cidade do Canadá, ela não é a capital, mas é a cidade que abriga a maior população e o centro comercial e financeiro do país. É uma cidade bem plana, que beira o lago Ontario e foi eleita algumas vezes uma das cinco melhores cidades do mundo para se morar.

Como chegar

Chegar ao Canadá está cada vez mais fácil. O Brasil oferece vôos diretos saindo de São Paulo e vários vôos saindo de outras cidades como Rio, Brasília e Salvador. A Air Canadá e a companhia aérea oficial do país, mas cias americanas como a United, Delta e a American Airlines também voam com frequência para lá.

Eu peguei um vôo da United saindo do Rio com escala em Houston. Foi a opção mais curta (e barata) que encontrei exceto pelo vôo direto, da Air Canadá, que sai de São Paulo.

Vistos

Brasileiros precisam de visto para ingressar no Canadá, mas do último ano para cá, ele ficou ainda mais fácil de ser tirado. As regras são assim:

  1. Se você vai entrar e/ou sair do Canadá apenas de avião, você pode tirar o eTA (Eletronic Travel Authorization), nesse site aqui. Esse não é um visto, é apenas uma autorização que permite que você entre e saia do país por vias aéreas.
  2. Se você vai entrar e/ou sair do Canadá de trem, carro ou barco você precisa tirar o visto mesmo, nesse site aqui.

Ou seja, se você pretende visitar Niagara Falls, de carro, do lado americano, por exemplo, o eTA não serve para você. Nesse caso você precisa do visto mesmo. O mesmo para quem vai voar para os EUA e vai para o Canadá de carro ou navio.

Uma dica importante: o eTA sai super rapidinho, em algumas horas ou poucos dias. Já o visto tem o processo bem mais longo e demorado, portanto, organize-se para solicitar seu visto com bastante antecedência e não deixar para perto da hora de viajar.

Se você ainda ficou com dúvida se precisa de um visto ou se pode viajar apenas com o eTA, clique aqui.

(Em frente a CN Tower tem o Toronto Railway Museum, ótima opção para crianças maiorzinhas.)

Quando ir?

O Canadá tem as temperaturas super bem definidas e é um país de praticamente de duas estações: verão e inverno. De junho a setembro as temperaturas ficam mais amenas e o calor vem com tudo. Em cidades como Toronto, por exemplo, a sensação térmica pode chegar a 35ºC.

No inverno, porém, o frio e a neve tomam conta do país e os termômetros chegam a bater -30ºC. Um frio do cão. Claro, que por ser um país enorme as temperaturas podem variar muito, por isso, vale sempre consultar um site especializado antes da sua viagem para conferir a temperatura do seu destino.

Seguro Viagem

Para entrar no Canadá você não é obrigado a apresentar nenhuma comprovação de que tem um seguro de viagem, como é feito na Europa. Porém, como sempre falo por aqui independente de onde você vá, na minha opinião, é imprescindível ter um seguro. É o famoso “Vai que…”.

Hoje em dia, recomendo e uso esse site aqui, que é um comparador de preços e coberturas. Já alguns anos fecho com eles e gosto muito. Agora, eles são parceiros do blog, então, confio ainda mais.coisas que amamos comissão real seguros

Moeda

O Canadá utiliza o dólar canadense. Atualmente ele está um pouco mais barato do que o dólar americano. Eu comprei a moeda ainda no Brasil. Pelo que pesquisei por lá, a conversão foi praticamente a mesma se eu tivesse levado dólares americanos e trocado lá. Então, achei que seria mais confortável pra mim já levar o dinheiro direto daqui.

Se você preferir trocar quando chegar lá, tanto no aeroporto quanto em downtown você vai encontrar com facilidade várias casas de câmbio para fazer a troca. Leve dólares americanos ou euros. Eles não trocam Reais com facilidade e se você encontrar alguém que troque, a conversão certamente não vai ser boa.

Em alguns lugares você vai conseguir fazer seus pagamentos com dólares americanos, mas já adianto que não vale a pena. Eles fazem a conversão do CAD1 = US$1, ou seja, você vai perder dinheiro.

Como se locomover

A minha primeira opção é sempre andar, andar, andar. Toronto é uma cidade incrivelmente plana, o que facilita muito as caminhadas. E quem pensa que no inverno deve ser complicado caminhar por conta do frio, os canadenses pensaram em tudo e criaram o Path. Uma espécie de túnel que liga algumas estações do metrô, prédios importantes e grandes pontos em downtown. Tudo para que você possa andar e não passar qualquer tipo de perrengue ou frio.

Para quem vai mais longe ou prefere usar o transporte público, o metrô é bastante vasto e chega a diversos pontos e bairros da cidade. Sem falar que é super fácil de usar.

Outra opção, muito usada pelos locais, é o street car. Uma espécie de “metrô de superfície”. Ele pode ser encontrado em grande parte de downtown e anda nas ruas, junto com os carros e ônibus. Um ótimo complemento muito bem o metrô.

Os taxis e uber também funcionam muito bem por lá, como em qualquer cidade grande. Usamos uber algumas vezes e foi super tranquilo. (Lembre-se que para usar uber fora do Brasil você precisa ter cadastrado um cartão de crédito internacional, ok?).

Se você prefere ter o conforto do seu carro para ir para lá e para cá, alugar pode ser uma opção. Nós alugamos (nesse site aqui) para ir a Niagara e foi super tranquilo. Para ficar na cidade, não acho a  melhor opção. Os estacionamentos podem ser caros, as vagas são difíceis de encontrar e o trânsito é um saco né… cidade grande!

  • Como ir do aeroporto para o centro

Essa é uma dúvida que eu costumo ter quando chego em um destino. Qual a melhor opção? Qual a opção mais rápida? Qual a mais econômica? Pesquisei muito antes de ir e vou colocar pra vocês aqui algumas opções:

– Trem de Superfície: O UP Express é a opção mais rápida de fazer o trajeto. Ele sai do aeroporto internacional de Toronto (Pearson) e vai para a Union Station, em downtown. O trem parte a cada 15 minutos, do terminal 1. O ticket pode ser comprado online, pelo celular ou na hora na bilheteria ou na máquina de vendas. Veja o preço dos tickets aqui.

– Ônibus + Metrô: O combo é a forma mais barata. Você pega o ônibus 192 Airport Rocket, que conecta o aeroporto (Terminal 1 e 3) a estação de metrô Kipling de maneira expressa (sem paradas no caminho). Com o mesmo ticket, você continua “viagem” pelo metrô até o centro.

– Transfer: A opção mais confortável. Foi a que escolhemos. Como estávamos com a Victoria e cheios de mala, carrinho, bolsinha, bebê… sem dúvidas o transfer foi a melhor escolha. Contratamos a Diana ainda do Brasil. Ela é brasileira, fala português, tem um carro enorme super confortável (que cabe muita gente e muita mala), cadeirinha para bebê e é um amor de pessoa. Recomendo!

Diana | Intermundo Canadá
Whatsapp: +1 647 569 6560
intermundocanada@gmail.com
facebook.com/intermundocanada

– Taxi, Limo ou Uber: Os taxis no aeroporto tem taxímetro e em geral custam entre CAD60 e CAD80. As limos, são um pouco mais caras e tem preço fixo definido. Lembrem-se que somados ao valor final, vocês devem acrescentar uma gorjeta de mais ou menos 15%. A outra opção é o uber que para sair do aeroporto não costuma valer a pena, pois no Estado de Ontário o Governo cobra uma taxa dos motoristas que vão buscar passageiros no aeroporto.

 

ONDE FICAR

Passei quase 1 semana em Toronto e nesse tempo tive a oportunidade de me hospedar em dois bairros diferentes. Cada um com suas particularidades, vantagens e desvantagens… mas gostei muito de ter me hospedado nos dois e recomendo MUITO.

  • Downtown: A melhor opção, na minha opinião, para quem está indo para a cidade pela primeira vez e tem a intenção de fazer turismo. A área é super movimentada, cheia de vida durante o dia, mas é o centro econômico e financeiro da cidade. O que significa que não tem uma carinha muito residencial, mas por outro lado, fica a poucos passos de quase todos os pontos turísticos da cidade. Pessoalmente, acho que localização é fundamental quando vamos turistar e bater perna. Gostei muito de ter me hospedado nessa área. Algumas sugestões de hospedagem nessa região:

Foto da galeria desta acomoda̤̣oFoto da galeria desta acomoda̤̣o(Chelsea Hotel РFotos: Booking.com)

Chelsea Hotel Toronto: Boa opção para quem vai em família. Tem piscina, brinquedoteca e crianças até 7 anos comem de graça por lá.

Residence Inn Toronto: Ótima pedida para quem gosta das facilidades de um apartamento com os confortos e comodidades de um hotel. Todos os quartos aqui tem uma mini cozinha e sala embutidos, e ele ainda fica no Enterteinment District. Pertinho de tudo.

Holiday Inn: Um dos baratinhos que entrega o que promete e nada além disso. Vale pelo bom custo x benefício.

Fairmont Royal York Hotel: Essa rede é super tradicional no Canadá. Então pra quem quer ficar bem localizado em downtown e em um hotel mais luxuoso, essa pode ser uma boa opção.

Apartamentos: Foi a nossa escolha. Passamos 7 dias em Toronto (entre idas e vindas a Niagara) e acabamos achando que seria o melhor custo x benefício e a melhor opção estando com a Victoria. E realmente foi ótimo!

  • Yorkville: É o bairro mais nobre de Toronto e consequentemente o mais caro também. Mas se você já conhece a cidade, acho super válido se hospedar ali. Nós passamos as últimas 2 noites da viagem por lá e valeu muito a pena.

Foto da galeria desta acomoda̤̣oFoto da galeria desta acomoda̤̣o(The Hazelton Hotel РFotos: Booking.com)

Four Seasons: Um dos hotéis mais luxuosos da cidade. Uma excelente opção para quem está viajando a dois e com um orçamento mais confortável.

The Hazelton Hotel: Hotel Boutique super elegante e luxuoso. Faz parte da Leading Hotels of the World. Conheci um pouquinho dele e fiquei encantada. Excelente localização.

Toronto Marriot Yorkville: Um hotel confortável e um pouco mais acessível na região. Pra quem quer ficar na região e gastar um pouco menos.

Hotel 89 Yorkville: E quem disse que só de hotéis caros é feito Yorkville. Esse hotelzinho fica bem no inicinho do bairro, em cima de um shopping com um Whole Foods e tem um excelente custo x benefício.

Apartamentos: Foi a nossa escolha. Pelo preço, achamos que valia mais a pena ficar em apartamento. Ficamos no 155 Yorkville, um prédio cheio de apartamentos pequenininhos e com uma localização incrível.

O QUE FAZER

Toronto é uma cidade grande e o que não falta são opções de lazer e turismo na cidade. Pra todos os gostos, bolsos e estilos de turistas.

  • CN Tower

Um dos pontos turísticos mais famosos da cidade. A torre de 553m de altura, é hoje a terceira torre mais alta do mundo. Uma curiosidade é que CN refere-se originalmente a Canadian National, a companhia ferroviária que construiu a torre. Após sua privatização a nova administração da companhia decidiu se desfazer de qualquer propriedade que não estivesse relacionada com o setor ferroviário. Com isto, a posse da Torre CN foi transferida para a Canada Lands Company, uma companhia do governo canadense. A torre já era popularmente conhecida como CN Tower, e o governo, que queria remover o nome da empresa ferroviária da torre, mas para manter o acrônimo intacto, mudou seu nome para Canada’s National Tower.

A visita a torre é bem interessante. Você tem dois andares de visitação, o andar aberto com chão de vidro e o andar do observatório que é todo fechado com vidros por todos os lados. Vale visitar os dois. O chão de vidro tira aquelas fotos clássicas, da gente deitado lá em cima e a cidade rolando lááááá embaixo, já o andar do observatório é onde você vai conseguir de fato ver a cidade e as paisagens.

Lá em cima, você ainda tem um restaurante giratório (que precisa de reserva para subir) e o Edge Walk, que é uma área onde os visitantes podem fazer um passeio radical pelo lado de fora da torre, presos a uma corda de segurança. Assim como o restaurante, só aqueles que já tem reserva/ticket comprado para essa atração pode ir até lá.

Acho que o programa aqui vai durar pelo menos umas 2h para você tirar fotos com calma, andar nos dois pavimentos e fazer um lanchinho com vista na lanchonete que tem lá no alto. Acho que o melhor horário para visitação é no fim do dia. Chegar quando ainda está claro, assistir ao pôr do sol e sair quando já escureceu, pois assim você consegue ver a paisagem da cidade de dia e a noite toda iluminada. Eu fui por volta das 11h e estava bem cheio.

Preço: A entradas custam CAD 38 por pessoa/adulto.
Idosos pagam CAD 34 e crianças até 4 anos pagam CAD 28.
Veja aqui o site oficial e compre os ingressos.

  • Ripley´s Aquario

Outro programa muito legal para fazer na cidade, principalmente se você está indo para Toronto com crianças. Esse é o maior aquário do Canada e também a maior “coleção” de tubarões da América do Norte.

No Ripley´s Aquarium of Toronto, você vai encontrar mais de 15 mil animais marinhos (de água doce e salgada) do mundo inteiro, 5,7 milhões de litros d´água, 450 espécies de peixes e invertebrados… os números são impressionantes, assim como a experiência.

O Dangerous Lagoon, é a grande atração do aquário. Ele é um tunel de 97m com uma esteira rolante em que você fica cercado de água com os animais (e muitos tubarões) passando. A grande dica para uma boa foto aqui é fazer isso na segunda parte do túnel. Ela é idêntica a primeira mas fica bem mais vazia.

Não preciso nem dizer que a Victoria amou né? Ela ficou louca olhando todos os peixes, as águas vivas, os tubarões… foi realmente muito especial pra ela.

Preço: O ticket normal custa CAD 35 por adulto, CAD 24,25 para jovens de 6 a 13 anos, CAD 12 para crianças e CAD 24,25 para idosos. Se você comprar o ingressos pela internet com hora marcada os preços diminuem um pouco.
Veja aqui o site oficial e compre os ingressos.

DICA: Se você comprar o combo CN Tower + Aquário os ingressos saem beeem mais barato. Nos sites das duas atrações você tem essa possibilidade.

(Uma das galerias que fica super lotada! Logo depois tem outra idêntica quase vazia!)

  • Toronto Island

Outra grande atração turística da cidade são as ilhotas que formam o pequeno arquipélago conhecido como Toronto Islands no Lago Ontário. As ilhas ficam a 15 minutos de barco, de distância de downtown e é um passeio imperdível na cidade.

Nós visitamos apenas a ilha principal e já valeu o programa. Se você for no verão, como nós, você pode ir a praia, mergulhar no lago ou só pegar sol se preferir. Por lá você ainda consegue alugar bicicletas e triciclos para passear pela ilha, andar de pedalinho, almoçar em alguma das lanchonetes/restaurantes e se divertir em um pequeno parque de diversões.

O Parque tem atrações para todas as idades e tem até um teleférico que liga um ponto ao outro da ilha. Bem ao ladinho do parque tem ainda uma mini fazendinha que faz a alegria da criançada.

Mas se você só quer passear, já te adianto para preparar a máquina pois é de lá que você vai ter a melhor vista do skyline de Toronto.

Os barcos para Toronto Island saem do Jack Layton Ferry Terminal (no final da Bay St., em downtown) e custam CAD 7,87 ida e volta por adulto. Idosos e crianças tem preço diferenciado. Para saber mais veja o site oficial aqui.

  • Old Town/Downtown

Toronto é uma cidade grande e não tem mais aquele ar de antigamente, com construções antigas que vão sendo restauradas ao longo dos anos. Mas é em downtown que você ainda encontra algum resquício disso.

Uma das principais praças de downtown é a Nathan Philips Square, aonde fica o Toronto Sign, a Prefeitura e um pouco da história da cidade. Bem ao lado tem o Eaton Centre, um dos maiores shoppings da região.

É por ali também que fica o centro financeiro e comercial da cidade. Ande meio sem rumo pela York, Bay, Adelaide St. Depois caminhe pra lá e pra cá pela Queen e pela King, que são ruas que reúnem teatros, bares, restaurantes e lojinhas bacanas.

Acho que por ali vale andar quase sem rumo, passeando pelas ruas, olhando as lojas… Quem gosta de história, pode fazer um daqueles free walk tour na região. Veja aqui algumas opções.

  • PATH

O Path é uma espécie de “cidade subterrânea” de Toronto. Como a cidade passa por um longo e rigoroso inverno, os canadenses criaram um jeito de “sobreviver” e ainda fugir do inverno. E pra quem ainda não entendeu exatamente o que é, o Path é o maior complexo subterrâneo do mundo e está até no Guiness Book.

O Path tem 4 andares abaixo da terra e mais de 30km de extensão. Além de conectar o metrô a esse túnel, ele liga alguns dos maiores prédios da cidade e a região de downtown é toda coberta por ele. Ele abriga lojas, academias, supermercados, restaurantes… a sensação que você tem é de estar caminhando dentro de um shopping.

  • Distilery District

Uma das regiões que eu mais gostei de conhecer na cidade. Uma mistura de arte com bons drinks, arquitetura vitoriana com design moderno, um mix do novo e do antigo… O pequeno bairro é cheio de bares e restaurantes bacaninhas, obras de arte a céu aberto e lojinhas super descoladas.

No passado essa região abrigava a Destilaria Gooderham and Worts, que chegou a ser uma das maiores do mundo. Depois de 153 anos de funcionamento a destilaria parou de funcionar e a região ficou abandonada. Em 2004 um grupo de empresários resolveu transformar os 47 edifícios vitorianos, antes conhecidos como Gooderham and Worts, em um lugar diferente, que proporcionasse novas experiências aos moradores da cidade. E foi assim que surgiu o Distillery Historic District, ou simplesmente Distillery District.

  • Rogers Centre/Blue Jays Game

Eu não sou lá nenhuma grande fã de esportes, mas assumo que curto visitar estádios, assistir a jogos fora do Brasil e entender melhor a “paixão nacional” do lugar que eu estou visitando. Com Toronto não poderia ser diferente. Escolhemos ir ao jogo do Blue Jays no Rogers Centre e foi suuuper legal.

Primeira vez que assistíamos um jogo de baseball e víamos como era um estádio desses por dentro. Uma experiência muito legal. Minha dica é: se você, como eu, não ama esportes mas tem curiosidade de ver um jogo desses, compre seu ticket e vá, se não quiser/tiver paciência não fique para o jogo todo. Jogos de baseball podem durar até 3h e podem ser cansativos mesmo.

Nós saímos rápido porque o jogo do Blue Jays foi no mesmo dia do jogo do Brasil na Copa, mas tivemos a experiência completa. Almoçamos um hot dog com cerveja, vimos o teto retrátil do estádio abrir, tiramos fotos e claro, nos vestimos de blue jays.

  • Museus

Toronto é uma cidade recheada de bons museus para serem visitados. Nós optamos por não visitar nenhum dessa vez, mas antes de ir fiz uma pesquisa de quais museus eram mais bacanas e valiam a visita:

– AGO (Art Gallery of Ontario): O museu chama atenção pelo seu design e pela impressionante coleção de arte contemporânea e de arte canadense que ele abriga.
– ROM (Royal Ontario Museum): Ele está entre os principais museus do mundo quando o assunto é História Natural.
– Bata Shoe Museu: Um museu super diferente. Totalmente voltado para os calçados. São mais de 13 mil pares de sapatos expostos por lá.
– Museu Hockey Hall of Fame: Um museu focado no hockey, uma das “paixões nacionais”. Pra quem curte esportes, é um prato cheio e vale a visita.

Além desses, há vários outros museus e galerias por lá. Se nenhum desses encheu seus olhos, fique tranquilo, em um “google” você encontra um que vai ser mais a sua cara.

  • St Lawrence Market

Uma espécie de Mercadão de São Paulo, só que em Toronto! hahahaha A ideia aqui é exatamente a mesma, um espaço onde é possível comprar frutas, legumes, peixes frescos, carnes, pães, frios… tudo super fresquinho e de ótima qualidade.

Pra melhorar o passeio, além disso, o mercado possui restaurantes e bares variados para você provar um pouco do que eles podem oferecer. Tem restaurante de tapas, de comida portuguesa, de ostras, churrasco e muito mais.

Verifique o horário de funcionamento antes de organizar sua visita ao mercado para não chegar lá e estar fechado, por exemplo.

  • Casa Loma

O museu em forma de castelo chama a atenção em uma das poucas colinas de Toronto. Ele levou 3 anos para ser construído e tinha como objetivo ser a residencial oficial do financista Sir Henry Mill Pellatt. Porém, com a falência da família Pellatt, todos os bens da família foram confiscados, inclusive o castelo e todo os objetos dentro dele.

Hoje, o castelo é um museu que conta com mais de 25 ambientes e um jardim de 5 acres. Além disso, chama atenção dos turistas por já ter sido cenário de muitos filmes como X-Man, Chicago, The Pacifier…

ONDE COMER

Consegui experimentar alguns bons restaurantes na cidade e vou colocar aqui os que eu mais gostei e os que valeram a pena, seja pela comida, pelo ambiente ou pelo custo x benefício.

  • Trattoria Nervosa: O restaurante que eu mais gostei na cidade. Um italiano delicioso e na minha opinião imperdível. Fica em Yorkville e o ideal é fazer reserva. Peçam a massa com cogumelos trufados, é surreal!

  • Cibo: Outro italiano em Yorkville. O ambiente é maior, mais descolado e a comida é muito gostosa também. Ótima pedida para o jantar ou para um happy hour (hora em que os restaurantes lotam por lá!).
  • Terroni´s: Mais um italiano delicioso. Ele fica em downtown e tem um ambiente lindo. O restaurante ocupa hoje o espaço em que um dia já foi um fórum. É super bonito e as massas deliciosas.
  • REDs Wine Tavern: Esse lugar é uma ótima pedida para quem quiser tomar um drink, comer uns petiscos e curtir o happy hour canadense. Com gente bonita, comida gostosa e ambiente super agradável em downtown.
  • Rec Room: Esse lugar é uma excelente opção para quem tem criança. É uma mistura de restaurante com casa de jogos. Tem vários games, máquininhas e brinquedos para a criançada. A comida é normal.
  • Amsterdam Brewery e Steam Whistle Brewing: Essa dica não é exatamente de comer, mas sim de onde beber por lá. São duas cervejarias excelentes. A primeira é super famosinha e concorrida, a segunda fica bem pertinho do Rec Room, do Aquário, CN Tower…

COMPRAS

Toronto é uma cidade grande, e o que não faltam são boas opções de compras pela cidade. Resolvi falar aqui sobre algumas lojas específicas que chamaram a minha atenção e sobre dois shoppings que podem ser interessantes para aqueles que vão a cidade atrás das compras.

  • Eaton Centre: O shopping center mais pertinho dos pontos turísticos. Ele fica coladinho na Praça da Prefeitura (onde tem o Toronto Sign) e lá você encontra grandes marcas como GAP. H&M, Uniqlo…
  • Yorkdale Mall: Já foi o maior shopping fechado do mundo, hoje é o maior do Canadá. Ele fica um pouco mais afastado da região turística mas pode ser uma boa opção para quem quer dar uma caprichada nas compras.
  • Yorkville: O bairro mais nobre de Toronto é também aonde ficam concentradas as lojas das grandes marcas de luxo. Por lá você encontra Chanel, Gucci, Fendi, Dior e etc.
  • Dollarama: Uma espécie de loja de 1,99. Os produtos não custam necessariamente esse valor, mas são bem baratinhos e começam em CAD 0,25. Bom lugar para comprar brinquedos, itens de papaleria e de festa, bem baratinhos.
  • Winners: Uma espécie de loja de departamento de itens fora de coleção. Igualzinha a Ross e a TJ Maxx. Ótima pedida para comprar malas, meias e itens de beleza.
  • DECIEM Store: A loja de uma grande empresa de cosméticos canadense. São eles que vendem os famosos produtos da The Ordinary. Recomendo MUITO para as amantes dos cuidados com a pele.
  • Hatley: A loja mais fofa de criança que eu vi por lá. Além de produtos tipicamente turísticos, a loja tem uma seleção de roupinhas fofas super diferentes. Vic saiu de lá com uma capa de chuva e uma galocha que combina. Um sonho! Fui na do Distilery District, mas sei que tem outras pela cidade.
  • MEC: Uma espécie de Decathlon canadense. A loja é um mundo para os amantes dos esportes radicais, trilhas e afins. Interessante para quem vai para as Rocky Mountains depois e precisa de algum item para levar.

(Olha o “estilo” da Chanel de Yorkville! O bairro é uma graça e vale o passeio!)

Ufa! Acho que agora sim esse post ficou completo o suficiente para ajudar outros viajantes que estão indo para Toronto!

Quem quiser saber mais sobre o Canadá, pode ver clicando nos posts abaixo:

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Viajamos em junho de 2018. Victoria tinha 11 meses.

Conhecer Niagara Falls nunca esteve na minha listas de prioridades, mas assumo que depois que estive em Foz do Iguaçu (e me apaixonei) o desejo de ver mais uma grandiosidade da natureza aumentou, e muito.

Com a nossa ida para o Canadá definida, resolvemos que iríamos a Niagara Falls, nem que fosse apenas para dar um check e conferir se o lugar era mesmo tão bonito como falavam. Ainda bem que fomos. É uma beleza totalmente diferente de Foz, aliás, isso vai virar post em breve, mas é muito lindo sim.

A CATARATA

As Cataratas do Niágara ficam exatamente na divisa entre os Estados Unidos e o Canadá. De um lado Ontario, do outro lado o estado de Nova York. A Catarata é composta por três grupos de cachoeiras: as canadenses, as americanas e o véu da noiva.

Apesar de não ser excepcionalmente alta, as Cataratas do Niágara são muito largas, sendo facilmente a mais volumosa queda d’ água localizada na América do Norte. Quando o volume de água é alto, cerca de 168 mil m³ de água cai das quedas cada minuto.

Uma curiosidade: Niágara significa trovoada das águas. E quem a nomeou assim, foram desbravadores europeus que estavam na região disputando terras com os índios.

COMO CHEGAR

Sem dúvidas a melhor forma de chegar a Niagara Falls, pelo lado canadense, é alugar um carro. Dessa forma você tem mais liberdade para ir e vir a hora que quiser, parar no caminho, conhecer outros lugares e claro, ter o seu tempo ali nas Cataratas. Sem dúvidas a opção mais rápida e prática. Foi como fizemos e foi bem tranquilo.

Saindo de Toronto você pode também ir de ônibus. As empresas Megabus e Greyhound levam até a cidade. O valor da passagem é em média CAD20, cada perna. Chegando na rodoviária você terá que fazer uma caminhada de mais ou menos 4km para chegar as cataratas ou pegar um taxi.

Contratar um shuttle também é uma boa opção. Eu indico a Diana, da Intermundo Canadá (+1 647 569 6560). Foi ela nos atendeu em Toronto, tem carro grande, fala português, tem cadeirinha para colocar no carro se você tiver um bebê e é um amor de pessoa.

ONDE FICAR

A minha melhor sugestão e recomendação para você é: hospede-se em Niagara on the Lake. A cidade fica a 20 minutos de Niagara Falls e é uma gracinha. Muito mais agradável para ficar. De qualquer forma, como sei que as vezes não conseguimos montar o nosso roteiro de viagem exatamente como queremos selecionei alguns hotéis nas duas cidades para você.

  • Niagara Falls

Aqui tem taaaanta opção de hotel, que achei melhor selecionar alguns de rede que eu conheço e que sei que são bons ou tem bom preço. Na hora de tomar a sua decisão acho que vale pensar da seguinte forma: prefiro ter vista (ou estar bem perto) da catarata e mais afastado um pouco da rua principal ou vice e versa? Tomando essa decisão você escolhe entre algum desses hotéis aqui.

Sheraton on the Falls | Best Western Fallsview | Radisson Fallsview | Holliday Inn | Hilton

Se por acaso nenhum desses hotéis te atender, você pode ver outras opções clicando aqui.

Foto da galeria desta acomodaçãoFoto da galeria desta acomodação

  • Niagara on the Lake

Riverbend Inn: Foi o hotel que nos hospedamos. Ele não fica exatamente no centrinho, mas é em uma vinícola e tem um restaurante delicioso com uma vista de cair o queixo.

Pillar and Post Inn and Spa: Ótima opção para quem vai no inverno pois o spa deles é uma delicia e eles são super bem localizados.

Prince of Wales: Um dos hotéis mais procurados da cidade. Fica super bem localizado na esquina de maior movimento da cidade.

The Charles Hotel, Somerset e 124 Queen Hotel são outras ótimas opções super bem localizadas na cidade. Pertinho dos restaurantes, lojas e claro, do lago. Se quiser ver mais opções de hotéis, pousadas e apartamentos em Niagara on the Lake, clique aqui.

Foto da galeria desta acomodaçãoFoto da galeria desta acomodação

O QUE FAZER

Acho que aqui não preciso falar muito né? Você vai andar muuuuito pelo calçadão que beira as cataratas, tirar milhares de fotos, admirar os barquinhos que chegam super perto da queda d´água, passear, passear e passear. Esse é um programa pra fazer com calma, pra admirar a natureza. Se você, como eu, só vai passear pelo calçadão. Em uma manhã você consegue ir e vir com bastante calma, fazendo muitas fotos e parando para admirar a paisagem a cada passo.

Se você quer um pouco mais de emoção e está indo visitar as Cataratas no verão, pode fazer os passeios de barco. O Maid of Mist é o barco da empresa Hornblower que te leva bem pertinho das quedas e sai do lado canadense. Junto com seu ticket você ganha uma capa de chupa, que serve apenas para ilustrar porque mesmo com ela você vai sair completamente encharcado. Prepare-se. Ah! Se você costuma enjoar em barco, pense duas vezes. Li em todos os blogs que os barco balançam muito.

Outro programa super interessante para fazer por lá é o “Journey Behind de Falls“. O programa nada mais é do que passear por túneis construídos em 1846 e chegar a uma plataforma na parte inferior da Horseshoe Fall, a maior queda de Niágara.

Outro programa bastante procurado por lá é a Skylon Tower. Uma torre de observação com 160m e uma excelente vista para as Cataratas. Pessoalmente, achei ela um pouco detonada e não tive muito interesse em subir.

Last but not least… o sobrevôo de helicóptero. Eu achei o vôo suuuuper legal. Amo fazer esse tipo de programa que te dá uma perspectiva totalmente diferente do lugar. Ver as Cataratas do alto foi incrível. O vôo é bem rápido em 15 minutos você faz o passeio, e o piloto pode fazer com emoção se você (e as outras pessoas do vôo quiserem). No meu helicóptero tinham várias crianças que amaram isso.

Você pega o helicóptero na sede da Niagara Helicopters, a empresa oficial dos vôos na região. Ela fica a uns 15 minutos de carro da Catarata em si. O vôo começa ali, passa por cima da hidrelétrica, vai sobrevoando o rio até chegar em cima das Cataratas de fato. Ali o piloto voa em 8 para todo mundo do helicóptero tenha uma boa visão da Catarata. Bem legal!

DICAS

Uma das coisas que me falaram assim que eu estava chegando lá foi a respeito do estacionamento. Parar o carro por lá é super caro. O estacionamento “público” cobra mais ou menos CAD25 e os cassinos cobram CAD20. Ou seja, uma graninha alta. A dica é: procure pelo ihop que fica logo no alto da rua em que está a torre de observação e estacione lá gratuitamente. Em menos de 5 minutos você vai estar nas Cataratas e não vai precisar pagar uma fortuna para parar o carro.

Outra dica legal é sobre o horário de visitação. Quanto mais cedo você chegar, mais vazio vai estar e mais fácil vai ser fazer fotos sem ninguém por perto. O lado ruim disso? A luminosidade pode não ser a melhor. Quanto mais para o meio dia, mais verdinha fica a água pois o sol bate de cima na Catarata.

Se você só for andar pelo calçadão não se preocupe em levar roupa extra, por lá você não vai ficar tão molhado. Mas se resolver fazer os passeios de barco ou o que vai embaixo da queda d´água prepare-se para ficar encharcado e precisar trocar de roupa depois.

Se você tiver tempo de sobra passeio um pouco pela cidade de Niagara Falls. Sim, apesar desse ser o nome da Catarata é também o nome da cidade. Lá é uma cidade com vida noturna, cassinos, restaurantes e muito turismo. Mas se você estiver com o tempinho contado, faça suas fotos e corra para Niagara on the Lake, você vai se apaixonar.

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