Ooooooi pessoal! Se você está lendo esse post perto da hora de publicação dele, saiba que nesse momento eu devo estar pousando em Fernando de Noronha.

Vamos passar 6 dias por aqui e estamos animadíssimos. Dessa vez, a pequenininha ficou em casa e nós viemos sozinhos (com o coração apertado, muito, não nego), mas muito felizes por estarmos conseguindo conhecer um lugar que queríamos tanto.

Ou seja, nos próximos dias, se a internet de Noronha permitir vou postar tudo para vocês. Os programas que vamos fazer por lá, os passeios, dicas, restaurantes, praias, pores do sol e muuuuito mar verdinho (assim espero!).

Me acompanhem no instagram @coisasqueamamos e no Facebook pois vou postar tudo por lá! E claro, aguardem pois quando eu voltar vou preparar um post-guia daqueles que vocês amam. Super completo, cheio de dicas e informações para vocês também montarem as viagens de vocês.

Ah! O blog estará abastecido de posts novos na 2a e na 5a, e as redes sociais terão novidades (e conteúdos não necessariamente relacionados apenas a Noronha) todos os dias, várias vezes ao dia. Preparem-se!

Beijos,
Nathalia

27
set 2018

Inhotim | Brasil

Há muito tempo venho tentando me organizar pra conhecer Inhotim. Era uma vontade antiga mesmo, da época em que comecei a me interessar mais por arte e por viajar dentro do Brasil. Por mil motivos a viagem nunca saía, até que em uma promoção inesperada comprei as passagens pra BH e assim, sem mais nem menos, resolvemos que finalmente íamos conhecer Inhotim.

Pra quem não sabe, O Instituto Inhotim é a sede de um dos mais importantes acervos de arte contemporânea do Brasil e considerado o maior centro de arte ao ar livre da América Latina. Está localizado em Brumadinho, uma cidade com 38 mil habitantes, a apenas 60 quilômetros de Belo Horizonte.

COMO CHEGAR

Para chegar até Brumadinho você tem algumas opções: voar até Belo Horizonte e de lá alugar um carro ou contratar um transfer/motorista para te levar e trazer de volta.

Nós optamos por alugar um carro (alugamos aqui!) e ter mais facilidade/disponibilidade por lá. Apesar do trajeto ser curto, essa é uma viagem de mais ou menos 1h30 de carro, sem engarrafamento. A estrada é tranquila, com bastante sinalização e o waze funciona super bem todo o trajeto.

ONDE FICAR

Brumadinho é uma cidade pequena e bem simples, por lá vocês não vão encontrar muitas opções de hospedagem luxuosas, mas tem varias opções de hotéis e pousadas bem simpáticas que atendem de forma bastante satisfatória os interessados no Instituto.

Estrada Real Palace Hotel
Ville de Montagne Hotel
Pousada Verdes Vilas
Pousada Dona Carmita
Pousada Alta Vista

Foto da galeria desta acomodaçãoFoto da galeria desta acomodação(Estrada Real Palace Hotel | Fotos do Booking.com)

Como nós estávamos em 4 adultos e 2 bebês, optamos por alugar uma casa pois seria mais confortável pra gente. Ficamos na Casa Inhotim, uma casa simples e confortável a 5min de carro do centro da cidade e a 10min de Inhotim.

Há quem prefira fazer bate e volta de BH e dormir por lá, nesse caso selecionei alguns hotéis pra quem quiser fazer esse esquema. Lourdes é o badalo de BH, uma espécie de Leblon da cidade. Selecionei algumas opções nesse bairro e algumas outras opções mais no caminho do Instituto.

Quality Lourdes
Promenade BH Platinum
BH Othon Palace
Holiday Inn Savassi
Ibis BH Savassi

Uma novidade é que em breve será inaugurado um super hotel de luxo dentro do Instituto. A ideia é fazer uma verdadeira imersão no mundo das artes. O hotel, que está sendo construído pelo grupo do Txai (de Itacaré), promete ser super diferente, luxuosos e muuuuito moderninho.

MELHOR ÉPOCA E QUANTO TEMPO FICAR

Sempre acho que para alguns destinos do Brasil isso é muito relativo. Pessoalmente nem olhei se era uma “boa época” quando comprei as passagens e os ingressos. Acho que fiz isso por ser um destino “perto de casa”. Imaginei que a temperatura não seria tão diferente e não foi mesmo. Pegamos dias lindos, calor durante o dia e fresquinho de manhã cedo e à tarde/noite.

Se setembro é a melhor época eu não sei, mas com certeza se fôssemos em um dia de chuva seria bem ruim pois todo o deslocamento lá dentro é feito ao ar livre e a pé. Sem falar que várias obras ficam mesmo a céu aberto. Ou seja, em um dia de chuva não seria legal. Acho que essa é a única grande preocupação climática que vocês precisam ter.

Com relação a quanto tempo ficar, vou ser bem pragmática aqui: não passe menos de 1 dia e meio no museu se você tem a intenção de ver todas as obras. E entendam ver como dar uma olhada e não ficar 200h analisando todos os detalhes. É impossível, mesmo que você seja a pessoa mais rápida do mundo. Pessoalmente, acho que fazer um bate e volta de BH, não vale a pena. A não ser que essa seja sua única opção. Mas se você consegue dormir pelo menos uma noite na cidade, faça isso e curta o Instituto com calma.

Nós pegamos um vôo que saía as 7h do Rio e até pousar em BH, alugar o carro e dirigir, chegamos em Brumadinho 11h30. Ou seja, esse foi nosso “meio” dia. No dia seguinte chegamos em Inhotim um pouquinho antes de abrir e saímos na hora que fechou.

ANTES DE IR

Algumas coisas ninguém te fala mas são bem importantes de você saber antes de ir pra lá. Uma delas é: compre seus ingressos pela internet e com antecedência. As filas para comprar na hora são imensas. Mesmo. (O site oficial é esse aqui!)

O Instituto é muito grande, logo, você vai andar muito. Se você tem tempo e isso não é um problema pra você, ótimo. Mas a minha recomendação, independente da sua idade e estilo de viagem é para você comprar junto com seus ingressos pelo menos um dia do transporte em rotas oferecido por eles. Essa dica foi a nossa guia que deu e foi essencial. Vende no mesmo site dos ingressos.

Aliás, contratar um guia, na minha opinião, é fundamental. Ele te acompanha durante toda a visita e te explica sobre o Instituto, sobre as obras, os artistas, sem falar que eles conhecem aquilo com o palma da mão então sabem o melhor caminho, as “melhores” obras… sou suspeita para falar porque realmente acho imprescindível. A nossa viagem não teria sido a mesma sem a nossa guia, que foi maravilhosa.

Ela aguentou nossas piadas, tinha paciência com os horários dos bebês, era fotógrafa do grupo (e das boas) e ainda atuava como babá de vez em quando! Hahahahahah Mas sério, recomendo MUITO! Vou colocar o contato dela aqui.

Thais Martini
(31) 9562-7979
@tatamartinii

Entre em contato com ela com antecedência e já faça seu agendamento. Assim você garante uma visita assistida que certamente será melhor do que passear meio sem rumo (e sem informação) por lá. É o tipo de coisa que vale cada centavo, sabem?

ONDE COMER

Dentro do Instituto você encontra 2 grandes restaurantes e alguns bares, cafés e lanchonetes. Então, comida não será um problema pra você. Nós acabamos experimentando apenas um restaurante porque gostamos tanto que quisemos repetir no dia seguinte.

  • Tamboril: Foi o que amamos. Ele é um buffet de pratos principais e sobremesas, com valor fixo (R$79,90) e você pode comer o quanto quiser. A comida tem gosto de comida caseira e mistura um toque mineiro com uma culinária mais internacional. Tudo estava muito saboroso. Gostamos tanto que repetimos no dia seguinte.

  • Oiticica: É um restaurante um pouco maior, perto das obras do Hélio Oiticica (por isso o nome). Diferente do Tamboril, esse é um restaurante a kilo (R$49,90/kg). Você paga de acordo com a quantidade que comer.

Recomendo que você faça reserva para os restaurantes, principalmente se for na alta temporada ou em feriados pois o instituto fica bem cheio e a gente não quer perder tempo em fila de restaurante né?!

AS OBRAS

Não tenho a menor condição ou capacidade de falar uma a uma aqui. Mas acho que algumas valem um destaque por serem muito legais ou diferentes. Então, resolvi fazer uma seleção das que eu mais gostei por algum motivo. E assim, vocês podem marca-las como imperdíveis na visita de vocês a Inhotim.

Sonic Pavilion | Doug Atkin: Uma das minhas preferidas. Uma ideia simples e genial: o som da Terra. “Trata-se de abrir um furo de 200  metros de profundidade no solo, para nele instalar uma série de microfones e captar o som da Terra. Este som é transmitido em tempo real, por meio de um sofisticado sistema de equalização e amplificação, no interior de um pavilhão de vidro, vazio e circular,  que busca uma equivalência entre a experiência auditiva e aquela com o espaço”. É muito interessante!

Forty Part Motet | Janete Cardiff: Ousaria dizer que foi a minha preferida. “Utilizando microfones individuais, Janet Cardiff gravou cada integrante do coral da Catedral de Salisbury,  trabalhando com vozes masculinas (baixo, barítono e tenor) assim como com uma soprano infantil. Na instalação, a artista usa um alto-falante para cada voz, o que permite ao espectador ouvir as diferentes vozes e perceber as diferentes combinações e harmonias à medida que percorre a instalação.” Ou seja, você fica no meio de um coral cantando. É de arrepiar.

Galeria Adriana Varejão: Uma das galerias mais famosas e bonitas do Instituto. São diversas obras no pavilhão que mostram um pouco do trabalho da artista. “Adriana Varejão elegeu o campo da pintura para desenvolver sua obra. Sua produção abarca fotografia, escultura e instalação, mas sobretudo a pintura, no sentido mais clássico do termo, pela utilização de materiais e técnicas característicos desta que é, historicamente, tanto a mais nobre quanto a mais apreciada linguagem das artes visuais. Nos trabalhos reunidos aqui, é possível acompanhar a diversidade de interesses de sua obra e a variedade de fontes de sua pesquisa – a abstração, a ruína, o monumento, o monocromatismo, a violência; a história, as ciências naturais, a arquitetura.”

Cosmococa | Hélio Oiticica: Nesse espaço você encontra várias instalações interativas do artista. Estas obras transformam projeções de slides em instalações ambientais que submetem o espectador a experiências multisensoriais. É uma das mais famosas do Instituto e muitas vezes tem fila para entrar.

Galeria Cildo Meireles: São 3 ambientes com três obras completamente diferentes. Todas muito interessantes. A “Através” você vai pisando em cacos de vidro para conseguir chegar ao centro da obra. Na “Desvio para o Vermelho” você entra em um ambiente totalmente impregnado com a cor. Achei MUITO interessante. E a terceira é a “Glove Troter” uma malha de aço que cobre bolas de diversos tamanhos. “Seu trabalho pioneiro no campo da arte da instalação prima pela diversidade de suportes, técnicas e materiais, apontando quase sempre para questões mais amplas, de natureza política e social.”

Narcissus Garden Inhotim | Yayoi Kusama: Uma das mais conhecidas obras do Instituto. São 500 bolas de aço inoxidável que flutuam sobre um espelho d´água criando formas diferentes de acordo com o vento e refletindo a paisagem local.

Beam Drop | Chris Burden: É a recriação de uma obra que existia em NY. Mas pra mim, o interessante dessa obra foi a forma como ela foi feita. Um guindaste ficou por 12h, lançando as 71 vigas de ferro que compõe a escultura em uma poça de cimento fresco. Tudo isso, sendo orquestrado pelo artista, claro. Resultado final: Beam Drop. Interessante (além de produzir ótimas fotos!).

Ttéia | Lygia Pape: Essa é uma obra “simples”, mas chamou muito a minha atenção. É uma obra toda feita com fios metalizados. “O texto versa sobre o resgate da liberdade de experimentação, questionando os parâmetros racionalistas do projeto construtivo e recuperando a dimensão subjetiva da obra”.

Bom, essas são apenas algumas das muitas obras e galerias que vocês vão encontrar por lá. São as que me marcaram de alguma forma, as que eu mais gostei por algum motivo ou as que chamaram a minha atenção. No site oficial de Inhotim você encontra mais informações sobre todas as obras, exposições, coleções e galerias do Instituto.

VALE IR COM BEBÊ E CRIANÇA?

Na minha opinião vale MUITO! Tanto bebê quanto criança. Claro que bebê não entende absolutamente nada em termos de obra de arte, mas quem é que quer que eles entendam não é mesmo? O lugar é lindíssimo, todo arborizado, cheio de flores, plantas, lagos, gramadões verdinhos… pros pequenininho é um prato cheio em termos de estímulos, ar puro e natureza.

Pros maiores acho ainda mais interessante pois muitas das obras são interativas, acessíveis e diferentes. Elas despertam o interesse dos pequenos. Algumas obras tem piscina aberta para os visitantes, outras tem diferentes tipos de interatividade… E assim como é um show de estímulos para os bebês, para as crianças maiores também é. Com a diferença de que talvez elas entendam um pouco mais do espaço que estão conhecendo e visitando.

Na prática: todos os lugares tem rampa e são super acessíveis. Vocês não terão problema de andar com carrinho de bebê pra cima e pra baixo. Além disso, tem a possibilidade de usar o carrinho de golfe pago, disponível no instituto. Algumas distâncias são muito longas e sem dúvidas, é uma boa pedida para quem está com criança. Os restaurantes são super tranquilos e kids friendly. Eles tem cadeirinha para os pequenos e opções de comidinha bem tranquilas.

Em resumo, gostei muito de ter ido a Inhotim. Era um lugar que eu queria muito conhecer e superou as minhas expectativas. Muito mais organizado, bonito e agradável do que eu imaginava. Muito legal de levar os bebês, de passear, ótima comida, obras super interessantes pra todos os gostos e idades.

Uma viagem relativamente barata dentro do Brasil e que vale a pena ser feita. Recomendadíssima!

Viajamos em setembro de 2018. Vic tinha 14 meses. 

Acho que esse foi um dos posts de viagem que eu demorei mais tempo para escrever. Foram tantas lembranças, anotações, pesquisas… quis realmente passar para vocês todos os detalhes do que eu vivi por lá e do que eu achei bacana para recomendar tudo tim tim, por tim tim. Até porque, como eu contei aqui, achei um tanto quanto complicado achar informações realmente úteis sobre as Montanhas Rochosas Canadenses, Banff e Lake Louise.

Pra começar, aquilo que todo mundo chama apenas de Banff, na verdade é um pouco mais. Banff é a principal cidade da região das Montanhas Rochosas, que abriga o imenso Banff National Park. É nesse parque que você encontra aqueles lagos maravilhosos, dignos de fotos de fundo de tela do computador e pastas lotadas de pins no Pinterest.

O Parque Nacional Banff é um parque nacional canadense e o mais velho do Canadá, estabelecido em 1885 nas montanhas rochosas. O parque está localizado a 110- 180 quilômetros a oeste de Calgary, na província de Alberta, abrangendo cerca de 6.641 quilômetros quadrados, de terreno montanhoso, com inúmeras geleiras, campos de gelo, densas florestas de coníferas, e paisagens alpinas. O principal centro comercial do parque é a cidade de Banff, no vale do Rio Bow. O parque é um patrimônio mundial da Unesco.

A Canadian Pacific Railway foi instrumental nos primeiros anos de Banff, construindo o Hotel Banff Springs e o Château Lake Louise, atraindo turistas através de publicidade extensiva. Desde 1960, as acomodações do parque ter sido abertas todos os anos, as visitas de turismo anuais em Banff aumentaram para cerca de 5 milhões a partir da década de 90 Milhões de pessoas passam pelo parque através da Rodovia Trans-Canadá. Como Banff tem mais de três milhões de visitantes anualmente, a saúde de seu ecossistema tem sido ameaçada. Em meados da década de 90, Parks Canada respondeu iniciando um estudo de dois anos, que resultou em recomendações de gestão e novas políticas que visam preservar a integridade ecológica do local. (Fonte: Wikipedia)

CHEGANDO

Você pode voar para Calgary ou Edmonton e de lá pegar um carro ou um motorhome para ir até o Parque. Essa é a opção mais rápida e sem dúvidas a que eu recomendo. Muitas pessoas, saem de Vancouver já de carro e vão até lá. Essa pode ser uma outra opção caso você esteja na cidade e tenha bastante tempo de viagem.

Nós voamos de Toronto até Calgary (4h de vôo), dormimos uma noite por lá no Days Inn (pertinho do aeroporto e baratinho, só pra passar a noite e seguir viagem no dia seguinte) e alugamos um carro para nos deslocar pelo Parque.

Se você for de Calgary para o Parque de carro, recomendo que você fique atento ao GPS e não deixe que ele te tire da 1A, a Icefields Parkway. O caminho por ela é um pouquinho mais longo, mas é lindíssimo e vale muito a pena.

Se vocês forem no verão recomendo MUITO que vocês façam todas as reservas com bastante antecedência. Isso inclui comprar passagens de avião, alugar o carro e reservar os hotéis.


MELHOR ÉPOCA

Com certeza a melhor época para conhecer os lagos e ver essas cores lindas é no verão. De junho a setembro as temperaturas estão mais altas, os lagos estão descongelados, quase não chove e a paisagem que você vai encontrar vai ser mais colorida.

No inverno, a região é tomada por neve e por temperaturas congelantes. Mas pode ser uma boa pedida para quem quer esquiar ou fazer esportes de neve. De qualquer forma, lembre-se que nessa época os lagos estão completamente congelados e as paisagens estão mais cinzas.

SEGURO

Como expliquei no post de Toronto, para entrar no Canadá não é obrigatório que você tenha um seguro viagem (como é o caso da Europa, por exemplo), porém, eu NUNCA recomendo que você viaje, para nenhum lugar do mundo, sem um seguro. Nunca!

Especialmente para essa viagem, onde você irá fazer trilhas na mata fechada, pode encontrar animais selvagens e vai andar muito de carro para lá e para cá, recomendo que você esteja segurado antes de sair do Brasil.

O seguro não é apenas médico. Em quase todas as empresas eles cobrem atraso e perda de bagagens, rastreio das mesmas em caso de atraso… isso é ótimo! Nós mesmos tivemos problema com a nossa mala nessa viagem e o seguro cobriu todos os nossos gastos lá.

Eu sempre recomendo o comparador de preços e coberturas da Real. Ele te dá uma boa visão do que as empresas estão oferecendo e qual o valor de cada seguro. Sempre faço com eles e nunca tive problemas.

COMO SE LOCOMOVER

Esse é um ponto bastante importante no desenvolvimento da sua viagem. Pessoalmente eu só recomendo duas opções de locomoção na região: carro ou motorhome. O transporte público é quase inexistente, as distâncias são enormes (o que inviabiliza o uso de taxis e uber) e a sua programação pode variar muito de acordo com a previsão do tempo, do seu estilo de viagem…

Nós fomos em 4 pessoas e um bebê e alugamos dois carros. Foi uma ótima pedida. Tínhamos liberdade para fazer a programação que queríamos, no nosso horário, e funcionou muito bem pra gente. Alugamos o carro do Brasil, nesse site aqui.

Outra opção bem legal é fazer essa viagem de motorhome. Queríamos muito, mas achamos que com a Victoria não seria uma opção muito razoável então deixamos essa opção para uma outra oportunidade, mas acho que vale muito a pena também. Você também tem liberdade, faz as coisas no seu tempo e se organiza da forma que funciona melhor pra você.

A dica aqui é a mesma: reserve seu motorhome com antecedência e garanta suas vagas nos campings também com antecedência para não ficar sem ter onde estacionar. Apesar de nunca ter feito uma viagem de motorhome, entendo que a logística é diferente, por isso é fundamental dormir em um “estacionamento” adequado que te forneça energia elétrica, que tenha uma dumping station para você despejar o lixo…

ROTEIRO E QUANTO TEMPO FICAR

Definir o roteiro é uma das coisas mais difíceis nessa viagem. Saber quanto tempo ficar, aonde ir, o que fazer… vou falar para vocês o que eu fiz, e o que eu faria de diferente. Isso talvez ajude vocês a montar o roteiro da melhor forma possível.

Como estávamos com a Victoria e tínhamos relativamente pouco tempo, optamos por ficar 4 dias inteiros na região e dividir esses dias de acordo com a programação que a gente queria fazer e com o tempo.

Nosso roteiro ficou mais ou menos assim:

Dia 1: Calgary – Jhonston Canyon + Peyto Lake
Dia 2: Emerald Lake + Lake Louise + Fairmont Lake Louise
Dia 3: Banff + Two Jack Lake + Vermillion Lake
Dia 4: Hector Lake + Bow Lake + Moraine Lake + Lake Louise

Assim ficaram nossos dias por lá. Fazíamos as coisas com calma, andávamos em volta do lago, tirávamos muitas fotos, parávamos para comer, passeávamos… não estávamos com pressa e nem tampouco tínhamos a intenção de conhecer “tudo”. Mas conseguimos nesses 4 dias conhecer tudo aquilo que realmente queríamos e ficar completamente encantados com a região.

O que eu faria de diferente? Em primeiro lugar, me organizaria para ficar mais tempo por lá. Acho que o ideal é passar pelo menos 5 dias inteiros. Outra coisa que eu não fiz e senti falta, foi de dormir em Jasper e explorar essa área. Nem chegamos a ir até Jasper por falta de tempo x distância.

O que acertamos na mosca? Na nossa hospedagem. Enquanto 90% das pessoas recomendam que você se hospede em Banff por causa da cidade, acabamos ficando em Lake Louise e foi a decisão mais acertada. Isso nos poupava MUITO tempo nos deslocamentos, pois a grande maioria dos lagos “famosos” fica mais perto do Lake Louise.

ONDE FICAR

– Lake Louise

Foi a nossa escolha. Pessoalmente achei incrível a localização do hotel que ficamos. Ele ficava a 5 minutos do Lake Louise e bem perto dos outros grandes lagos, ou seja, quase não perdíamos tempo no deslocamento de um lugar para o outro.

  • Paradise Lodge: Foi a nossa escolha e amamos. Super confortável, bem localizado, equipe atenciosa e tudo super bem cuidado.
  • Lake Louise Inn: Chegamos a reservar esse hotel mas acabamos achando que o Lodge seria melhor pra gente por causa da cozinha, mas foi nossa opção de hotel na região.
  • Mountaineer Lodge
  • Fairmont Lake Louise

– Banff

É a opção mais comum. Tem grandes hotéis, hotéis de rede, apartamentos para alugar… sem falar, que estando em Banff você está na cidade. Pode sair a noite para jantar, pode fazer compras, curtir a cidade em si.

Foto da galeria desta acomodaçãoFoto da galeria desta acomodação(Esse é o Paradise Lodge, o que nos hospedamos e eu amei! Recomendo muito!)

– Canmore

A opção mais afastada de tudo, porém, a mais barata. Em Canmore você vai achar hotéis e apartamentos incríveis a preço de banana. Portanto, se você está querendo economizar na hospedagem, essa pode ser uma boa opção.

– Jasper

A cidade de Jasper é micro, consequentemente não tem muitas opções para quem decide dormir por lá. Ainda assim, acho que vale a experiência.

O QUE FAZER

Resolvi contar aqui um pouco sobre cada lago e lugar que eu visitei por lá e algumas atrações bacanas na região. Aproveitei para falar sobre o nível de dificuldade (De 0 a 5, sendo 0 = a nenhum nível de dificuldade e 5 bem difícil/cansativo)  para chegar e para fazer as trilhas do local e sobre o fato de ser ou não kids friendly. Não no sentido de aceitar ou não crianças, mas sim de ser tranquilo para ir com um bebê/criança pequena.

  • Lake Louise

O lago mais famoso da região é também um dos mais bonitos. Esse não pode ficar de fora da sua lista de “must go” nas Montanhas Rochosas Canadenses. É lá que fica o luxuoso Fairmont Lake Louise e provavelmente é lá que você vai fazer muuuuitas fotos nessa viagem.

Tire uma manhã inteira ou uma tarde para passear por aqui. Você pode alugar um caiaque  (pela bagatela de CAD125 por 30 minutos), andar pela trilha na lateral do lago e claro, dar uma volta no hotel. Nós almoçamos dois dias por lá e foi excelente.

Nivel de dificuldade: 0
Kids Friendly: Sim

  • Moraine Lake

Outro lago lindíssimo e imperdível. Sua água azul turquesa chama atenção no meio da paisagem. Assim como o Lake Louise ele é super tranquilo de chegar e de fazer a trilha em volta do lago.

Quem quiser uma paisagem ainda mais bonita, pode subir até um mirante que tem logo na entrada no lago. A subida é pequena e bem fácil e você não vai se arrepender quando chegar lá em cima e admirar a vista.

Nivel de dificuldade: 1
Kids Friendly: Sim (De canguru ou a pé. Com carrinho não é legal!)

  • Peyto Lake

Outro lago maravilhoso e que não pode ficar de fora da sua lista. Diferente da maioria, esse você não chega pertinho da água. Esse você vê de um mirante lá no alto. Do estacionamento até o mirante é necessário fazer uma pequena caminhada de aproximadamente 10 minutos.

A paisagem lá do alto é surreal de linda. É o azul mais azul que eu já vi, parece até tinta. É incrível e imperdível.

Nivel de dificuldade: 1
Kids Friendly: Sim

  • Emerald Lake

Um dos lagos mais verdes que eu já vi na vida. A cor da água é realmente de esmeralda, não a toa seu nome é esse. O passeio em volta do lago é delicioso e muuuuito fotogênico. Ele é uma ótima opção para quem quer alugar um caiaque para passear sem ter que gastar uma imensa fortuna pra isso. Foi o lago mais barato que achamos para esse tipo de passeio.

É lá que fica o Emerald Lake Lodge, outra opção de hospedagem um pouco mais afastada de Banff, mas no meio de uma paisagem surreal. Pessoalmente, achei meio afastado de tudo, mas se você quer relaxar e curtir o lago, pode ser uma boa opção.

Depois da caminhada pelo lago sentamos no café, tomamos uns drinks, pedimos umas comidinhas para beliscar e curtimos muito a paisagem de cair o queixo.

Nivel de dificuldade: 0
Kids Friendly: Sim

  • Jhonston Canyon

Um dos lugares mais diferentes que você vai ver por lá. É uma grande trilha, dentro de um canyon imenso. A trilha é dividida em duas partes: inferior e superior. A primeira, é a menor e a mais fácil de fazer. A segunda é a continuação da primeira somada a um trecho de subida, que te leva até o mirante de uma super cachoeira.

Pra quem gosta de cachoeiras, paisagens diferentes, rios, pedras, canyons… é um programa imperdível. Mas quem tem pouca disposição física, pode achar um pouco cansativo. Eu gostei muito dessa trilha e acho que vale a pena fazer pelo menos a trilha inferior.

Não esqueça de levar uma garrafinha de água e ir com uma roupa confortável para caminhar. Calcule pelo menos umas 2h entre ida e volta na trilha menor. Se for até a maior pode calcular 3h.

Nivel de dificuldade: 3
Kids Friendly: Difícil (no canguru é tranquilo porém cansativo para os pais pois a trilha é relativamente longa, a pé pode ser cansativo, de carrinho impossível)

  • Hector Lake

Um lago sem pretensão nenhuma, no caminho de Jasper. Paramos para conhecer a achamos lindo. Não o lago apenas, mas a florestinha que precede o lago também. Cheia de árvores com marcas de ursos, galhos… e no fundo, aquele lago verdinho, lindo.

Vale uma paradinha de 15 minutos para fotos, para observar as muitas marcas de ursos nas árevores e para dar aquele check nesse lago também.

Nivel de dificuldade: 0
Kids Friendly: Sim

  • Bow Lake

Outro lago que fica no caminho para Jasper, um pouco antes do Peyto Lake. É enoooorme e verde claro. Muito bonito. Daqueles que sem pretensão nenhuma você encontra na beira da estrada e fica de queixo caído, sabem? Ele é enorme e no cantinho dele tem um Lodge super simpático o Num-Ti-Jah.

Nivel de dificuldade: 0
Kids Friendly: Sim

  • Two Jack Lake e Vermillion Lake

São os lagos mais próximos de Banff. O Vermillion eu não vou nem falar muito porque não achei nada demais e pessoalmente nem achei que vale a visita. Já o Two Jack é bem bonito, mas no dia que fomos estava chovendo MUITO e eu só sai do carro para dar uma olhada rápida. Imagino que em um dia de sol ele fique incrível.

Nivel de dificuldade: 0
Kids Friendly: Sim

  • Icefields Parkway

Eleita uma das estradas mais lindas do mundo. Andamos bastante por ela, mas não chegamos até Jasper. Recomendo o passeio, muitas paradas para fotos, e sempre que puder, sair da highway e cair nela para ver ursos, lagos inesperados, trilhas… Você não vai se arrepender.

  • Banff e Lake Louise Gondolas

Os teleféricos de Banff e Lake Louise são bem famosos por lá. Acabamos não conhecendo nenhum deles porque os dias estavam nublados e porque optamos por conhecer outras coisas quando o sol abriu. Mas em um dia claro, de sol, acho que a paisagem deve ser linda. Tanto de um, quanto de outro.

Dica: Se você optar por ir na gondola de Banff, recomendo que compre com alguma antecedência, ou vá com tempo. Eles são super organizados e por isso os ingressos vendidos na porta tem hora marcada. Não necessariamente aquela hora que você está ali. Quando tentamos ir, só tinha ingresso disponível para 2h depois. Não funcionou pra gente.

  • Fairmonts

Os hotéis da rede Fairmont são muito famosos na região. São, sem sombra de dúvidas, os mais luxuosos que você encontrará por lá. Além de luxuosos eles são muito bem localizados. O Fairmont Lake Louise, por exemplo, é a única edificação próxima ao lago. Além de ter uma vista deslumbrante é uma ótima opção para almoçar, lanchar, jantar ou até mesmo para sentar e ver a hora passar.

Já o Fairmont Banff fica mais no alto de uma montanha na cidade e, assim como seus irmãos da rede, além de luxo e boa localização, oferece ótimas opções de restaurantes e cafés a seus hospedes e visitantes. Sem falar no spa do hotel, que é um sonho!

Por último, o Fairmont Jasper. Esse hotel é tão único na região que muita gente paga para fazer um day use nele. Ele fica na beira de um lindo lago, tem um restaurante com uma varanda enorme e vista de cair o queixo e é o único respiro de luxo que você vai encontrar nessa área. Ainda assim, se não é isso que você está procurando, acredite, vale a pena conhecer. Você vai se encantar com o hotel.

MAS E OS URSOS?

Infelizmente, nós só conseguirmos ver um urso nesses 4 dias de viagem. Eu queria muito ter visto mais vezes e procurei muito, mas eles se esconderam da gente. Quando postei o video do urso no meu instagram, muita gente me perguntou se não era perigoso e se não estávamos com medo. Pois bem, vou dar algumas dicas aqui sobre como lidar nessa situação:

  • Evite comer nas trilhas
  • Se puder use um sininho ou faça barulhos quando estiver na mata fechada
  • Se quiser e se sentir mais seguro compre um spray anti urso na cidade
  • Não tente chegar perto, muito menos passar a mão nos animais
  • Não tente alimentá-los de nenhuma forma.

No centro de Banff, no centro de apoio aos turistas você pode obter mais informações de como proceder caso dê de cara com algum urso. Nós só vimos quando estávamos de carro, na beira da estrada.

Aliás, esteja sempre atento: se na estrada você perceber um engarrafamento repentino ou muitos carros no acostamento, não pense duas vezes e pare seu carro. Muitos ursos, mooses e outros animais aparecem com frequência na beira da estrada e os turistas ficam loucos.

Em estrada menores como a 1A, por exemplo, é muito mais fácil você ver animais. Na região de Jasper, que é um pouco menos turística, os animais aparecem com mais frequência também.

ONDE COMER

Esse vai ser um tópico beeem restrito por aqui por alguns motivos: nós jantamos no hotel todas as noites e durante o dia experimentamos apenas três restaurantes, sendo dois deles dentro do Fairmont Lake Louise. Mas ainda assim, os três estavam incríveis e acho que valem a recomendação.

  • Lakeview Lounge: Um restaurante mais arrumadinho (pero no mucho) dentro do hotel. Porém, com uma vista lindíssima do lago. Todos pedimos sanduiches/hambúrgueres e vinho da casa. Foi excelente!
  • Alpine Social: Outra opção no hotel bem gostosinha. Ficamos na varanda, pegando um solzinho e olhando para o lago. Vale muito a pena. São as melhores opções na região.
  • The Grizzly House: Restaurante especializado em fondue. Fica na rua principal de Banff. Almoçamos por lá no dia que visitamos a cidade. Tudo bem gostoso.

BÔNUS! Sentamos na beira do Emerald Lake para tomar um vinho comer uns queijinhos e admirar a paisagem. Muita gente estava almoçando por lá e o restaurante estava até com fila. Deve ser uma boa opção para quem estiver no lago perto da hora do almoço.

Lake Louise tem um pequeno (bem pequeno mesmo) centro comercial onde você encontra um mercado, uma loja de bebidas, uma padaria, um restaurante e algumas lojinhas de souvenir. Ali é possível comer alguma coisa também. Se você não estiver procurando luxo ou uma restaurante de fato, pode ficar tranquilo que ali tem opção. Nós comprávamos comida nesse mercado para tomar café da manhã e para o jantar e funcionava super bem.

O QUE VESTIR

Se você vai no verão, como eu, saiba que provavelmente as temperaturas vão variar muito durante o dia. As vezes nosso dia começava com 8ºC e no meio do dia chegava a 26ºC, ou seja, a roupa mudava bastante. A melhor dica aqui é: vista-se em camadas e leve um bom casaco de frio, mesmo que você vá no verão.

As trilhas, em geral, são bem tranquilas, então você pode colocar um tênis confortável ou um sapato de trilha se você tiver. Eu fazia todas de tênis e calça jeans. Não é nem um pouco necessário comprar uma roupa específica para fazer nenhuma dessas trilhas/lagos/cachoeiras que eu citei no post.

Leve uma roupa de banho, pois em alguns lagos é permitido mergulhar. Então, se você não tiver frio e tiver coragem pode dar um mergulho nessas águas verdinhas incríveis. (obviamente não foi o meu caso, mas o Alexandre e o Thiago, nosso amigo que viajou com a gente, mergulharam).

MAS E COM BEBÊS, DÁ PRA IR MESMO?

Sim! Dá sim e é bem tranquilo. Quase todas as trilhas são acessíveis ou tem uma parte que é acessível. Os passeios são bonitos, as crianças costumam curtir as paisagens e ficam encantadas com tudo.

Claro que se você é do tipo radical, talvez você perca alguma coisa. Mas tudo que eu citei nesse post eu fiz de carrinho ou canguru com a minha filha de 11 meses e foi beeem tranquilo.

O que eu não faria? Não alugaria um motorhome com bebê. Não faria e não fiz. Mas fiquei com vontade e quando ela for maior, quem sabe…

Se você se questiona com relação a comida, lá tem muitas opções de apartamente/flat com cozinha (que em geral são até mais baratos que os hotéis em si). Foi o nosso caso. Optamos por um apartamento com mini cozinha e conseguíamos adaptar a nossa alimentação a e dela numa boa por lá.

Se o seu filho já for maiorzinho, todos os restaurantes que fomos tinham uma opção de kids menu, normalmente com um tipo de massa, carne com batata, frango empanado…

Ufa! Esse post ficou imenso, mas acho que está bem claro e informativo. Se vocês ainda tiverem alguma dúvida, não hesitem em perguntar. Assim como eu achei a preparação para essa viagem meio confusa talvez vocês também achem. Tentei esclarecer aqui todas as dúvidas que eu tive antes de ir e acho que isso pode sanar um pouco os questionamentos de vocês.

Para ler mais posts sobre o Canadá clique abaixo:

Viajamos em junho de 2018. Victoria tinha 11 meses.

Esse fim de semana resolvi fazer um programa diferente e ir conhecer a Ilha da Gigóia. Pra quem não é do Rio, essa é uma pequena ilha que fica no Canal da Barra da Tijuca. Hoje, moram aproximadamente 3 mil pessoas na ilha, que pode ser percorrida em uma caminhada de mais ou menos 25 minutos.

Pra chegar na Ilha é necessário fazer uma travessia de balsa (R$2/pessoa). Os barcos partem de um pequeno pier em uma ruela entre o prédio da Unimed e o posto Shell (na Avenida Armando Lombardi), no início da Barra da Tijuca. Quem for de metrô pode descer na estação Jardim Oceânico e atravessar a rua para chegar ao pier. (A dica aqui é estacionar o carro no shopping Barra Point!)

Se você quiser que o barqueiro te leve a algum outro ponto da Ilha da Gigoia ou da Ilha Primeira (que é logo depois) você precisa falar com ele para ele te informar o valor da “corrida” e te deixar no pier mais próximo. Foi o que fizemos. Pedimos para o barqueiro nos levar até o Bar do Cícero que era nossa escolha para o almoço.

Chegamos cedo por lá pois o restaurante costuma lotar. Pegamos uma mesa na beira da água e começamos a curtir o programa. Pedimos uma porção de pastel de camarão, que estava divino. Terminamos com uma moqueca de peixe que também estava deliciosa. O prato é bem farto e servia 3 pessoas tranquilamente. Achei o Bar do Cícero com excelente custo x benefício. Inclusive é uma boa opção para quem quer comer um bom prato de frutos do mar sem gastar muito.

Lá na Ilha da Gigoia você ainda encontra outras opções bem conhecidas de restaurantes como o Laguna, o Venne e o Bistrô Gigoia. O ideal é sempre chegar cedo ou ligar para fazer reserva e garantir seu lugar.

Quem quiser um final de semana off e bem fora do tradicional, pode se hospedar por lá. A ilha oferece algumas opções de hospedagem bacaninhas pros hospedes relaxarem e descansarem fugindo do padrão: Pousada da Gigóia, Pousada Ilha Maravilha, Pousada Oásis do Barral, Pousada Barra Eco BoutiquePousadinha da Barra.

O local não oferece grandes atrativos além de relaxar e passear meio sem rumo pelas ruelas. Mas quem quiser, pode negociar com o barqueiro um passeio pelas ilhas do entorno. Esse programa custa em geral R$20/pessoa e leva aproximadamente uns 40 minutos. Dependendo do percurso você consegue ver diversas aves e até jacarés.

O programa é super legal para fazer com família, amigos e claro, com crianças e bebês. Nós fomos com o nosso carrinho que fechar pequenininho e foi super tranquilo. A Vic aproveitou muito e adorou o passeio de balsa.